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quinta-feira, junho 20, 2013

Novas locomotivas para Corredor do Norte

O Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) acaba de adquirir sete locomotivas, doze carruagens de primeira a terceira classes, no âmbito dos seus projectos de investimentos com vista a aumentar a sua capacidade operacional, assim como reduzir os custos de aluguer de equipamentos para a ferrovia, num montante estimado em pouco mais de 14 milhões de dólares americanos.

O director de operações da comissão executiva do CDN, Luiz Martins, falando ontem em conferência de imprensa disse que todo o material circulante que ainda integra dois carros geradores (post car) foi adquirido em Durban, na vizinha África do Sul e que cada carruagem, que está climatizada, com água corrente nos lavabos e com um sistema de som, tem capacidade de 88 lugares.

“Este material que adquirimos, apesar de ter passado por um processo de recuperação em alguns aspectos, o conforto e a segurança dos passageiros foi acautelado. Aliás, o investimento que fizemos partiu da percepção que tivemos de que o serviço que prestamos precisava de melhorar”, observou Martins.

terça-feira, novembro 23, 2010

Negócio de comboios de passageiros não é rentável

– diz a CDN (Corredor do Desenvolvimento do Norte). Garante que está a perder mensalmente cerca de 15 mil dólares norte-americanos

Nampula (Canalmoz) – O Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) diz perder mensalmente cerca de quinze mil dólares norte-americanos no negócio por comboio de transporte de passageiros, justificando que a receita não compensa os gastos com as circulações diárias. A informação foi avançada ao Canalmoz por Manuel Macopa, da direcção do CDN Ferrovia, que, entretanto, promete a continuidade da actividade para “não prejudicar a população que usa os comboios de passageiros como meio de transporte”.
“Em 2005 quando o CDN tomou conta da gestão dos CFM, apenas circulava um único comboio e já nos finais de 2007 introduzimos mais um comboio, passando a ser dois. É um comprometimento que temos com a população, porque este é um serviço social”.
O nosso entrevistado clarificou que “uns podem pensar que com aquele todo aglomerado que se vê todos os dias quando o comboio chega e sai, o CDN ganha muito dinheiro, mas não é verdade”.
“Não vamos deixar de prestar serviços. Nós continuamos a fazer e até duplicámos porque sabemos qual é a importância que isto tem para as comunidades”, disse Macopa. Garante que o que o CDN cobra aos passageiros, numa viagem entre Nampula e Cuamba, por exemplo, “nenhum outro transportador vai cobrar isto, porque não vai ter como manter a circulação do autocarro”, disse a propósito da construção da EN8 que liga a cidade de Nampula e a de Cuamba, na província de Niassa. (Aunício da Silva)

Fonte: CanalMoz - 23.11.2010

Reflectindo: com lucros ou não, até em 1977 havia circulação normal de comboios passageiros diários, incluindo automotoras de Nacala a Nampula e vice-versa e sempre em sentidos opostos. Havia também um comboio que circulava no sentido Monapo-Lumbo e vice-versa. Até 2001 eu nunca havia ido para além da cidade de Nampula por aquela linha ferroviária, mas parece-me (não posso precisar) que antes haviam comboios passageiros depois de Cuamba, no ramal Cuamba/Entre-Lagos e Cuamba-Lichinga.  Se não estou em erro, foi a partir 1977 ou quando tarde, 1980, que houve queda desse meio sem nada a ver com a guerra civil. Quero imaginar que um dos grandes problemas que o CDN enfrenta actualmente, é a falta de meios (os próprios comboios e vagões. O número destes meios devem ser muito inferior ao que existia até nos primeiros anos da independência.

sábado, setembro 26, 2009

A nível da região: Porto de Nacala é o menos poluído

O Porto de Nacala localizado na província de Nampula, foi recentemente considerado pela “BM Trada Certification”, entidade responsável pela certificação internacional dos Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), como o porto menos poluído da região austral de África.

Para o efeito, o Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), empresa gestora do complexo ferro-portuário de Nacala e da linha férrea que liga o Porto de Nacala aos países do “hinterland”, recebeu há dias da “BM Trada Certification Limited”, um certificado “ISO 14001”, o qual assegura que o CDN, além de estar preocupado com a obtenção de lucros, também se compromete em gerir de forma saudável o ambiente do espaço onde desenvolve as suas actividades, que se traduz na redução dos derrames de óleos ao mar, maneio seguro de produtos tóxicos (caso de klinquer, adubos e outros), que tem o Porto de Nacala como porta de saída e entrada.
O administrador-delegado do CDN, Fernando Couto, reconheceu que há três anos atrás a empresa que dirige, apenas estava preocupada em fazer dinheiro, pouco se importando com os danos ambientais decorrentes disso.
“Aqui na zona de descarga dos contentores, era o local onde fazíamos a descarga dos óleos e outros combustíveis que provinham das actividades de limpeza das máquinas”, realçou a nossa fonte, acrescentando que hoje, segundo constatámos, as águas do mar apresentam-se limpas.

CERTIFICADO INTERNACIONAL

A atribuição do certificado de gestão ambiental “ISO 14001” faz com que o Porto de Nacala tenha benefícios não só corporativos, como financeiros que vão desde a melhoria do relacionamento com as partes interessadas, até à obtenção de custos reduzidos através do uso responsável dos materiais e práticas ambientalmente sensíveis.
O director do Porto de Nacala, Agostinho Langa, chamou atenção aos clientes para a necessidade de colaborarem com as entidades portuárias, através da percepção da pontualidade de introdução das normas “ISO 14001”.
“Doravante, não permitiremos a entrada e circulação no Porto de Nacala de viaturas não concebidas para realizar as actividades específicas. Se vai carregar combustível deve ser com camião-cisterna, se vai carregar trigo a granel, o meio de carregamento deve apresentar requisitos para o efeito e ponto final”, salientou Langa.
A violação das normas estabelecidas pelo “ISO 14001”, implicará a retirada do certificado, situação que o CDN diz não estar interessado que isso aconteça, supostamente por ter investido muito dinheiro (350 mil dólares), para a sua concessão.
Enquanto isso, outros dados indicam que o Banco Mundial está interessado em financiar a reabilitação da ferrovia, que liga o Porto de Nacala aos países do “hinterland”, casos de Malawi e Zâmbia.
Não foi revelado o montante a ser injectado, sob forma de crédito ao Governo moçambicano, mas foi assegurado que uma missão técnica daquela instituição credora mundial estará em Moçambique nos próximos dias, para estudo de viabilidade.
O troço mais crítico da ferrovia é o que liga as cidades de Cuamba à zona fronteiriça com o Malawi, numa distância de 77 quilómetros.
Segundo Couto, serão necessários entre 25 e 80 milhões de dólares para colocar o troço em referência transitável em todas as épocas do ano.

Fonte: Rádio Mocambique