A luta anticorrupção do novo governo do Senegal baseia-se na Justiça ou numa "caça às bruxas"? Esta é a dúvida que divide o país após a detenção de Karim Wade, filho do ex-presidente Abdoulaye Wade, por suposto enriquecimento ilícito. Para o Fórum Civil, braço senegalês da organização anticorrupção Transparência Internacional (TI), a atitude do Executivo de Dacar evidencia a vontade de erradicar a corrupção e a impunidade.
Segundo o Índice de Percepção da Corrupção de 2012 publicado pela TI, o Senegal ocupa a 94ª posição com uma qualificação de 36 pontos de um total de 100 numa lista que inclui 176 países. "Apoiamos esta política do governo. Pensamos que a Justiça está a fazer o seu trabalho, pois a detenção de Karim Wade é um caso inédito em África", comentou à Agência Efe Thialy Faye, membro da direcção do Fórum Civil.






