terça-feira, janeiro 15, 2019

Polícia confirma detenção de Amade Abubacar em Cabo Delgado

Mesmo sem avançar detalhes do caso que as autoridades consideram de delicado, o Comando Provincial da polícia, em Cabo Delgado, confirmou a detenção do jornalista Amade Abubacar. A confirmação foi avançada pelo Porta-voz da Polícia naquela parcela do país, Augusto Guta, numa conferencia de imprensa, onde negou avançar as causas da detenção, o paradeiro e o estado de saúde do jornalista.
Entretanto, para MISA Moçambique, uma organização de jornalistas da África Austral, Amade Abubacar foi raptado e não detido como acaba de confirmar a Polícia em Cabo Delgado, segundo afirmou Jonas Wazir, daquela instituição.  
O Misa está, igualmente, preocupado com a Direcção do Instituto de Comunicação Social, que não está a ajudar no suposto resgate do jornalista, que trabalha na instituição há cerca de nove anos,
Amade Abubacar foi detido no dia 5 de Janeiro corrente, e, até hoje, a direcção do órgão onde trabalha ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Fonte: O País – 15.01.2019

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Renamo deve aproveitar insatisfação popular para tentar vitória eleitoral

O investigador moçambicano Sérgio Chichava afirmou hoje à Lusa que o futuro líder da Renamo deve ter a capacidade de dinamizar o partido para a vitória nas eleições gerais de outubro, capitalizando a insatisfação popular contra a Frelimo, partido no poder.
"A Renamo tem uma belíssima oportunidade para se reinventar, há um grande descontentamento no seio da população [perante a Frelimo], há um desgaste", declarou Sérgio Chichava.
Os resultados das eleições autárquicas de 10 de outubro próximo mostram que o eleitorado moçambicano deseja a mudança e o novo líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) deve afirmar o partido como alternativa à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).
Sérgio Chichava, pesquisador do Instituto de Estudos Económicos e Sociais (IESE), considera que, se a Renamo falhar a ascensão ao poder nas eleições gerais deste ano, ficará mais longe da governação, porque a Frelimo pode reorganizar-se e manter-se na direção dos destinos do país por muitos mais anos.

24 vítimas mortais nas manifestações contra al-Bashir

Esta é a quarta semana em que milhares de sudaneses saem a rua para protestar contra o presidente Omar al-Bashir. De acordo com as autoridades sudanesas, são 24 pessoas que morreram em confrontos com as forças de segurança. Mas a Amnistia Internacional denuncia mais de 40 mortos. Os sudaneses exigem que al-Bashir, com quase três décadas no poder, deixe o cargo de Chefe de Estado.
Os protestos liderados pela oposição começaram no dia 19 de Dezembro último. Al-Bashir diz que não tem interesse em deixar o poder e tenciona alterar a constituição para banir o limite dos mandatos presidenciais. Há receios de que as forças armadas tomem o poder como o fizeram nos anos 80. De acordo com News 24, al-Bashir, de 74 anos, disse terça-feira que não se importaria que alguém da área militar o substituísse no poder.

Fonte: O País – 13.01.2019

domingo, janeiro 13, 2019

Tomaz Salomão indignado com “envolvimento” de Manuel Chang nas dívidas ocultas

O antigo Secretário Executivo da SADC e ministro moçambicano das Finanças, Tomaz Salomão, manifestou indignação, triste e desapontado, com o alegado envolvimento de Manuel Chang no crime das chamadas dívidas ocultas”.
Em entrevista a Rádio Moçambique, Tomaz Salomão começou por recordar a importância de um Ministro das Finanças como Tesoureiro do Estado, o que o obriga a ter uma conduta de integridade, transparência e, acima de tudo, ser imaculado.
“Na qualidade de tesoureiro público, tesoureiro de erário público, esta figura é absolutamente proibida, repito: absolutamente proibida em mexer, tirar, usufruir de qualquer bem pertencente ao erário público para benefício pessoal, é absolutamente proibido”, recordou.
Detido desde finais de Dezembro na Africa do Sul, Manuel Chang luta na justiça do país vizinho pelo seu futuro, que, se depender do que os americanos pretendem, será extraditado para os Estados Unidos. Tomaz Salomão diz estar pouco preocupado com o local onde o seu camarada de partido será julgado, porque o mais importante é que a justiça seja feita.
“Ele vai ser julgado, quer seja em Moçambique, quer seja na África do Sul, quer seja nos EUA, que seja em Haia, ele vai ser julgado em algum sítio e é bom que seja julgado para que isto sirva de exemplo e de referência para que coisas destas não se repitam e aqueles que se atreverem a fazê-lo, sejam punidos de forma exemplar”, explicou.
Para Salomão, o mais importante neste momento é que as instituições da justiça trabalhem para que o que foi desviado possa voltar para o país e, a posterior, ver se há ou não necessidade do país ser imputado ao pagamento das dívidas.
“Eu penso que as instituições de justiça, para além de julgar os que estão envolvidos nisso, devem garantir que estes bens sejam recuperados e amanhã, eventualmente vamos discutir se Moçambique vai ter alguma coisa a pagar ou não. Se calhar chegaremos à conclusão de que não temos nenhuma dívida a pagar, não temos nada a pagar, nós como país, nós como cidadãos deste país”, concluiu.

Fonte: O País – 13.01.2019

Coligação do presidente cessante Joseph Kabila venceu maioria parlamentar

Continuam controversos os resultados eleitorais na República Democrática do Congo. Enquanto um candidato da oposição, Felix Tshisekedi, foi declarado vencedor das eleições presidenciais, a coligação no poder conseguiu conquistar a maioria parlamentar. Sendo assim, Tshisekedi terá dificuldade de governar o país rico em recursos minerais mas envolto na pobreza.
Entretanto, os resultados eleitorais são contestados pelo outro candidato da oposição, Martin Fayulu, que se considera vencedor com mais de 60% dos votos. Fayulu que ocupava a primeira posição na lista de sondagem de votos, já submeteu uma petição no Tribunal Constitucional, mas mostra-se menos esperançoso com a futura decisão, pois os membros do tribunal foram nomeados por presidente cessante Joseph Kabila. Na última quinta-feira, apoiantes de Fayulu entraram em confrontos violentos tendo causado quatro mortos.


Fonte: O País – 13.01.2019


Nota:Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência"
É sempre o mesmo problema de partidos da oposição em África. MUITO MENOS TRABALHO DE CASA. Quando partidários ouvem nas ruas, nas barracas, cidadãos a dizerem que estão cansados daquele que governa e o nome do seu governo soa muito, é MOTIVO suficiente de auforia e recusarem redondamente uma coligação ou pelo menos um pacto com outros partidos como forma de garantir e fortalecer a vitória e ou facilitar uma eventual cooperação pós-eleitoral.
Ora, a oposição congolesa havia alcançado um acordo de coligação que não durou sequer  24 horas. Agora estão dum dilema, pois, segundo os resultados, um da oposição venceu nas presidenciais enquanto que a coligação de Cabila venceu nas parlamentares. Com certeza os CABILISTAS não vão facilitar a Félix Tshisekedi porque eles querem voltar à presidência depois deste mandato. Ao mesmo tempo, parece que Tshisekedi e Martin Fayulu viram-se as costas.

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Ossufo Momad estranha silêncio do Governo no “caso Manuel Chang”

Ossufo Momad, coordenador interino da RENAMO, reagiu hoje sobre a detenção no passado dia 27 de Dezembro do ex-ministro das finanças Manuel de Chang, sobre as dívidas na ordem de dois bilhões de dólares que lesaram o país.
O coordenador da RENAMO disse em teleconferência, na Zambézia, que estranha o silêncio do Governo e Assembleia da República no mandado de captura internacional a Manuel Chang, ex-ministro das finanças, emitido pelo governo dos Estados Unidos e executado pela justiça sul-africana no passado dia 27 de Dezembro.
Momad lançou duras críticas contra Procuradoria-Geral da República, que, no seu entender, mostrou incapacidade e inoperância no processo. O líder interino da Renamo encoraja os governos dos Estados Unidos a prosseguir com o processo para responsabilizar os culpados no processo.
Fonte: O País – 10.01.2019

PGR solicita responsabilização de 16 gestores públicos

Um ano depois de a Procuradoria-Geral da República solicitar ao Tribunal Administrativo a responsabilização financeira de gestores públicos envolvidos nos empréstimos de mais de dois biliões de dólares, finalmente são conhecidos os nomes dos 16 envolvidos.

Segundo escreve o jornal Notícias desta quinta-feira, a PGR pede a responsabilização financeira dos gestores envolvidos na autorização e emissão de garantias de Estado sem nenhuma base legal, nomeadamente Manuel Chang, então ministro das Finanças, Ernesto Gove, na altura governador do Banco de Moçambique, Maria Isaltina Lucas, antiga directora nacional do Tesouro, Piedade Macamo, antiga directora nacional adjunta do Tesouro, Gregório Leão, à época director-geral do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), e António Carlos do Rosário, ex-director nacional de Inteligência Económica do SISE e presidente dos Conselhos de Administração das empresa ProIndicus, Ematum e MAM.

Dívidas/Moçambique: Joaquim Chissano diz que Frelimo deve purificar fileiras

O antigo Presidente Joaquim Chissano disse hoje que a Frelimo deve analisar o escândalo das `dívidas ocultas´ com clareza e profundidade, considerando que o partido no poder em Moçambique desde a independência tem de purificar as suas fileiras.
"Uma maior clareza para que se perceba o que se passou é necessário para que isso não volte a acontecer. É preciso que haja clareza para criarmos instrumentos para purificação das fileiras do nosso partido", disse o antigo chefe de Estado, numa entrevista à emissora pública Rádio Moçambique.
Para Joaquim Chissano, que também foi presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), o partido no poder deve estar ciente de que a oposição vai fazer uso desta "fragilidade", que resultou de dívidas ocultadas contraídas pelo Governo.
"O partido tem de ser íntegro. Este é um trabalho que precisa de ser persistente e no partido é necessário que trabalhemos neste aspeto com profundidade", frisou o antigo chefe de Estado.
A devolução aos cofres do Estado do dinheiro que foi apoderado ilegalmente é apontado como fundamental pelo antigo chefe de Estado moçambicano, que apela à paciência dos moçambicanos, na medida em que "estes processos são complexos".
"Se há crimes cometidos e que mereçam punição, que as pessoas sejam punidas. Não é porque um grupo de pessoas está no crime que o país deve desfalecer. Devemos continuar a construir o nosso país, mesmo depois disto", afirmou Chissano.
o antigo Presidente entende que o caso das `dívidas ocultas´ deve ser analisado por todos, como forma de evitar que no futuro o país volte a "cometer os mesmos erros".
"É verdade que os americanos nestes processos são sempre guiados pelos seus próprios interesses, mas esta capacidade vem de uma experiência dentro do próprio país. Também eles estão a estudar estes fenómenos. Então, Moçambique deve fazer o mesmo", concluiu o antigo chefe de Estado, acrescentando que acredita que as instituições de justiça dos dois países vão saber julgar com discernimento.
Em causa estão os novos detalhes da investigação que está a ser realizada pela justiça norte-americana sobre o processo, e que levou à detenção, no dia 29 de dezembro, na África do Sul, do antigo ministro moçambicano das Finanças Manuel Chang, de outros três antigos banqueiros do Credit Suisse, em Londres, e de um intermediário libanês da Privinvest, no aeroporto de Nova Iorque.

Fonte: ">InforMoz - 10.01.2019

RDC: Félix Tshisekedi futuro presidente

Félix Tshisekedi foi proclamado vencedor das eleições presidenciais na República Democrática do Congo. Martin Fayulu, outro opositor, contesta os resultados. Esta seria a primeira alternância política no antigo Congo belga.
O filho do opositor histórico Etienne Tshisekedi consegue o que o pai nunca antes conseguira: chegar ao poder em Kinshasa !
E isto ao obter 38,5% dos votos, contra 34, 8% para Martin Fayulu, principal candidato da oposição, que contestou imediatamente os resultados pondo em causa as máquinas de votação.
O candidato do poder, Emmanuel Shadary, ficou-se pelo terceiro lugar com 23,8% dos votos. E isto porque o presidente cessante, Joseph Kabila, segundo a constituição, não se podia voltar a candidatar.
Os resultados provisórios foram decretados na noite de quarta para quinta-feira pela Comissão de eleições.
O ministro francês dos negócios estrangeiros, Jean Yves Le Drian, exprimira as suas dúvidas quanto aos resultados proclamados.
Num comentário a essa posição da França Lambert Mende, porta-voz do candidato no poder, denunciou a “interferência externa” de Paris que qualificou de “presunção”, rematando que a RDC não faz parte da França.

Fonte: Notícias Sapo – 10.04.2019

segunda-feira, janeiro 07, 2019

PGR reage à detenção de Manuel Chang

A Procuradoria Geral da República (PGR) reagiu há instantes à detenção do antigo Ministro das Finanças, Manuel Chang, em cumprimento de um mandato judicial emitido pela justiça norte-americana.
Através de um comunicado de imprensa, a PGR diz que só tomou conhecimento da detenção, através de uma comunicação feita pelo Consulado moçambicano na Africa do Sul, no passado dia 29 de Dezembro, e no dia 31 de Dezembro passado é que recebeu, da Embaixada dos Estados Unidos da América, em Pretória, a cópia da acusação proferida contra Chang e mais dois cidadãos de nacionalidade moçambicana.
Nas vésperas da audição que poderá decidir sobre a extradição ou não para os Estados Unidos da América, a PGR diz estar a encetar todos os esforços para que os “infractores” sejam responsabilizados ao nível nacional.
“Considerando que no processo que corre na jurisdição americana, são acusados cidadãos moçambicanos, e havendo um processo-crime a correr termos sobre os mesmos factos na nossa jurisdição, a PGR está a encetar diligências junto das autoridades competentes da República da África do Sul e dos Estados Unidos da América para acautelar interesses do Estado moçambicano, no que concerne à responsabilização dos infractores no território moçambicano e recuperação de activos”.
Paralelamente, a PGR revela que, no âmbito das suas investigações sobre os contornos das dívidas ocultas, já constituiu 18 arguidos “entre servidores públicos e outros cidadãos, indiciados da prática de crimes de abuso de cargo ou função, abuso de confiança, peculato e branqueamento de capitais” estando o processo em fase de instrução preparatória.

Fonte: O País – 07.01.2019

domingo, janeiro 06, 2019

1ª audição do caso das dívidas ocultas marcada para 22 de Janeiro

O tribunal norte-americano de Brooklyn marcou para 22 de Janeiro a primeira audição do caso das dívidas ocultas. A data foi marcada pelo juiz principal William Kuntz, depois do pedido formal dos procuradores federais, que apelaram à complexidade do caso para apontarem ainda o dia seguinte como necessário para a audição.
Segundo escreve o Observador, citando a agência Lusa, a audição foi marcada esta sexta-feira depois de um dos suspeitos, o negociador libanês Jean Boustani, também indicado como Jean Boustany, ter sido detido na passada quarta-feira no aeroporto John F. Kennedy, em Nova Iorque, e se ter apresentado perante o juiz no mesmo dia.
No requerimento, os procuradores norte-americanos fazem notar que os outros acusados foram detidos com mandados de captura internacionais emitidos pelos Estados Unidos, mas que ainda não foram extraditados.
E um deles é o ministro das Finanças, Manuel Chang, detido há uma semana na África do Sul, sob acusação de lavagem de dinheiro e fraude financeira.
Outros são os três antigos banqueiros do Credit Suisse envolvidos nos empréstimos às empresas moçambicanas, que foram detidos na quinta-feira em Londres pelas autoridades britânicas, em cumprimento de um mandado dos Estados Unidos.
Trata-se de Andrew Pearse, um antigo director do banco Credit Suisse; Surjan Singh, director no Credit Suisse Global Financing Group, e Detelina Subeva, vice-presidente deste grupo, que foram entretanto libertos sob caução e enfrentam um pedido de extradição para os Estados Unidos.

Fonte: O País – 05.01.2019

sábado, janeiro 05, 2019

Há Segurança do Estado em Moçambique

O problema do nosso país é de não termos um serviço que na verdade defende o nosso ESTADO.
Muitos concidadãos até vão me achar de um atrevido e muita coisa por aí. Compreendo a vossa preocupação por minha vida e até o que pode acontecer por ódio de quem pensa em ESTADO. Seja como for, vou aqui tentar questionar algo que em algum momento já questionei.
O que tem feito o Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) para proteger o Estado Moçambicano dos lesa-pátria? Exactamente, o que é SEGURANÇA DO ESTADO para o SISE? O que é Estado Moçambicano?
Algumas das questiões sobre o SISE:
1) As dívidas ocultas. Pelo que lemos nos últimos dias, os negócios de EMATUM, MAN, Proíndicus passaram e vão passando em Moçambique com a vista grossa do SISE pela parte que lesa o Estado Moçambicano. Contudo, a FBI, lá nos EUA, apresenta e-mails dos das letras do alfabeto combinando a forma de lesar o Estado Moçambicano. Podemos desconfiar que o nosso SISE até SÓ se preocupa por aqueles que trocam apenas mimos de amizade e amor pela internet?
2) Fraudes eleitorais. O SISE nunca neutraliza os fraudulentos eleitorais, responsáveis pela instabilidade do Estado Moçambicano. O que se viu num único local, em Marromeu, com olhos de milhões é sinal dum SISE que define o Estado de uma outra forma. Será que é impossível que o SISE saiba do esquema?
3) Esquadrões da morte. É estranho que em Moçambique os esquadrões da morte andem à sua classe enquanto temos o SISE. São mesmo muito sofisticados que até com ajuda doutros serviços secretos seja impossível de neutralizá-los?
4) Valas comuns. É muito estranho que em Moçambique haja valas comuns sem esclarecimento enquanto temos o SISE que devia neutralizar ou identificar os assassinos.
5) Os ataques em Cabo Delgado. É estranhíssimo que um grupo de assassinos se instale e continuamente actue naquela parte do país sem que o SISE neutralize.
Nota: Que o SISE assuma as suas verdadeiras funções pela Segurança do Estado Moçambicano. A BEM DE MOÇAMBIQUE!

A FATIA DO BOLO VOLTOU PARA A GARGANTA?

“... Nos governos democráticos como o nosso, as pessoas entram e saem, e toda a gente envolvida vai querer a sua fatia do bolo enquanto estiver no Governo ['in office', no original em inglês], porque depois de sair vai ser difícil. Por isso é importante que a assinatura do contrato da taxa de sucesso seja acertada e paga no seguimento da assinatura do contrato".

Fonte: O País – 05. 01.2019

“Ser deputado ou ex-ministro das Finanças é irrelevante quando se trata de crimes graves”

O antigo bastonário da Ordem dos Advogados, Gilberto Correia, diz que é possível que o Governo não tenha tido conhecimento sobre o pedido de extradição do  antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, porque “a tendência do direito internacional hoje, que é o direito internacional penal é de desconsideração da  qualidade do indivíduo”, disse Correia acrescentando que ser deputado ou antigo ministro das finanças é completamente irrelevante quando se trata de crimes que possam ser considerados graves.

“Não é relevante a posição ou qualidade da pessoa que é arguida”, disse em uma conversa telefónica.
Gilberto Correia disse que o que parece segura é que há conexões que permitem que o direito norte-americano considere que há crimes cometidos nos Estados Unidos que obrigam a intervenção da jurisdição americana, “se for assim, temos um moçambicano que cometeu crimes sob a jurisdição da administração da justiça norte-americana, que foi capturado na África do Sul”, sublinhou.

O antigo bastonário é da opinião de que para o sucesso de uma operação é necessário que haja segredo de justiça, daí que os processos ainda secretos e sob investigação não podem ser revelados.

sexta-feira, janeiro 04, 2019

Alex Vines sobre a detenção de Manuel Chang

A nível internacional, as reacções não se fizeram esperar.
O analista do centro de pesquisa Chatham House, com sede no Reino Unido, Alex Vines disse à VOA que a prisão pode ser um divisor de águas.
"Tudo indicava que nada aconteceria com esses milhões, provavelmente bilhões, de dólares que não foram contabilizados. A acusação que ocorreu do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, Distrito Leste de Nova York, por personagens-chave envolvidos neste escândalo de empréstimo, é muito muito significativo, um divisor de águas”. Ler mais (Voz da América – 04.01.2019)

Detenção de ex-ministro das Finanças é "vergonhosa" para Moçambique, afirmou Ordem dos Advogados

O bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) afirmou hoje à Lusa que a detenção do ex-ministro das Finanças na África do Sul constitui um embaraço para o país e é uma resposta internacional à incapacidade da justiça moçambicana.
"Esta situação embaraça, sobremaneira, o nosso país. Quer dizer que nós não conseguimos resolver os nossos problemas" e "tem de haver intervenção internacional", disse Flávio Menete à agência Lusa.
Flávio Menete assinalou que os Estados Unidos estão a defender os seus interesses, ao pedirem a extradição de Manuel Chang, tendo em conta que os factos que são imputados ao antigo ministro constituem um crime ao abrigo da legislação americana. Ler mais (RTP – 04.01.2019)

Renamo acusa autoridades de "silêncio cúmplice" na prisão de Manuel Chang

Bancada da oposição aponta dedo à presidente do Parlamento pela prisão de um deputado e pede responsabilização
A bancada parlamentar da Renamo acusa as autoridades moçambicanos de “silencio cúmplice” e“saúda” o que descreve como “acção enérgica tomada pela justiça norte-americana” que resultou na detenção do antigo ministro das Finanças Manuel Chang, de três ex-banqueiros do Crédit Suisse e um libanês que era ponte de ligação de empresas moçambicanos no Dubai.
Todos estão envolvidos no caso das chamadas dívidas ocultas, que envolveram cerca de dois mil milhões de dólares não declarados nas contas do Estado.
“A Renamo entende que a prisão do ex-ministro Chang e dos ex-banqueiros do Credit Suisse acusados de ilícitos financeiros no processo das dívidas ocultas é a confirmação das confirmações de que houve prática criminal por parte dos dirigentes da Frelimo envolvidos no processo que devem ser responsabilizados”, lê-se no comunicado da bancada parlamentar do principal partido da oposição, que, aponta o “silêncio cúmplice das autoridades moçambicanas”, nomeadamente a Procuradoria-Geral da República, o Conselho Constitucional, a Assembleia da República e o Governo. Ler mais (Voz da América, 04.01.2019)

Existe um mandado de captura internacional contra Armando Guebuza?

O advogado do antigo Presidente de Moçambique diz não ter conhecimento de qualquer mandado de captura emitido contra Armando Guebuza, no âmbito da investigação sobre as chamadas dívidas ocultas, que já levou a detenções.
"Que eu tenha conhecimento, não", respondeu Alexandre Chivale quando questionado pela agência de notícias Lusa sobre se existe algum mandado de captura sobre o antigo chefe de Estado. "Para dizer se é verdade ou não [que há um mandado de captura contra Guebuza], era preciso ver o mandado e tanto quanto sei não foi presente, eu não vi, só se visse é que teria alguma coisa para dizer", vincou o advogado, acrescentando: "Não sei de onde viria esse mandado, sobre que factos, seria complicado dizer se saberia, porque enquanto desconhecendo esses dados, estaria a especular". Ler mais (DW, 04.01.2019)

STV Grande Plano Divida 01 05 2016

Ex-funcionários da Credit Suisse detidos em conexão com as dívidas ocultas

Três ex-funcionários do Credit Suisse Group foram detidos em conexão as dívidas ocultas de Moçambique. A detenção ocorreu esta quinta-feira em Londres. Os antigos funcionários são acusados de participar num esquema de fraude envolvendo dois mil milhões de dólares americanos em empréstimos a empresas controladas pelo Estado moçambicano, escreveu o portal de notícias VOA.
Trata-se de Andrew Pearse, Surjan Singh e Detelina Subeva,  que de acordo com o porta-voz da justiça americana, John Marzulli, são acusados por um tribunal federal de Brooklyn, em Nova Iorque, de conspiração para violar a lei anti-suborno dos Estados Unidos, fraude e branqueamento de capitais.
Os antigos funcionários da Credit Suisse foram presos cinco dias depois do ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang.
Eles foram libertados sob fiança em Londres, enquanto os Estados Unidos tratam da sua extradição.
A Credit Suisse diz em comunicado que os três funcionários são acusados de contornar os mecanismos de controlo interno do banco movidos por ganhos pessoais e à revelia da instituição.
O Credit Suisse promete continuar a cooperar com as autoridades.

Fonte: O País – 04.01.2018

quinta-feira, janeiro 03, 2019

Os generais pedem "cautela" a João Lourenço



Nota: Num estado de direito os militares ficam no quartel

Manuel Chang vai opor-se à extradição

A hipótese de Manuel Chang se ter entregue ao FBI cai por terra. Ele vai se opor à extradição para os Estados Unidos da América, de acordo com o seu advogado na África do Sul, Rudi Krause, que falou ontem por telefone com a agência americana de noticiário financeiro, Bloomberg. Krause disse que a detenção de Chang estava relacionada com a chamada "dívida oculta" de pouco mais de 2 bilhões de USD.
No dia 8 de Janeiro, quando Chang regressar para ser ouvido por um juiz no Tribunal de Kempton Park, nos arredores de Joanesburgo, seus advogados vão solicitar uma liberdade por caução. “Ele se oporá à extradição”, disse Krause. Isso implica que Chang deverá permanecer na cadeia por mais tempo. Ler mais

Fonte: Carta de Moçambique – 03.01.2019

Ministra angolana tenta suicídio depois de ter sido exonerada

A agora ex-ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Victória Francisco Correia da Conceição, encontra-se na clínica Girassol em Luanda, depois de, segundo uma fonte médica, ter tentado suicidar-se na noite de quarta-feira, 2.
O incidente terá acontecido depois de Victória Francisco Correia da Conceição ter sido exonerada pelo Presidente João Lourenço ontem no fim do dia.

Fonte: Voz da América – 03.01.2019

terça-feira, janeiro 01, 2019

Eleições em Congo Kinshasa: Táctica para fintar os partidários cegos?


Dos 21 candidatos inicialmente inscritos para disputar a magistratura suprema, a lista acabou por baixar para quase metade depois da desistência de alguns deles, para apoiar o trio hoje tido como dos principais candidatos a sucessão de Joseph Kabila Kabange.
Trata-se de Emmanuel Ramazani Shadary, candidato governamental apoiado pela plataforma Frente Comum para o Congo (FCC), Martin Fayulu Madidi, candidato único da oposição reunida na coligação Lamuka (acorda, em lingala) e Félix Tshisekedi, da coligação Cap pour le Changement (CACH).

Nota: Se a desistência foi na altura de votação será que ajudou para a orientação do voto?

Sobre o artigo de Gustavo Mavie que por aí circula.


Infelizmente, os lesa-pátrias de todos os cantos, daí que os nossos não uma excepção, gostam de usar o truque de outros que serviu para a destruição de certos países, mas nunca se serviram de exemplos que salvaram outros países.

Mavi como tantos outros que querem destruir Moçambique, usa exemplo da teimosia de Mamar Gadaffi e Sadam Hussein que detsruiram Líbia e Iraque.E porque os mesmos não nos falam de Tunísia, Egipto ou Costa de Marfim que quase no mesmo período tiveram mudancas do mesmo tipo mas com sucessos ou relativamente sucedidos?

1. Sobre os acontecimentos de Tunísia, Egipto, Líbia, Costa de Marfim ou seja Côte dÌvoire" debate vivamente no Reflectindo sobre Moçambique e felizmente tive um único e melhor oponente que depois vim saber que se tratava de um antigo combatente e historiador da Frelimo. 

2. Da minha convivência com iraquianos desde 1994, na altura em que eu estudava sueco e uns líbios em 2002, adquiri uma outra imagem sobre aqueles países. Parecendo piada, meus colegas iraquianos já me insultaram porque Kofi Annan Inpediu invasão a Iraque.
 
3. Um cidadão, um grupo de pessoas, uma organização, que se julga dono de uma nação, organização é perigoso/a para essa nação ou organização, isto por mais que faca algo maravilhoso. Em Moçambique estamos a viver de exemplo para exemplo. Primeiro é pela atitude do regime colonial e segue-se pelas atitudes da Frelimo e lideranças dos partidos da oposição. Infelizmente são poucos africanos que assumem este perigo e o resultado é do que estamos a ver.

domingo, dezembro 30, 2018

Manuel Chang detido na África do Sul


Azar não custa.
Assim o mr Manuel Chang, aka um dos INDIVÍDUOS, entendeu atravessar as fronteiras supostamente para algures em Ásia, pensando que os seus assuntos daqui não eram do interesse de nenhum outro. Ok. Talvez porque esses outros não criaram barulho depois de uma licão com o caso do meu conterrâneo, Mohamade Bachir Suleimane que se tornou rico supostamente vendendo capulanas.
A experiência é de que quando esses não fazem barulho, e, até usam isca, acabam levando o indivíduo à barra de justiça lá noutro lado sem Isabel. Só para recordarem-se, em Setembro de 2005 um moçambicano que trabalhou como «caixa» para a USAID até 2003 e mamou 200 mil dólares, cujo nome dispenso mencionar, foi detido na cidade de Charleston, no estado da Carolina do Sul, nos EUA, para onde foi atraído com a oferta de um curso pago pelo Governo dos Estados Unidos. O homenzinho foi condenado a 30 meses de prisão e cumprida a pena, deportado para Moçambique.
Imagino a cagufa que este caso criou nos outros indivíduos.
Fonte: Carta Moz – 29.12.2018

terça-feira, dezembro 25, 2018

Boicote eleitoral é o maior inimigo da alternância governativa em África


Boicote eleições em África não é nenhuma solução. Os partidos que querem se manter no poder a todo o custo, provocam a oposição como uma estratégia de obrigá-los a boicotar as eleições e assim eles evitam seus concorrentes.
Nós africanos temos que encontrar uma maneira própria de combater as trafulhices eleitorais,; temos que estar determinados a confrontar os fraudulentos. As lideranças dos partidos da oposição têm que se estrategas.


Oposição boicotou eleições que podem abrir caminho a permanência de Gnassingbé no poder por muito tempo
O partido do Presidente Faure Gnassingbé obteve a maioria na Assembleia Nacional do Togo nas legislativas de 20 de Dezembro, boicotadas pela principal coligação da oposição e antecedidas de violência, indicam resultados oficiais provisórios publicados nesta segunda-feir, 24..
A União para a República (Unir) elegeu 59 dos 91 deputados que compõem o Parlamento, menos três do que tinha na assembleia cessante.
Sem a participação dos principais partidos da oposição, que denunciaram irregularidades na preparação das eleições, a Unir esperava obter 4/5 dos assentos (73 deputados) para assegurar uma reforma constitucional que visa permitir a Gnassingbé concorrer a mais dois mandatos, em 2020 e em 2025.

Fonte: Voz da América - 25.12.2018

terça-feira, dezembro 18, 2018

Provoking Renamo


By Joseph Hanlon
Frelimo appears to be intentionally provoking Renamo, pushing it to boycott the elections or return to war.

Negotiations between the late Renamo president Afonso Dhlakama and President Filipe Nyusi were personal and on the telephone. Ultimately, they were based on the belief that the two sides would act in good faith and that there would be some real power and resource sharing. This assumed first that Renamo would win a couple of governorships in fair elections and then have the resources and patronage of Frelimo governors. And it assumed second that Renamo officers would be appointed to senior positions with real power in the military - and the good faith was that Renamo would really demobilise and that it would have enough power in the joint military to prevent attacks on Renamo and a return to hit  squads.

Historically both sides wanted the present system because it gives the winning party overwhelming power over resources and patronage. Frelimo believed that it could maintain its hold on power while Dhlakama always wanted to be president - and turned down two earlier power sharing deals. But Dhlakama's change in attitude from 2016 was real, with the understanding that decentralised electoral politics could provide a base for building the party. And Renamo's success in municipal elections shows that his thinking was correct.

sábado, dezembro 08, 2018

Presidente Filipe Nyusi - o esperto


Filipe Nyusi, o Presidente da República, é muito esperto. Na sua visita ao distrito de Nacala-a-Velha, a  5 de Junho de 2015, Filipe Nyusi prometeu uma estrada asfaltada de Nacala-a-Velha passando por Memba até Alua. Logo, essa estrada ligaria a de Namialo a Pemba. Eu fiquei muito feliz, pensando de quão útil é aquela via para mim. Até pensei da capitalização da linda praia de Simuco, uma praia que ficou abandonada depois da independência.
Sobre essa promessa discuti aqui no facebook e numa sentada em Nampula, em 2015 com os mais novos  Francisco Wache, Abel Jamusse e Eusébio e se a memória não me trai também com o Francisco Gaita, um dos que seriam mais beneficiados por uma estrada asfaltada de Nacala-a-Velha a Alua.
Filipe Nyusi devia hoje ou neste ano inaugurar a estrada prometida em 2015, mas tão esperto que ele é, e, sabendo com quem estava, HOJE começou por mais uma promessa. O pior é que hoje ele prometeu estradas em total de quilometros em distritos sem especificar donde e para onde e muito minos se seriam asfaltadas ou não.
A realidade da estrada prometida é que ficou pior que antes da promessa. Pelo menos até Julho que eu estive naquela zona, era quase impossível conduzir de Nacala-a-Velha a sede do distro de Memba.  Para Memba, muitos recorreram a via Namialo-Alua-Mazua ou Nampeue.

Notas
1. Alguns me perguntarão do porque não elogio aquele hospital. Claro que elogio, mas não faço disso um favor. Aliás, o hospital que nos serviu até 43 anos depois foi construído pelo regime colonial jque nunca vou agradecê-lo. GOVERNAR É SERVIR.
2. Abaixo reproduzi o discurso do PR Filipe Nyusi, em Nacala-a-Velha a 5 de Junho de 2015. É consultável aqui: Povo_Meu_Patrao_Final_Web_12.8.2016 na pàgina 256

"Estrada para Nacala-a-Velha a Alua
Sobre a estrada, penso que vocês têm mais informação do que eu. Praticamente, quase que já conseguimos fundos para reabilitar a estrada do desvio para aqui. Porque antes eram carros poucos, pequenos, mas agora são camiões que passam sempre e desfizeram a estrada. Então, iremos mexer a estrada para ver se fica uma estrada nova e mais larga. Mas, sobre a estrada ainda, está a se trabalhar num projecto da estrada que deve partir directamente de Itocolo até Nacala-a-Velha. E vai ser feita mais uma estrada que vai ser paralela a linha férrea até no Porto. Mas, outra vez, nós não conseguimos parar aqui. Paramos em Memba. Os nossos irmãos em Memba falaram-nos da estrada que sai daqui Nacala-a-Velha até Memba, estrada asfaltada. Não inscrevemos ainda este ano, nem no próximo ano, mas estamos a fazer esforço para dentro desses anos fazermos uma estrada asfaltada daqui até Memba, até Alua. Ainda hoje falei com o meu Ministro das Obras Públicas que me disse que esta semana vão ainda discutir para angariar fundos, recursos para que essa estrada muito cedo seja feita.

CNE throws out 1 Marromeu polling station but still gives Frelimo 46 vote victory

The National Elections Commission (CNE), without explanation, changed the Marromeu results to give Frelimo a narrow 46 vote victory. This means a Frelimo mayor but an assembly in which the opposition has a majority.

Without comment, this morning the CNE presented its official results for Marromeu following the rerun of voting in 8 polling stations on 22 November.

The CNE first threw out the notorious polling station 07127-03 which had 800 registered voters of whom 811 voted. And it made other changes to the Marromeu District Elections Commission (CDE) results, but did not explain them. The CNE reduced the number of voters reported by the CDE by only 649 and reduced the Frelimo vote by 748, leaving Frelimo with victory by just 0.25% of the valid vote. (The full table is in the attached pdf). The results mean 8 municipal assembly seats each for Frelimo and Renamo and 1 for MDM,

The CNE meeting in Maputo took two days on Monday and Tuesday and in the end the results were only approved and then presented by CNE members named by Frelimo or Frelimo-linked civil society groups. Renamo in its objection said that CNE President Abdul Carimo proposed a recount of the votes at the 8 polling station, but the Frelimo-aligned majority refused the recount. Renamo and MDM nominated and aligned members then walked out of the meeting.

Observers present in the 8 polling stations said the turnout was 47% and gave Renamo 75% of the vote. The CDE said the turnout was an incredible 87% and that Frelimo had 75% of the vote. Observers and Renamo say they CDE results were clearly false. Although it did not release details, it appears that for the 8 polling stations the CNE result cut the turnout to 76% and the Frelimo share of the valid vote to 68% (both still much higher than the observer count).

The CNE said the election was "free, fair and transparent" even though its understanding of transparency included its refusal to explain how it changed the CDE results and its refusal to do a recount. "The CNE welcomes the positive form of the voting process", it said.

Fernando Mazanga, a Renamo member of the CNE, this morning presented the opposition position rejecting the CNE decision. The three CNE documents and the Renamo objection (all in Portuguese) are posted on 
http://bit.ly/Marr-CNE-R

Full tables showing observer, STAE and CDE results, with huge differences, are in our previous bulletin on [bit.ly/LocEl80]bit.ly/LocEl80

quinta-feira, dezembro 06, 2018

Autárquicas 2018: Observação independente à votação parcial em Marromeu dá vitória à Renamo

Na sua observação à repetição do escrutínio em Marromeu, com o apoio do Instituto Eleitoral para a Democracia Sustentável em África (EISA), o Votar Moçambique – um consórcio formado por seis organizações da sociedades civil, nomeadamente: O MASC, o IESE, o CIP, o CESC, o FORCOM e a WLSA – denuncia uma suposta troca/viciação dos resultados do apuramento parcial.
Na mesa com o código 07127-01, na qual estavam inscritos 800 eleitores, no fim do sufrágio a urna continha 548 votos, dos quais 270 para a Renamo, 228 a favor da Frelimo, 27 do MDM, cinco em branco e 14 nulos.
Contudo, na mesma mesa, os resultados foram alterados, durante o apuramento intermédio, para 753 votos na urna, sendo 601 da Frelimo, 103 da Renamo, 42 do MDM, três em branco e quatro nulos.
Todos os cadernos eleitorais tinham um máximo de 800 votantes, conforme recomenda a lei. Mas na contagem, na mesa 07127-03, os votos na urna foram modificados de 438 para 811 e a distribuição pelos partidos políticos concorrentes deixou de ser favorável à Renamo, com 305 votos apurados na mesa, e passou a colocar a Frelimo em larga vantagem. Passou de 108 votos no apuramento parcial para 590 no apuramento intermédio.
As alterações, aparentemente deliberadas, aconteceram nas restantes assembleias de voto que funcionaram nas escolas 25 de Junho e Samora Machel, na vila de Marromeu, excepto na mesa 07127-06, onde a contagem do Votar Moçambique e da Comissão Distrital de Eleições (CDE) coincide, mas com a Renamo em larga vantagem.
No fim do processo, a “perdiz” tinha uma vitória folgada, com 67,52%, contra 19,25% do “batuque e maçaroca”. Ou seja, tendo em conta a diferença bastante reduzida de votos na eleição de 10 e Outubro último, a Renamo pode ter ganho a autarquia da vila de Marromeu.
Borges Nhamire, do CIP, considerou que, “volvidos 30 anos da opção pelo Estado de Direito Democrático e 24 anos do início da realização regular de eleições, os órgãos eleitorais [CNE/STAE], os órgãos de administração da justiça [tribunais e Conselho Constitucional] e a sociedade em geral devem assumir o compromisso de intolerância perante os comportamentos desviantes, no concernente à busca da dignidade, justeza e transparência das eleições.”
O Votar Moçambique confirma a ocorrência das várias irregularidades reportadas pelos órgãos de comunicação social e sublinha a necessidade de os indivíduos que criaram condições para o desvio de urnas, por exemplo, serem punidos severamente.
Para aquele organismo, não é necessário efectuar um trabalho aturado para encontrar os responsáveis, pois os códigos das mesas das assembleia de voto onde as anomalias foram verificadas “estão devidamente identificados.”
Ademais, a agremiação “apela a que de direito” para que controle o “poder discricionário dos presidentes das mesas de voto”, porquanto restringe o “exercício dos direitos dos observadores (...)” eleitorais.
Alerta ainda que, se o país não conferir qualidade às eleições, “ciclicamente fontes de discórdias que mantêm os conflitos” em estado latente (...), pode estar a perigar a sua “agenda de consolidação da democracia e do desenvolvimento sócio-económico.”
Refira-se que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) apresentou, semana finda, a “centralização nacional e do apuramento geral dos resultados da eleição” de 22 de Novembro em Marromeu. Disse que o processo foi limpo...
A Frelimo e a Renamo têm uma diferença de apenas 46 votos, de acordo com o edital da CNE. Ou seja, o partido no poder teve 8.395 (45,78%), contra 8.349 (45,53%) da “perdiz” e 1.594 (8.69%) do MDM.
Fonte: @Verdade – 04.12.2018

segunda-feira, dezembro 03, 2018

Jogo duro constitucional


 "Jogo duro constitucional" é usar as instituições como arma política contra o seu oponente. Usar a letra da lei de maneira a diminuir o espírito da lei. (Steven Levitsky, professor de Ciência Política da Universidade Harvard)
Vi lá no mural de Rildo Rafael o livro como o título “Como a Democracia Morreu” e eu fui googlar e eis que me deparo com uma entrevista onde Levitsky explica sobre o que é jogo duro constitucional. Vejamos como ele define isso se não é o que realmente o que acontece em Moçambique onde como o ilustre Gilberto Correia diz, a democracia morreu já faz tempo. Na interpretação das nossas leis esvazia-se todo o seu espírito e fica apenas a letra. As nossas leis ficam como uma armadilha. Ai daquele que pisar!

sábado, dezembro 01, 2018

EXCLUSIVO: Lopo do Nascimento revela segredos da independência em Angola


Cuidado! A Frelimo está a mobilizar abstenções


Aquela fraude tão PORCA em Marromeu seguida por a de Monapo, Molócuè, Moatize e Matola, aliás Marromeu foi repetição, requer de um estudo muito profundo para entender o que a Frelimo de facto quer. Alguns dos telespectadores no STV Linha Aberta, diziam que nas próximas eleições eles ou o povo não ia se fazer às urnas e podiam ver a Frelimo onde traria eleitores. Portanto, trata-se de convite ao boicote. Contudo, com o discurso de boicote, pode ser que a Frelimo se sinta em ter atingindo o propósito da prática de uma trafulhice, uma fraude tão PORCA como a que vimos nestas eleições autárquicas.

1. A experiência de África toda é de que boicotes eleitorais beneficiam aos regimes totalitários e anti-democráticos.

2. A Frelimo sempre opôs-se ao multipartidarismo e se ameaçada, optou por eliminar os seus oponentes, mesmo que fisicamente. Não é que não havia condições para eleições em 1975 e com certeza a Frelimo havia de ganhar, mas essas coisas de eleições é algo forçado à Frelimo. Quem aceita eleições é quem aceita ficar na oposição. 

3. O veterano e general Mariano Matsinhe disse reiteradamente, em Abril de 2007, em plena instituição pública e não só, mas numa instituição superior, o ACIPOL, ali onde se formam pessoas para defesa e segurança, que fariam tudo por tudo para a Frelimo não sair do poder. Com certeza que isso de fazer tudo por tudo, era também um apelo aos policiais. Este veterano realçou que não era a favor da existência da oposição, mas que essa devia continuar insignificante.
 
4. O que Matsinhe disse em 2007 é o que estamos a assistir. Parece que a Frelimo tem um número de municípios que aceita que sejam governados por partidos da oposição. Atingido esse número, aí a Frelimo protegida pela polícia e outras instituições que deviam velar pela justiça e segurança pública e do estado, faz tudo por tudo mesmo que seja fugir com material eleitoral...

5. Sobre os objectivos de forçar para tornar a oposição insignificante e ela governar sozinha, a Frelimo tem experiências. Em 1998, nas primeiras eleições autárquicas, a Renamo e mais 15 partidos da oposição, por sinal aqueles que poderiam ter alguns assentos nas assembleias municipais, boicotaram-nas. O resultado foi de que a Frelimo governou sozinha nos 33 municípios. O mais caricato ainda, foi a Frelimo recorrer fraude para como sempre enganar o mundo que houve muita participação massiva. Lembro-me que Angoche e Dondo havia sido citados que em mesas às moscas, no editais apareciam números de maior participação.
Ora, por tudo isto, apesar de estarmos irritados, como moçambicanos, precisamos de discutir amplamente e desenhar uma estratégia que frustre os planos e objectivos da Frelimo. É importante também saber que a Frelimo está interessada somente ao poder e as consequências ao longo prazo não a importam. Não é que não saiba que não há mal que dure para sempre.

No multipartidarismo os partidos políticos procuram ter cidadãos exemplares como membros


E assim devia ser mesmo hoje e em todos os partidos políticos. Não há onde consta que na democracia liberal, na democracia multipartidária, no sistema de economia de mercado ou como queiram chamar, os partidos políticos têm que ter como membros, os preguiçosos, os ladrões, os fraudulentos, os trafulhas, embusteiro, aldrabões, vigaristas, trapaceiros, gente sem dignidade, sem ética. Antes pelo contrário, nos verdadeiros sistemas multipartidários os partidos querem ter como membros os cidadãos exemplares e por isso, no caso de um membro que mostrar valores comprometedores se demite logo e logo e nunca se promove como temos visto em Moçambique. Caso não o eleirorado PUNE.


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