terça-feira, outubro 16, 2018

MDM interpõe recurso ao tribunal da Matola

O movimento Democrático de Moçambique na Autarquia da Matola submeteu na tarde de hoje um recurso ao tribunal Judicial daquela cidade no qual contesta os resultados que divulgados Sábado ultimo. O partido pede responsabilização criminal aos que considera serem autores da fraude.
Foi fazendo –se acompanhar do cabeça de lista do partido que a mandataria do MDM na província de Maputo Isabel Augusto Macubele foi apresentar na tarde desta terça feira o recurso contencioso ao  tribunal Judicial da Matola, reclamando vários aspectos que diz serem irregularidades deste processo. Macubele diz que o seu partido foi injustamente penalizado no apuramento intermedio tendo lhe sido subtraídos cerca de quatro mil votos
“Nos não concordamos com os resultados, por isso estamos aqui para apresentar a nossa reclamação “afirmou
Disse ainda que a prova da viciação de resultados pode ser vista nos três editais existentes sobre a mesma eleição. Questionado sobre a alegada falsidade do edital que atribui pouco mais de 16 mil votos ao seu partido Macubele afirmou que era no tribunal que o seu partido queria provar que os votos do seu partido haviam sido subtraídos.

segunda-feira, outubro 15, 2018

Frelimo vence 4 municípios com vantagem de apenas 1% ou menos


Resultados finais de eleições na web: http://bit.ly/LocEl2018

Em 4 dos 44 municípios cuja vitória foi atribuída à Frelimo, a vantagem foi de 1% ou menos. Em duas dessas 4 cidades a contagem paralela atribui vitória à Renamo, que está a contestar os resultados.

Em Monapo, a contagem provisória do STAE/CNE deu vitória à Renamo com 706 votos acima da Frelimo. Mas a Comissão Distrital de Eleições local apresentou os resultados oficiais que dão vitória à Frelimo como 206 votos acima da Renamo (1.08%).

Depois da contradição, a CNE/STAE removeu os resultados de apuramento provisório em Monapo mas o Boletim tem cópia guardada.

Em Alto Molócuè, a contagem paralela do EISA deu vantagem à Renamo  em 1090 votos mas a CDE local apresentou resultados oficiais com vitória da Frelimo com 113 votos acima da Renamo (0,63%).

Em Moatize, a CDE local declarou vitória da Frelimo com 98 votos acima da Renamo, representando 0,49% de vantagem.

Na Matola, a Comissão de Eleições da Cidade atribui vitória à Frelimo com 2 197 votos cima da Renamo, representando 0,77% de vantagem. Na Matola e Moatize não houve contagem paralela.

A Renamo tem vitória confirmada em 7 municípios: Nampula, Quelimane, Nacala, Angoche, Ilha de Moçambique, Chiúre, Cuamba. Está a reclamar nos 4 municípios onde a Frelimo ganhou à tangente, mais Marromeu, onde a Polícia desapareceu com urnas depois de ter atacado postos de votação com disparos de armas de fogo e de granadas de gás lacrimogéneo. Está em posição de ganhar em Malema, que está fora do prazo legal para publicar resultados.

Fonte:  CIP/Boletim sobre o Processo Político em Moçambique – Eleições Autárquicas - edição 67

sexta-feira, outubro 12, 2018

CIP: “Polícia dispara, dispersa observadores e foge com urnas em Marromeu”


Segundo o boletim de actualização de dados eleitorais do Centro de Integridade Pública, a Polícia disparou armas de fogo e gás lacrimogéneo durante a contagem de votos em Marromeu e carregou urnas de 10 mesas de 2 postos de votação.
No total haviam sido instaladas 39 mesas em 8 postos na vila autárquica. As escaramuças deram-se nos postos de votação instalados na EPC 4 de Outubro e EPC Julius Nyerere. As urnas reapareceram dia seguinte com agentes de Grupos de Operações Especiais (GOE) da Polícia e foram armazenadas na esquadra local da Polícia.
Os disparos da polícia dispersaram membros de mesa de votação (mmv’s), delegados de candidatura, observadores nacionais e internacionais e jornalistas.
Daniel Macuacuá, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Sofala, citado pelo CIP conta que “… a Polícia foi chamada para reforçar a segurança dos locais onde decorria a contagem de votos, porque já se notava um clima de instabilidade. Membros da Renamo arremessavam pedras para as mesas onde os resultados não eram a favor do seu partido. Então, Polícia foi obrigada a agir para repor a ordem e tranquilidade pública naqueles locais”.

quinta-feira, outubro 11, 2018

PARA OS MEUS QUE QUESTIONAM A “CERTEZA DO MEU VOTO”

Por Niosta Cossa

PARA OS MEUS QUE QUESTIONAM A “CERTEZA DO MEU VOTO” (PORQUE RESPONDER A CADA UM SERIA CANSATIVO)

Eu estava oficialmente de férias do Facebook, a divertir-me em paz no Instagram, seguindo celebridades internacionais, e vocês não ficaram felizes com a minha paz. Tiveram que me arrastar de volta para cá, mais cedo que contava.

Amigos, parceiros do copo e das ruas, e companheiros da vida me ligaram e mandaram mensagens questionando a autenticidade da foto que acompanha o texto e a legitimidade das minhas ideologias por conta de tal foto, por isso, achei justo vir esclarecer alguns factos em torno da mesma. Para acalmar as massas. (Ou para agitá-las – dependendo do entendimento/interpretação que cada um vai fazer do texto e/ou de como cada um será atingido pelo mesmo.)

É o seguinte:

01. Eu sou tão membro da Frelimo quanto Venâncio Mondlane é membro da Renamo. Ou seja, na relação amorosa que mantenho com a Frelimo, tenho certeza que nenhum de nós hesitaria em apunhalar as costas do outro se a oportunidade aparecesse. Viesse a bela Ivone Soares amanhã com uma bandeira da Renamo e me pedisse que fizesse uma foto, provavelmente veriam algures uma imagem minha com a bandeira da Perdiz, a sorrir. (Os da Frelimo a ligarem, indignados, a perguntarem “Niosta, qual é o teu problema, afinal?”, eu a dizer “Foi a Ivone, camaradas…”)
02. Eu sou historicamente da Frelimo. Ou por outra, há acontecimentos, posicionamentos e pessoas que fazem parte da história da organização com os/as quais me identifico. A Luta Armada de Libertação Nacional; a Revolução; o Homem Novo; Samora Machel; a Esquerda. Alguns destes marcos se intersectam com a minha história como pessoa, o que aprofunda a minha ligação histórica com O Partido.

Renamo ganha Nacala-Porto


A Renamo ganhou de forma convincente a cidade de Nacala porto, segundo dados de contagem paralela do EISA. Com 100% das mesas processadas, a Renamo obteve 55% contra 40% da Frelimo e 3% do MDM. A participação foi de 60%.
 
A actualização dos resultados eleitorais será feita regularmente na nossa página web: http://bit.ly/LocEl2018 

 
MDM ganha Beira mas perde maioria na Assembleia
 
O MDM tem 46% dos votos na Cidade da Beira, com 86% das mesas processadas, assegurando a reeleição de Daviz Simango para presidente de Município. Mas a Frelimo com 29% e a Renamo com 24% impedem o MDM de alcançar a maioria, dificultando a aprovação do programa de governação.
  
Na cidade costeira de Angoche a disputa é ainda muito mais renhida, com a Renamo e Frelimo ambos com aproximadamente 46%, quando estão processados 71% dos votos. A Renamo que está a frente em com apenas 0,78% de vantagem já reivindicou vitória. A vitória da Renamo na Ilha de Moçambique parece segura – tem 50% contra 37% da Frelimo e 10% do MDM, com 48% dos votos processados.

Zambézia dividida

A vitória da Renamo em Quelimane parece segura. Com 50% dos votos processados, a Renamo de Manuel de Araújo tem 56% contra 40% da Frelimo e 4% do MDM. A Renamo ganhou igualmente Alto Molócuè. Com 92% dos votos processados, a Renamo tem 51%, Frelimo 44% e MDM 5%.
 
A Frelimo ganhou Milange, com todos os votos processados, obteve 57% contra 40% da Renamo. A Frelimo ganhou ainda Maganja da Costa com 53%, contra 42% da Renamo e 6 do MDM. Em Mocuba, dados de contagem paralela – não oficiais – atribuem à Frelimo 50% dos votos contra 46% da Renamo, quando contabilizados 96% dos votos.
 
Primeira vitória da Renamo em Cabo Delgado
 
Em Cabo Delgado, a Frelimo venceu em Montepuez com 52% dos votos, contra 44% da Renamo, enquanto a Renamo venceu em Chiúre com 58% dos votos, contra 38% da Frelimo, ambas cidades com 100% de votos processados.  É a primeira vez que a Renamo ganha nesta província.
No Niassa, a Frelimo ganhou Lichinga com 57% contra 40% da Renamo, com 64% dos votos processados.
 
Renamo derrotada em Sofala
 
Na província de Sofala a Renamo não ganha nenhum município. A Frelimo gnaha Nhamatanda com  55% contra 40% da Renamo e 5% do MDM. Em Gorongosa, a Frelimo ganha com 72% contra 21% da Renamo e 7% do MDM. A participação é da 65%. Em Marromeu Frelimo é dada como vencedora com47%, contra 44% da Renamo e 9% do MDM 9%. Mas há problemas sérios com estes dados e os editais de apuramento parcial não foram colados em muitas assembleias de voto, tornando difícil a contagem paralela. Há problemas.
 
Disputa renhida na Matola
 
Na Matola, com 46% dos resultados processados, a Frelimo tem 48% e a Renamo 46, com o MDM a alcançar 5%. Na Cidade de Maputo o nível de processamento é de 32%, a Frelimo tem 56% e a Renamo 37%, MDM 5% e JPC 1%.
 
 
Comentário:
 
A Renamo está em condições de ganhar 10 ou mais municípios, o que seria máximo histórico. Com vitória assegurada em Chiúre, Monapo, Alto Molócuè, Ilha de Moçambique, Nacala, está na dianteira em Quelimane, Nampula, Malema, Cuamba, Moatize e Angoche.
 
Até aqui o máximo que já tinha conseguido são 5 municípios, em 2013, quando concorreu coligada à União Eleitoral.
 
Os níveis de processamento de resultados são preocupantes em alguns municípios onde a Renamo está na Liderança. É o caso de Moatize, Cuamba, Nacala, Malema, onde segundo nossos correspondentes a Renamo está a liderar na tendência do voto mas as comissões locais de eleições nada dizem. Na página web da CNE os níveis de processamentos nestas cidades são ainda zero.
 
O MDM teve um desempenho muito baixo. Não conseguiu 10% dos votos em 51 municípios. Apenas na Beira – onde governa e vence – e em Gorué – onde é governo, superou 10%.
 
A participação foi mais elevada do que nas eleições passadas, em quase todas as cidades.


Fonte:  CIP/Boletim sobre o Processo Político em Moçambique – Eleições Autárquicas - edição 64

sábado, outubro 06, 2018

O nosso Rui Chong em Nacala


O Ruca, o edil de Nacala-Porto, deve estar muito feliz com esta nova lei. Ruca dispensa aquela pergunta dos nacalenses: We Ruca "okithonyere EFOTOWA VA" (mostra-me a tua foto aqui). 
Portanto, se a Frelimo perder Nacala, o culpado não é o meu irmão Ruca, mas o acordo telefónico.

quinta-feira, outubro 04, 2018

STAE abre material de votação em sigilo em Nampula

O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral em Nampula abriu o contentor de material de votação da próxima quarta-feira sem ter antes comunicado aos partidos políticos em Nampula. O material é destinado às autarquias de Malema, Ribaue, Monapo, Angoche, Ilha de Moçambique, Nacala porto, incluindo a Cidade de Nampula. 
O acto de abertura do contentor que dispunha o referido material que se encontra aprovisionado na sede provincial daquela instituição foi testemunhado apenas pelo grupo de jornalistas presentes, agentes da PRM, técnicos do STAE e com ausência dos mandatários dos partidos políticos, pois estes não lhes foram comunicados. 
O facto foi confirmado por Ussufo Ulane, mandatário do partido Renamo que segundo ele ao se aperceber do descarregamento daquele material transportado por um camião dirigiu-se aos armazéns do STAE. Chegado lá descobriu duas caixas de material de votação estavam abertas e coladas novamente. O mandatário da Renamo exigiu que os armazéns sejam trancados com cadeados de todos partidos, facto recusado pelo Director Provincial do STAE, Príncipe Lino Uataia.

Fonte: CIP/AWEPA – 04.10.2018

Professores que apoiam oposição transferidos para fora da autarquia

Dois professores afectos à Escola Secundária 28 de Janeiro, na vila municipal de Massinga, Inhambane, foram transferidos para escola fora da autarquia depois de terem manifestado abertamente apoio à Renamo. Os professores foram transferidos para a Escola Primária de Cofe, na localidade de Lionzuane, fora do no limite do território autárquico, dias antes de início da campanha eleitoral, depois que que se declararam membros da Renamo, apurou nosso correspondente em Massinga. 
Em Milange, o segundo da cabeça-de-lista do MDM, Sitoe Felizardo Assura, também foi transferido para uma escola que dista 100 km, do seu antigo local de trabalho, após ter sido visto a fazer campanha pelo seu partido. Tendo se recusado a transferência, acabou expulso do aparelho do Estado.

Fonte: CIP/AWEPA – 04.10.2018

terça-feira, outubro 02, 2018

Sobre os embrulhados na Bandeira da Frelimo


Até que enfim, alguém como o mano Juma Aiuba explica o fenómeno de certos compatriotas que se se exibem embrulhados na bandeira da Frelimo. Já bem recordei-me da exibição de madjuba durante a guerra de 16 anos como também das exibições que aconteciam durante a  guerra colonial. Os capturados pelo exército colonial até podiam ser levados para Lisboa para ser exibidos. Aliás, a Frelimo chegou de deixar um registo com apresentação descidentes em Nachingwea em 1974 com aquilo que chamou de CONFISSÃO que segundo relatos orais de um oficial com que estudei, a Joona Simeão é que nunca quis se confundir e ser confundida mesmo em M´telela.

sábado, setembro 29, 2018

A transição de poder na Frelimo é transição de malandrice?

Como a minha amiga de há sete anos, se não estou em erro, a Sura Rebelo de Oliveira, estou ficando FÃ do Presidente de Angola, João Lourenço. A João Lourenço não havia entendido no seu discurso sobre a quem ele chamava de malandros de Angola e de CÁ (Moçambique). Os malandros de CÁ também não o entenderam, razão pela qual correram para apelidarem malandros aos partidos da oposição e aos opositores do sistema que pilha. Na altura achei muito grave que um Presidente da República de Constituição plasmada de princípios de um estado de direito democrático, chamasse de malandros aos que gozando dela (Constituição) formam partidos e/ou se opõem à pilhagem do país.

Contudo, João Lourenço, está nos provar que referia mesmo aos que usando dos postos mais altos do Estado que se julgam serem os únicos donos, pilham dos seus países, da África e colocam o continente riquíssimo de matéria prima, na cauda da população mais pobre do mundo.

Agora, se até há poucos anos eu achava iguais os governantes de Angola, muito em particular os membros do MPLA aos da Frelimo em Moçambique, fico agora querendo saber o que faz com que o Presidente João Lourenço deixe em liberdade as instituições da justiça a trabalhar. E porquê o Presidente Filipe Nyusi não ousa em dar a luz verde aos tribunais, Procuradoria Geral da República e órgãos a fim para deter, julgar e condenar os MALANDROS DE CÁ? É porquê isto é da responsabilidade do Presidente da República? É PELO ARTIGO 211 DA CRM que me parece dar receio aos órgãos da justiça para agirem contra os malandros de cá sem autorização do Presidente da República.
Parece que a transição de poder na Frelimo é transição de malandrice. A malandrice de Moçambique tem que ser estudada.

segunda-feira, setembro 24, 2018

O Conselho Constitucional é sério?

Chumbada petição da sociedade civil contra dívidas ocultas

Comissão Permanente do Parlamento moçambicano emite parecer em que rejeita pedido para declarar a inconstitucionalidade das contas do Estado de 2014, que incluem dívidas ocultas.

O pedido para declarar a inconstitucionalidade da resolução que aprova a Conta Geral do Estado de 2014 foi rejeitado, na terça-feira (05.09), pela Comissão Permanente do Parlamento com os votos do partido no poder, a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). A petição foi depositada no Conselho Constitucional em julho pelo Fórum de Monitoria do Orçamento, uma plataforma da sociedade civil suportada por duas mil assinaturas.
Segundo o porta-voz da Comissão Permanente, Mateus Katupha, "não há inconstitucionalidade, até porque é uma resolução, que não está sujeita a fiscalização por parte do Conselho Constitucional".
Mas a oposição votou a favor da petição. A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) argumenta que a Conta Geral do Estado inclui uma dívida ilegal e inconstitucional de 850 milhões de dólares contraída pela Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM), pelo que o empréstimo não pode ser imputado aos moçambicanos. Ler mais Deutche Welle

segunda-feira, setembro 17, 2018

Paz efectiva e duradoura para pela despartidarização das instituicões públicas

O Presidente Nyusi está aparentemente tentando fazer história na conquista da paz efectiva e duradoura, mas na minha opinião, a tal paz nunca assim será se qualquer negociação e consenso com a Renamo não for feito em simultâneo com a despartidarização das instituições públicas. 
Ora vejamos, enquanto se patenteiam e se indicam guerrilheiros da Renamo para graus e postos mais alto na PRM e Defesa Nacional, algumas instituições públicas e até ministérios, imaginando satisfazer à Frelimo, vão excluindo e segregando muitos moçambicanos, incluindo milhares membros da Renamo e os da Frelimo que não sejam lambebotas (desculpem-me a expressão) do usufruo dos seus direitos constitucionais.
Comece por retirar as células da Frelimo nas instituicões públicas.

quinta-feira, setembro 06, 2018

Já é o momento próprio?

Em 2011, em conversa muito séria com alguns ilustres em Maputo, eu dizia que dentro de 10 ou 15 anos não nasceria em Moçambique partido que tivesse sucesso como o MDM que nasceu em 2009. Assim sempre eu o disse nas minhas conversas com alguns políticos e aspirantes a políticos. A minha convicção é de que para um partido ter sucesso tem que nascer em momento próprio e existir uma causa nacional a defender, algo que comove a muitos cidadãos.

domingo, agosto 26, 2018

O aproveitamento de clivagens como meio de sobrevivência


A Frelimo sabendo que o seu maior adversário na zona sul, sobretudo Maputo e Gaza, era o MDM, conseguiu estrategicamente empurrá-lo para fora. Ora, ela sabendo a partir de Nampula (caso Amurane e o II Congresso) da dificuldade que o MDM tem em consolidar as suas conquistas, a Frelimo impôs o enganoso modelo de cabeça de lista que em princípio parecia dar todas as garantias para a Renamo governar em muitas áreas do centro e norte. Sendo assim, à Renamo não lhe interessaria qualquer frente eleitoral comum. Dito e feito. Mas a saída de Venâncio Mondlane e mais um grupo de mobilizadores do MDM de Maputo e Xai-Xai para a Renamo, criou nervosismo dentro da Frelimo. Nisto ela tinha que usar o plano B ou C que consiste em empurrar a Renamo para fora da zona que considera seu bastião.
Como a história sobre a ocupação de Moçambique pelos portugues nos ensina (Entre Changamire e Monomotapa das lutas eles sabiam), no plano A, a Frelimo usa a Renamo para empurrar o MDM e no plano B usa o MDM para empurrar a Renamo. O que na verdade acontece é que a Frelimo assim consegue sobreviver mesmo em seus momentos mais críticos como este. Estas guerrinhas por exemplo, estão consideravelmente a baixar do nível os dois partidos da oposição com consequências já mais vistas.
Até aqui o tempo é escasso, mas não está perdido para chamar à consciência às lideranças do MDM e Renamo e no mais cedo possível passarem a defender os interesses dos seus simpatizantes e da nação. Há telefones para tal e sem falar de pessoas que podem servir de ponte.

Os partidos políticos africanos no virar do milénio: um ensaio preliminar

Por Manuel Maria Braga

O presente artigo não tem a pretensão de se substantivar num estudo sócio-antropológico sobre os partidos políticos africanos; procura, alternativamente apresentar-se como uma proposta de «estado da arte» e de análise crítica do que empiricamente é possível constatar na realidade, recorrendo para tal, a um enfoque disciplinar heterodoxo, centrado todavia, na Sociologia, na Ciência Política e na Antropologia. Esta opção prende-se essencialmente com uma questão metodológica, pois para além da informação recolhida ter como origem autores diversos (verdadeiros intermediários de conhecimento e saber) e, apesar de um esforço de delimitação do objecto real, o estudo que aqui se apresenta, abrange o sub-continente subsaariano e um período que compreende todo o século XX (período de colonização efectiva e pós-colonização/independências), o que implicou a construção de uma cartografia epistémica de escala elevada, ilustrada sempre que possível, por imagens de pormenor, localizadas e concretas. Ler aqui

sábado, agosto 25, 2018

Voting materials contract won by company of Frelimo members


At a 14 August meeting, the CNE gave the contract to produce voting materials to the consortium Academica-Uniprint for 215,958,371 MT ($3.5 mn). Academica is the company of Shafee Sidat and Rafik Sidat, who are active and influential in Frelimo.

In Mozambique Political Process Bulletin 22 August 2018

segunda-feira, agosto 20, 2018

MDM acusa Renamo de usar nome de Simango como cabeça-de-lista na Beira

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) acusa a Renamo de estar a usar o nome de Daviz Simango como seu cabeça-de-lista na Beira, alegadamente com objectivo de mobilizar o eleitorado para a perdiz.
O MDM convocou a imprensa, há dias, na cidade da Beira, para alegar que a Renamo está em Pré-campanha eleitoral e que de porta-a-porta, tem estado a apontar Daviz Simango, presidente do MDM , como cabeça-de-lista da perdiz na Beira.
“Uma autêntica desinformação popular e abuso do bom nome do engenheiro Daviz Simango”, disse Luís Guio , Delegado da Renamo na Beira.
A Reacção da Renamo não se fez esperar e através do seu delegado da cidade a perdiz diz que o MDM está em agonia, que as acusações em causa não preocupam este partido.
“O MDM na Beira já não tem controlo da base e a Renamo tem o controlo a 100 por cento. Nós não precisamos usar uma pessoa que já acabou em termos de imagem política, como o Daviz Simango”, afirmou o Delegado da Renamo na Beira, Luís Chitato. Chitato acrescentou que Simango não tem políticas claras para defender aquilo que o eleitorado da Beira precisa.

Fonte: O País – 17.08.2018  

AJUDEM denuncia intimidações supostamente protagonizadas pela Frelimo

Membros da Associação Juvenil para o Desenvolvimento de Moçambique (AJUDEM), organização que suporta a candidaturas de Samora Machel Júnior denunciam intimidações supostamente protagonizadas pelo secretariado do partido Frelimo na cidade de Maputo.
A denúncia foi feita este sábado pela porta-voz da AJUDEM, Artemisa Magaia, quem disse que, através do secretário do distrito KaMubukwane, foi convocada pelo primeiro-secretário da Frelimo na cidade de Maputo, Francisco Mabjaia, para uma audição.
“Eu, em particular, fui chamada pelo camarada primeiro-secretário do distrito KaMubukwane a dizer que vou ser solicitada pelo camarada primeiro-secretário da cidade de Maputo para segunda-feira. Estou na lista daqueles que vão ser interrogados porque estão a apoiar a candidatura do camarada Samora Machel Júnior”, disse.
Artemisa diz que o grupo está tranquilo e confiante porque faz tudo com a consciência limpa e apela à calma.
"Não fomos coagidos para nos candidatarmos, fomos de livre espontânea vontade porque nós sabemos que ele foi eleito pelas bases. Se existe alguém que está a tentar nos intimidar, estamos a pedir ao camarada primeiro-secretário da cidade de Maputo, o Francisco Mabjaia, parar com isso. Queremos saber também onde é que ele conseguiu a lista porque pelo que sabemos, a lista ainda está na CNE e ainda não houve divulgação, como é que ele teve acesso, isso nos preocupa". Acrescentou Magaia.
Já o porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse, disse que falar de  Samora Júnior não é a prioridade da Frelimo porque ele é um membro como qualquer outro no partido.
“Samora Machel Júnior saiu do partido e está estratégia que estamos aqui a tratar ele não faz parte das prioridades. Samora Júnior deixa e deixou de ser preocupação para a Frelimo desde que ele filiou-se a outras forças políticas, a nossa prioridade é trabalhar para as eleições de 10 de Outubro com os nossos candidatos”, disse Manasse.
Samora Machel Júnior aceitou ser cabeça-de-lista na cidade de Maputo pela Sociedade Civil, representada pela Associação Juvenil para o Desenvolvimento de Moçambique (AJUDEM), decisão esta contestada por alguns e apoiada por outros.
O filho do segundo presidente do partido ficara de fora da corrida interna para ser candidato à  cabeça-de-lista da Frelimo na cidade de Maputo. Na lista que o Comité da Cidade enviara à Comissão Política, em Julho último, constavam os nomes de Eneas Comiche, Fernando Sumbana e Razaque Manhique, tendo sido eleito Comiche.
Já nesta altura, segundo fontes próximas, Samora Machel Jr. aventava a hipótese de concorrer, com apoio de um grupo de cidadãos.

Fonte: O País – 20.08.2018  

sexta-feira, agosto 17, 2018

CNE continuou a receber candidaturas após fim do prazo


Mais dois proponentes submeteram candidaturas às eleições autárquicas de 10 de Outubro, após o fecho do prazo estabelecido pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). Trata-se da Associação Juntos Pela Cidade (JPC) e do Partido para o Desenvolvimento de Moçambique (PDM), que submeteram candidaturas no dia 14 de Agosto quando o processo tinha sido declarado encerrado às 18 horas do dia 13 de Agosto.
O Candidato da Renamo em Maputo, Venâncio Mondlane, foi aceite para concorrer como Cabeça de Lista em Maputo, pondo fim a dúvida jurídica sobre a legalidade da sua candidatura.

Eleições Autárquicas 39 e 40 em anexo – 17.08.2018

quarta-feira, agosto 15, 2018

AJUDEM será um tiro dado no seu próprio pé ou seja é FEITIÇO contra o FEITICEIRO?


AJUDEM (Associação Juvenil para o Desenvolvimento de Moçambique), uma Organizaçäo da sociedade civil,  indicou (não elegeu no sentido democrático propriamente dito) Samora Machel Júnior para cabeça da sua lista nas eleições autárquicas de 10 de Outubro do ano em curso. Os porta-vozes (ou pelo menos aquela que falou na imprensa) revindicam ser membros da Frelimo.
Entre as questões  que me vêm à cabeça são:
Quando foi constituida a AJUDEM? Quem a constituiu? Apenas por membros da Frelimo? Com que objectivos fundamentais? O que a associação tem feito foram de assuntos eleitorais? O que faz com que a indicação de Samito seja de consenso dos membros associados?
Será que AJUDEM é um tiro dado no seu próprio pé? Isto é, AJUDEM foi criada pela Frelimo para perturbar a oposição mas que virou a perturbar à própria Frelimo?