segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Comissão Política do MDM acerta passo para II Congresso

A Comissão Política do MDM, segundo maior partido político da oposição nacional, está desde ontem reunida na cidade de Nampula, na sua VIª sessão ordinária.
Até ao final de hoje, aquele órgão magno do partido vai passar em revista a situação político-económica e social do país, bem como deliberar sobre as matérias que vão ser levadas à apreciação e discussão no II Congresso do partido, agendado para 5 a 8 de Dezembro próximo, na cidade de Nampula.
Na sua chegada a Nampula (sábado), Daviz Simango foi recebido por uma grande comitiva constituída por simpatizantes e membros do partido, com quem percorreu um percurso considerável da cidade, entoando cânticos de triunfo.
O líder do “partido do galo” considera a sessão em curso importante, tendo em conta que este é um ano “especial para o partido”.
“Teremos como agenda o II Congresso, vamos avaliar a situação política do país e, naturalmente, vamos avaliar aquilo que é a matriz do partido”, disse Simango, em conferência de imprensa, apontando a digitalização e informatização como parte das preocupações que deverão ser afloradas.
De acordo com Simango, com o calendário das eleições autárquicas de 2018 à vista, a Comissão Política do MDM vai “definir as directrizes” daquilo que pretende oferecer ao país durante os próximos pleitos eleitorais.
Homenagem às vítimas do Dineo
À margem da reunião da Comissão Política, o MDM prestou homenagem às vítimas do ciclone Dineo e deixou algumas críticas sobre alguma imprudência relativamente às crianças em idade escolar. “Manifestamos a nossa solidariedade. Sabemos que há vítimas, não só em Inhambane, assim como em Massinga. a grande preocupação que eu tenho é que há crianças que saíam da escola e acabaram por ser colhidas por esse vendaval”, disse Simango, deixando críticas às autoridades. “Houve falta de cuidado em criar condições para que essas crianças não fossem à escola”, referiu.

Fonte: O País – 20.02.2017

sábado, fevereiro 18, 2017

Sobre o apoio supostamente de Atanásio Marcos na Cidade da Beira

Infelizmente não vi a reportagem, mas estou seguindo vários posts e comentários aqui no facebook e estou a concluir que há muita coisa oculta nessa suposta solidariedade. Até aqui muitos não sabem se é apoio da TVM ou é do próprio individual. Lendo entrelinhas os comentários que o Atanásio Marcos faz no post da Linette Olofsson fica-se a saber que é uma oferta da TVM, mas que o próprio Atanásio personaliza. Aqui está um dos seus comentários:
“... eu sou Beirense e voltei para casa deixa-me apoiar os meus irmãos. Aonde está o mal?faça o mesmo aí no teu bairro. Sim antes não tinha como fazer,e agora estou em condições de fazer no âmbito da responsabilidade social da instituição que represento. Alguma dúvida?” (Atanásio Marcos in Linette Olofsson)

Dado isto podemos levantar aslgumas questões como: Sendo assim, quem vem separar as águas? Porquê tanto a TVM como o Atanásio Marcos nos deixam confusos? Será o uso de meios públicos para fins obscuros?

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Nom comment, but???

The cease fire continues to hold, and Renamo has resumed political activity in the central provinces of Sofala and Manica, with formal visits by Renamo delegations, including Renamo parliamentarians, to the provincial governors, Helena Taipo and Alberto Mondlane. Because of fears of a government hit squad, Renamo offices were closed and some officials hid in the bush. Several senior figures in the Sofala provincial structures returned to Beira and were presented at a public meeting there on 11 Feb. Renamo MP Manuel Pereira told the rally “We have talked with the Sofala governor and with the provincial police commander, and we have received guarantees that we can work without problems”. (AIM En 13, 10, 8, 7 Feb)


Source: MOZAMBIQUE
 359-60 News reports & clippings 14 February 2017

Há aldeias no país com mais telemóveis que latrinas, diz investigadora

A administradora do Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento Africano (VIDA), Patrícia Maridalho, disse hoje que num inquérito a 59 famílias numa aldeia de Moçambique havia "110 telemóveis e 17 latrinas, o que mostra o muito que há por fazer".

O exemplo sobre as grandes assimetrias de desenvolvimento em África foi dado no final de uma conferência sobre 'Que caminhos para o Desenvolvimento Africano', que decorreu hoje na faculdade de Economia da Universidade Nova, em Lisboa.
O investimento na Educação e na formação dos líderes africanos foi um dos pontos que uniu os oradores, que consideraram que mais do que querer 'ajudar à força', importante é ouvir os africanos e saber o que eles precisam.
Outro dos exemplos dados sobre a vida real num continente onde "um em cada dois africanos vive na pobreza extrema, não consegue o mínimo de rendimento, não tem acesso a saúde e educação, e depois não tem acesso a emprego" foi dado por Paula Barros.
Esta directora do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua exemplificou que "muitas raparigas saem da escola não só porque têm de ajudar as famílias na agricultura e tratar dos irmãos mais novos, mas também porque as escolas não têm casas de banho nem há pensos higiénicos, e ao não os terem durante o período, não podem ir à escola, e por isso desistem de ir à escola, o que agrava a grande desigualdade entre rapazes e raparigas".
A forte utilização que os africanos fazem das novas tecnologias tem sido um dos temas tratados em várias conferências e artigos académicos, que salientam que este 'salto tecnológico' em que, por exemplo, há muitos telemóveis mas poucas linhas terrestres, fica bem expresso na forte utilização dos serviços móveis bancários e nas redes sociais no continente.
Fonte: LUSA – 17.02.2017

Países lusófonos em queda no Índice de Liberdade Económica à excepção da Guiné-Bissau

Todos os países de língua portuguesa pioraram no Índice de Liberdade Económica 2017, à exceção da Guiné-Bissau que subiu 26 posições, para o 119.º lugar do ‘ranking’ entre cerca de 180 economias analisadas.

O ‘ranking’ deste ano estabelece a seguinte hierarquia no universo lusófono: Cabo Verde (116.º), Guiné-Bissau (119.º), São Tomé e Príncipe (124.º), Brasil (140.º), Moçambique (158.º), Angola (165.º) e Timor-Leste (173.º).

Portugal caiu 13 posições para o 77.º lugar.

Macau conquistou a melhor colocação entre os territórios lusófonos – o português é uma das línguas oficiais, a par do chinês –, posicionando-se em 32.º, uma melhoria em relação ao 37.º lugar registado em 2016. Macau tem uma avaliação de 70,7 no grau de liberdade económica, a qual supera a pontuação média mundial, que é de 60,9 pontos.

O Índice de Liberdade Económica distribui os países por cinco secções: "livres" (80 a 100 pontos), "quase livres" (70 a 79,9), "moderadamente livres" (60 a 69,9), "maioritariamente não livres" (50 a 59,9) e "reprimidos" (40 a 49,9).

A maior parte dos países lusófonos está classificada como “maioritariamente não livre” – Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Brasil – enquanto Angola e Timor-Leste surgem listados como “reprimidos”.

Apesar da subida no 'ranking' da Guiné-Bissau, que passou da 145.ª (2016) para a 119.ª posição, o Índice de Liberdade Económica 2017 refere que as “limitadas tentativas de reforma estrutural geraram um progresso desequilibrado no desenvolvimento económico” do país, e que o dinamismo do setor privado continua constrangido...

... Em Moçambique, o relatório destaca que foram empreendidas "reformas para incentivar o desenvolvimento, embora o progresso tenha sido muito gradual", e que o "envolvimento do setor privado na economia é substancial, mas que a privatização das empresas estatais abrandou". Ler mais (Lusa – 17.02.2017)

Os bebés chorões

Canal de Opinião por Adelino Timóteo

Temos duas aristocracias: uma super-poderosa, outra detentora de mais elementa­res poderes, A primeira dispõe de amplos poderes, É uma aristocra­cia de esquerda, que por vezes se confunde com uma multinacional, pela complexidade da sua origem entre a oligarquia e um partido do­minante, mas é muito mais do que isso, A outra é de direita, A nossa aristocracia dominante é quem de­termina a marca "Made in Mozambique". A todos os níveis de vida: social, económica, cultural e política. E a mesma aristocracia que decide que tipo de embalagem se deve produzir e que tipo de rótulo é adequado, para consumo interno e externo, Decide que consciências compram, que consciências devem ser apagadas dos ficheiros, que consciências devem ser silenciadas,
A nossa aristocracia criou diferen­tes tipos de classes sociais, Há os acomodados sempre, os acomoda­dos incertos, os expurgados eternos e os repescados, Os filhos da nossa aristocracia são os meninos de seda.
Os acomodados sempre são aqueles que, embora não tenham lutado, fizeram algo para merecer honra­rias, pois ajudaram a consolidar a poder da aristocracia com o seu saber, pois estudaram na Europa do Leste, em Cuba ou no Ocidente, Os acomodados incertos são aqueles que, embora tenham feito algo pela super-poderosa aristocracia, ainda não provaram serem suficientemen­te leais para merecerem a confian­ça total da mesma aristocracia, por isso comportam-se como indivíduos da ralé, incluso por meio de insul­tos, estigmas e teorias exclusivistas, para demonstrarem lealdade aos donos da multinacional e levá-los a abrirem os cordoes às bolsas.

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Munícipes zangados com adiamento do Carnaval em Quelimane

Jovens representantes dos grupos foliões amotinaram-se, ontem, em frente ao Conselho Municipal de Quelimane para reivindicar o adiamanto do carnaval. O desfile de carnaval iria decorrer de 17 a 26 deste mês, mas foi adiado devido ao luto de três dias decretado em homenagem às vítimas do naufrágio ocorrido no rio Chipaca a 12 de Fevereiro.   
Os descontentes afirmam que o adiamento do carnaval os prejudica pelo facto de terem gasto muito dinheiro nos preparativos para a celebração.
“Nós contraímos muitas dívidas no bairro, confiávamos no valor que seria cedido pelo município, com este adiamento não sabemos como iremos fazer para arcar com as dívidas. Estamos a ficar com uma reputação no bairro”, disse José Pedro, representante do grupo Novos Talentos.

Morreu homem queimado com óleo de cozinha pela esposa

Homem queimado com óleo de cozinha e petróleo, supostamente pela esposa, perdeu a vida na manhã de hoje no Hospital Central de Maputo. A Vítima deu entrada na unidade sanitária, nos serviços de cirurgia, com lesões graves em grande parte do corpo.
O crime teria acontecido minutos depois de uma discussão entre o casal. Segundo relato dos vizinhos, a vítima foi encontrada no quarto do filho depois de ter pedido por socorro.
A acusada de cometer o crime foi presa e encontra-se detida. A atitude da mulher é um crime de violência doméstica associada à tentativa de homicídio.

Fonte: O País – 16.02.2017

RDC: EXIGUIDADE DE FUNDOS INVIABILIZA ELEICOES PRESIDENCIAIS

O governo da República Democratca do Congo (RDC) anunciou, quarta-feira, que não vai poder convocar, ainda este ano, as eleições presidenciais, devido a exiguidade de fundos.
O Ministro congolês do Orçamento, Pierre Kangundia, disse que o custo pela organização da votação ascende a 1,8 mil milhão de dólares, valor que está aquem das disponibilidades financeiras do país.
O governo congolês e a oposição chegaram, o ano passado, a um acordo sobre a realização de novas eleições, em finais deste ano.
O mandato do Presidente do RDC, Joseph Kabila, terminou em Novembro de 2016. Os seus oponentes acusaram-no de deliberadamente protelar a votação para ainda se manter no poder.
O plano para a convocação das presidenciais antes de finais de 2017 reduziu a onda de tensão entre o governo e a oposição, no país.
A Comissão Eleitoral anunciou em Novembro de 2016 que precisava de pelo menos até Julho deste ano registar mais de 30 milhões de eleitores.
Entretanto, a morte do líder oposicionista, Etienne Tshisekedi, ocorrida ainda este mês, preocupa o futuro político do país.
A RDC nunca efectuou uma transferência pacífica da liderança, desde a independência, em mais de 55 anos. Kabila lidera o país desde 2001, após o assassinato do seu pai, Laurent Kabila. Ganhou duas eleições e a constituição interdita-o a concorrer para um terceiro mandato.

Fonte: AIM – 16.02.2017

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Dineo poderá ser sentido em Maputo, Nampula, Sofala e Zambézia, Manica e Tete

O ciclone Tropical Dineo, que está a fustigar a regiões costeiras das províncias de Inhambane e Gaza desloca-se em direcção ao interior da província de Inhambane a uma velocidade de 19 km/hora. A província de Gaza também deverá sentir nesta quarta-feira(15) chuva forte(mais de 150 mm/24h) acompanhada de trovoadas e ventos fortes (acima de 120 km/hora). Chuvas e ventos moderados a fortes poderão ser sentidos, a partir da noite, nas províncias de Maputo, Nampula, Sofala e Zambézia ao longo da costa e interior de Manica e Tete.
Um comunicado do Instituto Nacional de Meteorologia(INAM) alerta que "este sistema poderá influenciar o estado de tempo nos distritos de Morrumbene, Jangamo, Inharrime, Panda, Homoíne, Vilankulo, Maxixe, Massinga, Zavala, Govuro, Mabote, Funhalouro, Inhassoro e cidade de Inhambane(na província de Inhambane) e nos distritos de Mandlakazi, Xai-xai, Chibuto, Guija, Massingir, Bilene, Guijá, Chokwe , Mabalane, Massangena, Chigubo e Chicualacuala(na província de Gaza).
Os efeitos deste Ciclone de categoria 4 (chuvas em regime moderado e ventos moderados a fortes) serão também sentidos nos distritos de Magude, Manhiça, Marracuene, Moamba, Namaacha e cidades de Matola e Maputo(na província de Maputo) a partir da noite do dia 15 de Fevereiro.
Também poderão ser afectadas as províncias de Nampula, Sofala e Zambézia ao longo da costa e interior de Manica e Tete com chuvas moderadas (30 a 50mm em 24 horas) e ventos até 60Km/h, com um impacto menor, devido ao efeito conjunto do Ciclone Tropical e da Zona de Convergência Inter Tropical que favorece a grande instabilidade atmosférica. Ler mais (@Verdade – 15.02.2017)

Jorge Ferrão nega ter inibido uso de minissaias nas escolas moçambicanas

O antigo ministro da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), actualmente reitor da Universidade Pedagógica (UP), Jorge Ferrão, diz que em nenhum momento proibiu o uso de mini-saias nos estabelecimentos do ensino público moçambicano, assunto que gerou pandemônio e debate na sociedade.
Por conta desta situação, uma cidadã de nacionalidade espanhola, Eva Anadon Moreno, foi humilhantemente detida e deportada 30 de Março do ano passado, por participar, na companhia de outras cidadãs, numa reunião pública cujo fim era reivindicar o término da violência contra a rapariga nas escolas.
Na altura, algumas correntes intenderam que Eva Moreno e as mulheres na sua companhia contestavam a decisão, supostamente do MINEDH, que obrigava as alunas a abandonar o uso de saias cuja bainha fica bem acima dos joelhos.
Aliás, a confusão não parou por aí, a magistrada Benedita Langa foi também presa no Aeroporto de Mavalane quando tentava evitar a deportação de Eva Moreno, pois considerava-se a sua expulsão do país ilegal, facto que, mais tarde, foi corroborado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ordenando a realização de um inquérito cujo desfecho ainda é publicamente desconhecido.

Detido por obrigar a esposa a prostituir-se

Um cidadão de 29 anos, cujo nome não foi revelado, encontra-se detido desde ontem, na quinta esquadra da Polícia na Machava, Município da Matola, província do Maputo, acusado do crime de lenocínio.
Segundo Emídio Mabunda, porta-voz da Polícia da Republica de Moçambique (PRM) no Comando provincial de Maputo, o homem obrigava a esposa a prostituir-se para ganho próprio.
Emídio Mabunda disse que a vítima foi encaminhada ao hospital a fim de ser observada.
O crime foi denunciado por um membro da família do casal, o que culminou com a detenção do indiciado.
Em Moçambique, este tipo de crime é punido com uma pena de 2 a 8 anos de prisão.

Fonte: Jornal Notícias – 15.02.2017

As explicações que faltavam

Dois anos após a invasão militar à casa do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na rua das Palmeiras, na cidade da Beira, Lourenço do Rosá- rio dá a sua versão dos factos. Ano passado, Do Rosário concedeu uma entrevista ao SAVANA, tendo declinado tecer qualquer comentário sobre o assunto.
No entanto, esta semana, o SAVANA voltou à carga e o reitor d´A Politécnica entendeu ter chegado o momento de contar a história. Lembrou que, depois da emboscada que Dhlakama sofreu a 25 de Setembro de 2015, em Gondola (Manica), que o fez regressar às matas, houve contactos entre o Governo e a Renamo no sentido de viabilizarem a saída do líder da Renamo das matas da Gorongosa.
Nisto, conta o antigo mediador da paz, que foi contactado pela delegação da Renamo para integrar a equipa que iria testemunhar a saída de Dhlakama. De seguida, diz ter contactado o Governo para transmitir esta informação, uma vez que era chefe da equipa dos mediadores nacionais.

Em resposta, o então chefe da delegação do executivo e ministro da Agricultura, José Pacheco, tomou nota da comunicação e mandou que se preparassem e que seriam acompanhados por uma delegação militar do Governo chefiada pelo coronel Norton e outra da Renamo dirigida pelo falecido coronel José Manuel. Chegados ao local no interior das matas da Gorongosa, encontraram Dhlakama e com ele saíram até à cidade da Beira, local onde os mediadores se despediram, referindo que dia seguinte estariam de regresso a Maputo.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

O PÁROCO DE SÃO JOSÉ EM NAMPULA PEDE DESCULPAS E PERDÃO AO AMURANE PELOS DIZERES NÃO CORRECTOS E DIFAMÁTORIOS AO EDIL


Município decreta três dias de luto após naufrágio no rio Chipaca

O Município de Quelimane, na província da Zambézia, centro do país, decretou, desde segunda-feira, três dias de luto pelas vítimas do naufrágio que, no sábado, matou cinco pessoas no rio Chipaca, segundo um comunicado enviado esta terça-feira à Lusa.
“ [O Município quer] solidarizar-se para com as famílias enlutadas e com os munícipes em geral, assumindo o compromisso de criar as condições necessárias para a estabilidade dos afectados”, refere o comunicado, assinado pelo autarca de Quelimane, Manuel de Araújo.
A embarcação, que seguia com mais de 30 passageiros no rio Chipaca, fazendo a ligação entre as duas margens, terá embatido numa estrutura que fazia parte de uma ponte já destruída há alguns anos.

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

PROCESSO DE PAZ: PRESIDENTE NYUSI REÚNE-SE COM LIDERANÇA DO MDM

O Presidente Filipe Nyusi reuniu-se hoje, em Maputo, com Daviz Simango, Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), tendo como agenda os últimos desenvolvimentos do processo de paz, no país.

Falando momentos após o encontro, Simango disse, a jornalistas, ser importante que o MDM esteja a par dos passos que tem sido dados e, particularmente, compreender melhor as iniciativas levadas acabo pelo Chefe do Estado moçambicano sobre este processo.

O encontro, segundo o líder da segunda maior força política da oposição com representação parlamentar, serviu de oportunidade para de uma forma clara e directa sabermos dos contactos que o Chefe de Estado tem mantido com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

Até soubemos que teve mais um contacto esta manha
, afirmou Simango.
Olhamos para isso com muita satisfação porque como partido político com representação parlamentar temos que nos comunicar com os moçambicanos sobre o processo, disse Simango.

A Frelimo e o perigo dos neutros para as eleições de 2018

Sempre que a ordem pública é perturbada, aparece – a lavar as mãos como Pilatos – colocando-se fora da contenda, uma fauna especial que é, de todas as faunas que por essas ocasiões se manifestam, a mais antipática, por ser a mais calculista e a mais comodista. É a chamada NEUTRALIDADE dos que não se batem nem pró nem contra, para, no momento próprio, fazerem dominó para os dois lados! Em todas as contendas há neutrais. Houve-os já entre 1962-1974, 1976-1992 e em 2008. Classes que tinham por obrigação erguer-se em pé de guerra para a defesa do regime e organizações políticas que as mantinha e engordara ficaram quietas como ninhadas de ratos espavoridos, a ver em que as coisas davam. Liquidado o pomo do conflito que negociadores comandados por heróis à feição antiga, resolveram em Lusaka, em Roma e na Beira, batendo-se como leões em defesa da sua causa, os neutrais de então foram os primeiros a aderir, calculadamente. Declararam-se pro-frelimistas, pro-renamistas e pro-MDMistas. Da sua atitude sem classificação tiraram, esses elementos passivos, todos os proveitos, enquanto os verdadeiros sacrificados eram afastados. Ler mais (Os Factos e a Verdade - 13.02.2017)

Kroll pede mais tempo para concluir auditoria às dívidas da EMATUM, Pro Indicus e MAM

O auditor das dívidas da EMATUM, Pro Indicus e MAM, a empresa britânica Kroll Associates UK, solicitou mais tempo para concluir o processo.
O documento deveria estar pronto no final deste mês, mas a Kroll pediu a extensão do prazo para 31 de Março próximo.
"Porque estas diligências de recolha e tratamento da informação são complexas e ainda estão em curso, no país e no estrangeiro, envolvendo mecanismos de cooperação internacional, com o auxílio da PGR, o auditor solicitou mais tempo para a conclusão da auditoria", consta de um comunicado divulgado há pouco pela Procuradoria-Geral da República. 

Fonte: O País – 13.02.2017

Governo angolano encerra escola turca

Director da escola desconhece as motivações

O Governo angolano ordenou na passada sexta-feira, 11, o encerramento do colégio Esperança Internacional, vulgo “Colégio Turco de Luanda”, mas até ao momento nem a direcção nem os pais e encarregados de educação forma informados dos motivos da decisão.
O Executivo deu ainda aos responsáveis do colégio cinco dias para o país.
O Presidente turco Recep Tayyip Erdoğan pediurecentemente aos governos de Moçambique, África do Sul e Tanzânia para caçarem terroristas em referência às escolas pertencentes ao turco exilado nos Estados Unidos Fethullah Gülen, a quem Erdoğan acusa de estar por trás do golpe de Estado fracassado de Junho passado.
O colégio Esperança Internacional encerrou as portas, desde que em 2008 Angola e Turquia celebraram um acordo comercial de cooperação técnica e económica.
A instituição, com mais de 700 alunos, poderá reunir na terça-feira, 14, com os pais e encarregados de educação para traçar os destinos dos estudantes, segundo uma fonte do Ministério da Educação.
Mustafa, responsável daquela unidade escolar, diz desconhecer se o problema é político ou não.
“Pode ser alguma coisa politica mas nós não sabemos”, disse à VOA.
O coordenador executivo do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA), Miguel Kimbenze, condena a decisão do Governo angolano que chamou de “musculosa” e afirma que a sua organização está a encetar contactos junto do Ministério da Educação para saber as verdadeiras razões do encerramento do colégio.

MDM diz que Amurane foi infeliz ao acusar partido de perseguição

“O MDM pretende denegrir o presidente Amurane, justamente porque não compactua com a corrupção”. Foi com estas palavras que o edil de Nampula, Mahamudo Amurane, acusou o seu partido de perseguição e calúnia. As palavras do membro da Comissão Política do MDM e presidente do Município de Nampula caíram mal dentro do núcleo duro do partido. Após uma reunião dirigida por Daviz Simango este domingo, em Maputo, o MDM veio separar as águas. Os dizeres do também membro da Comissão Política do MDM caíram mal dentro do núcleo duro do partido. “Não temos dúvida de que a forma como o nosso colega apresentou os seus argumentos não deixou de ser infeliz, porque acusou o MDM no seu todo”, disse Silvério Ronguane, membro do MDM e deputado da Assembleia da República por este partido, que falava após uma reunião dirigida por Daviz Simango, ontem em Maputo.

Presidente da República vai passar a informar Daviz Simango sobre desenvolvimentos do diálogo político

O Chefe de Estado e o líder do MDM mantiveram, hoje, um encontro, na Presidência da República, onde a tónica das discussões foi a paz.
E porque o presidente do MDM entende que o diálogo político não deve envolver apenas o Governo e a Renamo, Filipe Nyusi e Daviz Simango acordaram que o líder do MDM vai passar a ser informado dos desenvolvimentos das conversações de forma periódica.
O presidente do MDM disse, semana passada, que o novo modelo do diálogo político não ia produzir resultados porque, no seu entender, fugia dos pontos essenciais que podem devolver a paz aos moçambicanos.
Esta é resposta à reivindicação do MDM em participar nas discussões sobre a paz.

Fonte: O País – 13.02.2017

domingo, fevereiro 12, 2017

Deslocados moçambicanos denunciam “distribuição política” de comida

Apontam o dedo à OJM, a ala juvenil da Frelimo
Centenas de deslocados do conflito político-militar entre o Governo e a Renamo, reassentados num campo na Gorongosa, na província moçambicana de Sofala denunciam a falta de assistência alimentar e médica e a distribuição discriminatória da pouco comida que chega.
As famílias reassentadas no campo de Nhataca 2, nos arredores da vila sede da Gorongosa, oriundas de várias zonas de influência da Renamo, queixam-se da discriminação politica na distribuição de alimentos, geralmente feita por grupos da OJM, a ala juvenil da Frelimo.
Há vários meses que a comida já não chega com regularidade aos campos de deslocados e a pouca que chega é distribuída entre apoiantes do partido no poder, de acordo com várias famílias, que revelam pagar gorjetas para ter acesso à comida ou têm de recorrem a trabalhos domésticos em quintais dos residentes locais para se alimentarem.

DOMINGO NA CONTABILIDADE DA FORNECEDORA DE ÁGUA: Corrupção na Águas da Região de Maputo (4)

Após três edições expondo irregularidades de gestão na Aguas da Região de Maputo, domingo aborda hoje a trajetória do processo que culminou com a detenção de gestores seniores da empresa e sublinha o facto de, não obstante o documento que formalizou a acusação ter sido elaborado com provas da Inspecção Geral de Finanças e do Tribunal Administrativo, nada ter transpirado para fora em termos de julgamento e condenação dos gestores.
O FIPAG, depois de  adquirir a participação da AdP-Águas de Portugal na Águas de Moçambique, por força de posição maioritária, passou a ter a prerrogativa de nomear os administradores que passaram a constituir o Conselho de Administração da empresa, agora participada pelo Estado em 73 porcento.
Deste então, a empresa passou a ter gestores vindos do FIPAG, que têm passado por tremendos problemas de gestão deste então, conforme documentos que temos vindo a publicar.

sábado, fevereiro 11, 2017

Morreu Venâncio Massingue

Morreu na tarde de ontem, na vizinha África do Sul, o Prof. Dr. Venâncio Massingue, antigo ministro da Ciência e Tecnologia, vítima de doença. Massingue foi nomeado como ministro da Ciência e Tecnologia em 2005.

Fonte: O País – 11.02.2017

Paz à sua alma

Naufrágio faz 20 desaparecidos na Zambézia

Naufrágio faz um morto, três feridos e 20 desaparecidos na Zambézia. O incidente aconteceu na manhã de hoje no rio Chipaca. Um dos sobreviventes contou que o incidente ocorreu por volta das 7h00 da manhã, quando a lancha em que seguiam embateu na ponte sobre o rio e esta virou. A única vítima mortal, até agora confirmada, perdeu a vida no hospital.
Até às 13horas de hoje, as buscas pelos desaparecidos ainda não tinham iniciado.

Fonte: O País – 11.02.2017

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

@Verdade Editorial: Haja paciência!

Definitivamente, o Governo moçambicano não é sério, pois, além de incompetente e medíocre, é deveras patético, para não falar do seu lado prepotente. Se porventura existisse o ranking dos piores e mais ridículos Governos do mundo, sem sombras de dúvidas a primeira posição seria ocupada por mérito próprio pelo Governo da Frelimo. Até porque reúne todos os requisitos necessários: é um Governo sem agenda, que vive medindo a paciência dos moçambicanos.

Ao longo do tempo, para além de demonstrar até à náuseas a mediocridade e falta de bom-senso por que ainda se rege, o Executivo de Filipe Nyusi tem vindo a insultar a inteligência do povo moçambicano.

Nestes últimos dias, como sabemos, devido à crise económica que está a empurrar o país para uma situação de caos, provocada pelo Governo da Frelimo, o Executivo de Nyusi anda desnorteado, chegando até a se reunir para tomar medidas insensatas e patéticas, tal como o incentivo a produção de nheué (tseke, como é conhecida na região sul do país), uma planta que surge em qualquer parte à semelhança de capim sem necessidade da sua plantação. Aliás, trata-se de uma planta abundante ao redor das casas de banhos, sobretudo aquelas construídas na parte exterior das residências nas zonas suburbanas e rurais. Ler mais (@Verdade – 10.02.2017)

Ministério Público arquiva investigação da morte do juiz Silica

O Ministério Público decidiu arquivar a investigação do caso de assassinato do juiz Dinis Silica. A Procuradoria da Cidade de Maputo diz que expiraram os prazos de instrução preparatória e não foram encontrados elementos de prova que levassem à continuação do processo. Em comunicado enviado, ontem, à nossa Redacção, a Procuradoria da Cidade de Maputo revela que, desde a data do assassinato do juiz de instrução criminal, a oito de Maio de 2014, foi instaurado um processo-crime, tendo sido designada uma equipa da Polícia de Investigação Criminal (PIC), para investigar o caso, sob supervisão de um magistrado do Ministério Público.
Entretanto, do trabalho feito para se apurar as circunstâncias em que aconteceu a morte de Silica, a Procuradoria da Cidade de Maputo diz que não conseguiu apurar os agentes do crime. “Das diligências levadas a cabo no decurso da instrução preparatória, com destaque para a recolha e análise de informação operativa, requisição e junção dos exames tanatológico e balístico (...), análise de imagens recolhidas em câmaras de vigilância colocadas em edifícios que se encontram no trajecto que se supõe que a vítima tenha seguido até ao local do crime, inquirição de declarantes e testemunhas, não se apurou quem foram os agentes do crime”, diz o comunicado da Procuradoria da capital.

Juiz ordena prisão de ex-presidente do Peru por alegados subornos da brasileira Odebrecht

Um juiz peruano emitiu uma ordem de captura nacional e internacional contra o ex-presidente Alejandro Toledo e a sua prisão preventiva por 18 meses por alegadamente ter recebido 20 milhões de dólares em subornos da construtora brasileira Odebrecht.
O juiz Richard Concepción declarou como fundado o pedido de prisão preventiva solicitado pelo procurador Hamilton Castro, que acusa o ex-Presidente dos crimes de tráfico de influências e lavagem de dinheiro.
Toledo, que foi Presidente do Peru, entre 2001 e 2006, encontra-se fora do país, e aparentemente esteve no fim de semana passado em Paris, embora tenha como residência habitual os Estados Unidos, onde trabalha como investigador na Universidade de Stanford (Califórnia).
Os alegados 20 milhões de dólares em subornos da construtora brasileira Odebrecht têm um valor correspondente a 18,7 milhões de euros.
Segundo documentos publicados a 21 de dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht terá alegadamente pagado subornos relativamente a mais de uma centena de projetos em 12 países da América Latina e África, de aproximadamente 788 milhões de dólares.
Fonte: LUSA – 10.02.2017

quinta-feira, fevereiro 09, 2017

África do Sul: Discurso do Presidente Zuma termina em briga no Parlamento

Cidade do Cabo - O discurso anual à nação do Presidente sul-africano, Jacob Zuma, terminou, na quinta-feira, em briga entre deputados da oposição e seguranças do Parlamento, que os expulsou do recinto após um barulhento protesto contra os escândalos de corrupção do estadista. Ler mais ( Angola Press – 09.02.2017)

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Talks about talks with Paris Club

Mozambique will need to renegotiate its debt, to reduce its volume and/or delay repayments. It has debts to multilateral institutions such as the African Development Bank and IMF, to individual countries (such as China and Brazil) which are called bilateral creditors, and to companies and other commercial creditors. Normally negotiations take place in parallel with all three groups and there is an attempt to have the same deal for all three groups. Mozambique’s total foreign debt is $10.1 bn, of which $4.1 bn is to multilateral creditors, $4.3 bn to bilateral creditors. and $1.7 bn to bilateral creditors.

Zitamar (31 Jan) reported that sensibly Mozambique has “approached the Paris Club” of the main creditor nations and that Mozambique was discussed, at least informally, at the club’s 12 January meeting. The Ministry of Economy and Finance issued a carefully worded response through its London financial advisors, Lazard. It said the Ministry “wishes to deny recent rumors in the media erroneously reporting that the Republic has approached the Paris Club for debt relief.”

Mozambique will have to have negotiations with the Paris Club, and it appears that it has only opened initial discussions, before making a formal approach.

The Paris Club is an informal group of official (bi-lateral) creditors which negotiates as a block with debtor countries with payment difficulties. It has 22 permanent members (mainly the United States and most European Union countries) but also Brazil and Russia, who are important creditors to Mozambique. In addition, there are “as hoc participants”, which includes China which is Mozambique’s largest government creditor. Preliminary discussions with the Paris Club are likely to have included questions about the position of China.


Sources: News reports & clippings, 5 February 2017

Nyusi & Dhlakama suggest peace deal near

By Joseph Hanlon

The announcement suggests significant progress on three sets of parallel negotiations - within Frelimo and within Renamo, and between Nyusi and Dhlakama. International mediators had been a Renamo demand, so dispensing with meditators and moving to two very small technical working groups suggests an agreement in principle has been reached. This must mean agreement on three points.

+ First would be acceptance of some Renamo governors and a commitment to reduce the role of the Frelimo party in the state apparatus. Key people in Frelimo have already accepted this but it requires defining the roles of the governors and provincial assemblies, perhaps to be similar to mayors and municipal assemblies.

+ Second is some role for Renamo in the army, with Renamo people in senior positions. This could be acceptable to Frelimo because it has always kept the army weak; the war with Renamo is being largely fought by the special riot police unit.

+ Third is money, which has never been mentioned, and perhaps never will be. But it must be assumed that after the $2 billion secret loan, Dhlakama has demanded and will receive a substantial amount of money.

Perspectivando sobre proximas eleições autárquicas pelo município de Nampula

Por Felizardo Mucussete

Há semanas atrás eu acompanhei que o Amurane estaria a formar um grupo seu que poderá apoia-lo como candidato independente, feliz ou infelizmente ignorei a informação. Nalgum momento pensei em escreve-lo para confirmar se a fofoca constituía a verdade, na mesma continuei ignorando.
Prontos, deixei passar...
Hoje, não me senti tão surpreso com a notícia que o Amurane deu acusando o seu próprio partido ou melhor desrespeitando aquilo que lhe fez ser Amurane com mérito público e que lhe deu a chance de ser reconhecido como um excelente gestor público.
Esse tipo de atitude tem seu nome, infelizmente chama-se: "FALTA DE MATURIDADE POLÍTICA ".
Não tenho duvidas que o Amurane neste momento sente-se o possível vencedor das eleições autárquicas de 2018, seja qual for o meio da sua recandidatura, independente ou de qualquer partido politico. Mas também diria que ai, se engana porque na verdade se esta no poder hoje é por MDM, tentando recandidatar-se independente será o pior erro da sua vida que vai cometer.
Por sua vez, o MDM se tentar apostar com um outro candidato diferentemente do Mahamudo Amurane, também não vai passar, porque o Amurane Nampula ja demonstrou aquilo que o povo deseja. Enalteço esta boa gestão pública, parabéns!

Daviz Simango considera que novo modelo de diálogo é uma armadilha para os moçambicanos

Líder do MDM considera que o diálogo vai privilegiar somente interesses da Frelimo e da Renamo
O presidente do MDM, Daviz Simango, diz que o novo modelo de diálogo é uma armadilha para os moçambicanos e que os resultados que serão obtidos do mesmo serão uma espécie de uma bomba-relógio.
“Criar comissões ignorando o essencial que é a revisão da Constituição da República, a redução dos poderes do Chefe de Estado, a eleição dos governadores, a autonomia político financeira dos magistrados faz com que estejamos a adiar o problema dos moçambicanos, a promover uma bomba que a qualquer momento poderá explodir”, disse o líder do MDM.
Daviz Simango mostrou-se preocupado pelo facto dos mesmos não envolverem outras forças políticas e organizações da sociedade civil, facto que, para ele, poderá no futuro criar outros impasses. Simango reitera ainda que o diálogo em curso pode estar a acomodar apenas os interesses de dois partidos e não de toda a nação.
O presidente do MDM voltou a afirmar que acordos telefónicos entre o Presidente da República e o líder da Renamo não são suficientes para uma paz efectiva.
“Deve haver um acordo escrito, algo comprovado por mediadores, um contacto transparente. Caso isto não ocorra, iremos continuar no mesmo processo de ontem, onde se assinavam acordos mas por detrás os conflitos continuavam”.
Simango mostrou-se também preocupado pelo facto de os dois partidos continuarem armados e não se ter um plano concreto para se resolver este impasse.
Fonte: O País – 08.02.2017

Conselho de Ministros analisa proposta de produção de ”tseke”

Segundo informações do executivo, já foram produzidas sementes em quantidade para comercialização.
O Conselho de Ministros analisou, hoje, a proposta de produção do amaranthus, nome científico de uma planta alimentar que na região Sul do país é conhecida por ”tseke” e “nheua“, no Norte.
Trata-se de uma planta silvestre que, segundo dados do Governo, possui um elevado teor nutricional e fácil cultivo.
Segundo informações do executivo, já foram produzidas sementes em quantidade para comercialização.
Fonte: O País – 08.02.2017

domingo, fevereiro 05, 2017

Porquê dispensar os mediadores internacionais?

A única razão da dispensa dos mediadores internacionais é a Transparência dos mesmos.
Isso aconteceu para com os chamados facilitadores chefiados por Lourenço do Rosário. Quando estes e sobretudo Lourenço de Rosário e Filipe Couto começaram a pensar e falar da nação moçambicana e não da Frelimo e Renamo, esses grupos que pensam que Moçambique lhes pertence, optaram por dispensá-los. Com os facilitadores totalmente moçambicanos aconteceu o mesmo. Quando falaram da nação moçambicana e o seu futuro, passaram a não servirem no processo de diálogo. Os mediadores internacionais passaram a dispensa desde que à questão de descentralização acolheram as propostas da Sociedade Civil, do MDM e do Prof. Bernard Weimer.


Sociedade civil mocambicana sugere uma comissão da verdade e reconciliação

Mas há quem diga que pode ser inútil, porque a paz depende da vontade de Nyusi e Dhlakama.

Uma comissão da verdade e reconciliação poderia contribuir para a consolidação da paz e democracia em Moçambique, dizem vozes da sociedade civil.
Advertem que o país poderia seguir a experiência sul-africana na década de 1990, quando foi abolido o Apartheid.
Presentemente, a tensão política distendeu-se, ao que tudo indica, na sequência da trégua de dois meses decretada pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e algumas pessoas acham que esta é uma boa altura para os moçambicanos pensarem numa verdadeira reconciliação e numa paz efectiva.
O bispo auxiliar de Maputo, Dom Carlos Nunes, diz que é responsabilidade de todos os moçambicanos manter este clima de tranquilidade e paz que se vive no país.

Nyusi takes control of SISE, which could mean changes on debt and peace talks

By Joseph Hanlon

People named by former President Armando Guebuza have been ousted from two of his key power bases, the security services and the railways. President Filipe Nyusi has replaced them with retired people from the Chissano era who owe nothing to Guebuza - and who are old enough that they have no need to build independent power bases.

Thus it appears that President Filipe Nyusi has finally consolidated his power in government and in the party, ahead of the Frelimo party congress in September. The security service SISE (Servico de Informacoes e Seguranca do Estado) is at the centre of Mozambique's two current crises, the war with Renamo and the $2 billion secret loans. Thus shifts in negotiations with Renamo and in dealing with the secret debt may be expected.

On Monday, retired general Lagos Lidimo was named director general of SISE, replacing Gregorio Leao who was appointed by Guebuza in May 2005. Born in 1950 in Mueda, Cabo Delgado, Lidimo joined the liberation war when he was only 16 years old and became an important guerrilla commander. After independence Lidimo was head of military intelligence during the wars with the Ian Smith regime in then Rhodesia and then apartheid South African. After the 1992 peace accord, President Joaquim Chissano appointed Lidimo as Chief of Staff of the new joint army. He retired in 2008.

Nyusi also appointed a deputy general director for SISE. He is Sergio Nathu Caba, who was formerly an assistant lecturer at the history department in Maputo’s Eduardo Mondlane University, and is the author of a book on “The War in Zambezia Province and the role of Malawi 1975-1988”.

And last week Nyusi named Miguel Matabele to head the state railways CFM. He had worked at CFM for 40 years, and only retired last year. He was Director-General of CFM North when Nyusi returned from Czechoslovakia with his mechanical engineering degree and was sent to CFM North.

Transport and SISE are two of the bases on which Guebuza built his power. As transport minister 1987-94 he developed his core businesses in that sector, and then as president he consolidated SISE as his key military and security force. Lidimo, Nyusi, and Nyusi's chief backer, Alberto Chipande (born 1939, liberation war veteran, and still active politically and in business) are all Makonde. Lidimo has business links to the northern business network which includes Chipande. Former President Chissano's wife, Marcelina, is also Makonde.

sábado, fevereiro 04, 2017

Moçambique pode ter de pagar já 727 milhões de dólares de dívida pública soberana

O principal conselheiro do grupo de investidores a quem Moçambique não pagou a prestação de Janeiro alertou hoje para as consequências legais desse incumprimento, que podem incluir a obrigatoriedade de pagamento antecipado do valor total. 
"Moçambique está agora permanentemente nos registos, mais uma vez, por ter incumprido o pagamento dos títulos de dívida", disse Charles Blitzer à agência de informação financeira Bloomberg, avisando que "de acordo com os termos e condições dos títulos, há remédios que são passíveis de utilização pelos detentores dos títulos de dívida, e o comité reserva-se o direito de prosseguir todas essas opções".
De acordo com as informações recolhidas pela Lusa junto de analistas do mercado, as condições da emissão de títulos de dívida soberana permitem alterações, em determinadas condições, ao contrato inicial caso sejam subscritas por mais de 75% dos detentores da dívida e contêm também uma 'cláusula de aceleração'.

Afonso Dhlakama confirma contactos com Filipe Nyusi

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, confirmou, hoje, os contactos com o Presidente da República e assegurou que a nova fase das negociações vai arrancar na próxima semana. Falando via telefone para a imprensa, na cidade de Quelimane, Dhlakama disse que as discussões sobre a descentralização da administração do Estado e a integração dos homens armados da Renamo nas Forças de Defesa e Segurança deverão iniciar, também, na próxima semana.
O líder do maior partido da oposição confirmou que os mediadores foram dispensados. Assim sendo, o seu partido e o governo deverão formar dois grupos de trabalho.
Ainda durante a chamada telefónica, Dhlakama agradeceu aos mediadores pela colaboração em 2016.
Este novo entendimento entre o líder da Renamo e o Chefe do Estado é anunciado no segundo e último mês da trégua militar declarada em Janeiro.

Fonte. O País – 04.02.2017

A Frelimo e Renamo em manobras para manipulação eleitoral?

Em paz temporária, penso que os moçambicanos precisam de tomar uma medida decisiva.
Quem vai pagar tudo o que se gastou para os mediadores internacionais no Diálogo Frelimo e Renamo?
Como vão se desarmar os esquadrões da morte?
Como vão se desarmar as forças da Renamo e Frelimo? Quem vai controlar o desarmamento e a formação de Forças de Defesa e Segurança verdadeiramente apartidárias?
Não estamos perante mais uma manobra para a manipulação das eleições autárquicas e gerais de 2018 e 2019?
Em paz temporária, penso que os moçambicanos precisam de tomar uma medida decisiva. Moçambique é de TODOS OS Moçambicanos.



quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Países africanos divergem sobre saída do TPI

Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe são contra saída, Angola defende o futuro Tribunal de Justiça dos Povos Africanos
A cimeira da União Africana que terminou na terça-feira, em Addis Abeba, voltou a analisar uma eventual saída dos países do continente do Tribunal Penal Internacional (TPI).
Algumas vozes defendem uma saída colectiva, enquanto outros advogam por uma saída progressiva.
Angola, que não faz parte do TPI, acredita que o futuro Tribunal de Justiça dos Povos Africanos permitirá resolver diferendos no continente, enquanto os governos de Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe são contra a saída do órgão.
Angola não integra o Tribunal Penal Internacional e o chefe da diplomacia , Georges Chikoti, disse na quarta-feira, 1, que o futuro Tribunal de Justiça dos Povos Africanos permitirá resolver diferendos no continente.

@Verdade Editorial: Governo da Frelimo e a sua mediocridade

Pode parecer que estamos a caricaturar, mas não estamos, aliás, como é natural, a realidade impõe-se e nós limitamo-nos apenas a dar-lhe visibilidade. As informações que nos são trazidas pelos meios de Comunicação Social têm nos mostrado um comportamento desvirtuado do Governo da Frelimo, que se especializou em maltratar, alienar e desorientar os moçambicanos. Aliás, a principal vítima desse Governo sem nenhuma réstia de sentimento é a população analfabeta, rotineira e sem o mínimo de consciência crítica, que acredita em tudo que reluz como sinal de desenvolvimento.

Usando, principalmente, os órgãos de informação especializados em fazerem coro à Frelimo, o Governo mostra-nos, uma vez a outra, até ao enjoo, a falta de consideração para com o povo, ao afirmar, por exemplo, que o povo deve procurar alimentos substitutos ao pão, a crise de combustível resultou do atraso de navios, entre outras estapafurdices. Na verdade, essas situações difíceis são vividas pela população, enquanto os dirigentes vivem à grande e à francesa à custa dos nossos impostos.

Quando se deles esperava moderação e, de alguma maneira, contenção, o Governo da Frelimo legítima o mais hipócrita de todos os princípios de que ser dirigente o esbanjamento dos bens públicos é a palavra de ordem. Ler mais ( @Verdade – 02.02.2017)

Moçambique não tenciona abandonar TPI - MNE

Moçambique não pretende deixar o Tribunal Penal Internacional (TPI), disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, considerando que a proposta de saída em bloco da União Africana (UA) não é uma boa solução.
"O nosso princípio é de que a adesão e retirada é um ato soberano, ou seja, o país fá-lo individualmente e nós obviamente não temos essa intenção", declarou Oldemiro Baloi, falando à imprensa em Maputo, no balanço da visita a Adis Abeba, Etiópia, onde participou na 28.ª Cimeira dos Chefes de Estado e do Governo da União Africana.
Na terça-feira, durante a cimeira, a UA decidiu criar uma estratégia para forçar uma saída em bloco dos países africanos do TPI, considerando que o tribunal tem visado injustamente apenas as lideranças africanas.
Para o chefe da diplomacia moçambicana, apesar de a exigência de um tratamento igualitário ser "boa e bonita", a saída dos países africanos em bloco não é o caminho ideal, observando que África tem de mostrar ao TPI que, como continente, precisa ser respeitada.
"Nós partilhamos das mesmas preocupações, achamos que devemos pressionar o TPI no sentido de um tratamento igual de todos os continentes", declarou o governante, reiterando, no entanto, que "o caminho não pode ser necessariamente da saída".
A África do Sul, o Burundi e a Gâmbia já anunciaram que vão sair do TPI, apesar de o novo Presidente gambiano ter anunciado que a decisão será revogada.

Fonte: SAPO – 02.02.2017