terça-feira, março 08, 2016

Mensagem do presidente do MDM por ocasião da passagem do 7º aniversário do partido

Compatriotas,

Hoje celebramos o sétimo aniversário do partido sob fogo cruzado em Moçambique, no meio de matanças por parte de moçambicanos contra outros moçambicanos, esta naturalmente não é a nossa opção, mas devido a intolerância politica, arrogância, o ódio e expropriação do destino comum, somos sujeitos a viver num país, onde se procura encontrar na arma e no sangue modus operando, e temos a maturidade suficiente para o dia desta celebração dizer aos que enriquecem por esta via, de que estão do lado errado e não aceitamos que hipotequem a nossa historia, o nosso bem-estar e das gerações vindoiras.

É sabido por nós e por eles de que o cidadão moçambicano consciente não quer a guerra, nem apologia da guerra, nem os riscos da guerra ofensiva. O cidadão moçambicano quer que assuntos dos homens sejam tratados com humanidade e não por meio de violência; as tensões, os casos contenciosos e os conflitos devem ser compostos por negociações razoáveis, e não com a força; as oposições ideológicas devem confrontar-se num clima de diálogo e discussão livre; os interesses legítimos de determinados grupos devem ter em consideração também os interesses legítimos de outros grupos aos quais digam respeito e as exigências do bem comum; o recurso as armas para silenciar seja quem for, ou para procura de protagonismo muscular não deve ser instrumento para resolver os conflitos; temos que salvaguardar os direitos humanos em todas as circunstâncias; não se deve produzir cultura de matar, silenciar vozes, e nem se deve tolerar matança para impor solução.

Gostaria de chamar a reflexão a todos de que em qualquer nação civilizada, em primeira instância a responsabilidade primordial pela prevenção dos conflitos recai ao Governo, e uma estratégia de prevenção eficaz exige uma abordagem global, envolvendo todas forças vivas da sociedade, dai apelamos ao governo do dia para o ataque das causas estruturais profundas que estão frequentemente subjacentes aos sintomas políticos.

Membro do partido Renamo encontrado morto em Inhambane

Um membro sénior do maior partido da oposição, a Renamo, identificado pelo nome de Aly Jane, foi encontrado sem vida na segunda-feira (07), depois de ter desaparecido na tarde do último sábado (05), ao sair de uma mesquita, na cidade de Maxixe, província de Inhambane.

Não se sabe ao certo o que levou à morte do Aly, mas no domingo o seu bilhete de identidade foi encontrado nas imediações do rio Nhanombe, entre o distrito de Homoíne e a cidade de Maxixe.

PRM alega ter descoberto material da Renamo numa casa em Maputo

A PRM anunciou ter descoberto alegado material e fardamento militar da Renamo numa casa no bairro Luís Cabral, subúrbios de Maputo, mas o principal partido de oposição em Moçambique rejeita qualquer ligação ao caso.
O comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Maputo, Bernardino Rafael, afirmou que, dentro da residência, foi também encontrado equipamento de comunicação e material de propaganda da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

Renamo diz desconhecer autoria de ataques nas estradas do centro do país

A Renamo disse hoje desconhecer a autoria dos sucessivos ataques armados nas estradas do centro de Moçambique, no dia em que denunciou o assassínio e prisões de membros do maior partido de oposição.
"Não sei. Cabe à polícia esclarecer isso. Estou aqui, não estou na estrada. Cabe a quem de direito explicar, trazendo evidências", afirmou hoje em conferência de imprensa o porta-voz da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), António Muchanga, sugerindo que está limitado no alcance das suas respostas, para não ser confundido como comandante militar e constituído arguido, como já aconteceu no passado. Ler mais (LUSA, 08.03.2016)

Quase 11.000 moçambicanos estão refugiados no Malawi para fugir a confrontos em Moçambique

Quase 11.000 moçambicanos estão concentrados num campo de refugiados improvisado em Kapise (sudoeste do Malauí) para fugir aos confrontos militares no centro-oeste de Moçambique, disse hoje à agência Lusa a responsável pelo local de acolhimento.
Contactada telefonicamente pela Lusa a partir de Lisboa, Monique Ekoko disse desde Kapise, a apenas seis quilómetros da fronteira com Moçambique, que, até segunda-feira, foi possível registar 8.776 moçambicanos, estimando que estarão a aguardar idêntico procedimento cerca de 2.250 outros. Ler Ler mais (LUSA, 08.03.2016)

Kapise no limite para albergar moçambicanos

O acampamento de Kapise, no Malawi, ultrapassou a capacidade de albergar condignamente os moçambicanos, que fogem das atrocidades na província de Tete.
As organizações humanitárias estão preocupadas com o risco de deterioração das condições de vida.
Mais de 10 mil pessoas estão num acampamento concebido para duas mil, disse à VOA a Representante do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) naquele país, Monique Ekoko. Ler mais (Voz da América, 07.03.2016)

segunda-feira, março 07, 2016

Homens da Renamo atacam autocarro da Nagi no troço Nicoadala-Zero

Os homens armados da Renamo voltaram a atacar autocarro da companhia Nagi Investimento. O mesmo fazia trajecto Nampula-Maputo.
Durante o ataque, vários passageiros ficaram feridos e, tiveram que ser transportado de emergência para o Hospital Distrital de Caia, na província de Sofala.
Quando as Forças Governamentais chegaram ao local, foram metralhados pelos comandados por Afonso Dhlakama e houve feridos por parte das FDS. Ler mais (Mozmassako)
Fonte: Mozmassoko – 07.03.2016

MAIS DE TRÊS MIL ALUNOS ABANDONAM A ESCOLA EM NKONDEZI

Mais de três mil alunos da localidade de Nkondezi, na província central de Tete, em Moçambique, abandonaram a escola, no presente ano lectivo, fugindo do clima de insegurança que se vive naquela região devido a actual tensão política... Muitas famílias levam seus filhos para o Malawi a procura de um lugar mais seguro Ler mais (AIM, 07.03.2016)

Renamo aceita diálogo com o Governo só com mediadores

O presidente da Renamo voltou a condicionar o regresso ao diálogo com o Chefe de Estado à participação do Governo sul-africano, Igreja Católica moçambicana e União Europeia como mediadores. Ler mais (Voz da América, 07.02.2016)

domingo, março 06, 2016

Assim escreve Jorge Rungo do Jornal Domingo:

Há delegados da Renamo entre os deslocados

"Um dado que deixa qualquer um espantado no Centro de Kapise é que não há um único professor ou enfermeiro entre aquela população.
Nem um para amostra. Quando se sabe que nas cinco povoações de onde aquela gente procede há escolas e unidades sanitárias. A própria oficial de campo da ACNUR, Elsie Mills-Tettey confirma esse dado.
O que apuramos de fontes que ali encontramos é que no meio daquela população se escondem delegados da Renamo cujos nomes nos foram fornecidos e aqui se seguem, sabendo-se que alguns destes são bastante violentos e terão sido os mentores de alguns actos relatados nesta Reportagem:"
Texto de Jorge Rungo, Kapise, Malawi

Fonte: JORNAL DOMINGO – 06.03.2016

Perguntas que não querem calar:

Verdades, mentiras e omissões de Kapise

Verdades, mentiras e omissões de Kapise

Kapise é o nome que leva o espaço malawiano que está a albergar alegados refugiados moçambicanos, o qual encerra em si uma imensidão de verdades, mentiras e omissões. A nossa Reportagem percorreu aquele local, ouviu vários populares que para ali afluíram que narraram que estão a sofrer bastante e querem regressar às suas casas.

Informação Pública

Por Machado da Graça

O que se passa com os órgãos de informação do sector público continua a ser um mistério para mim. Cada vez que fala sobre o assunto, Filipe Nyusi dá orientações concretas sobre a forma como esses órgãos de informação devem encarar a sua principal tarefa. E são orientações correctas, de acordo com a Constituição e a Lei de Imprensa. Mas o que é publicado, diariamente, contraria frontalmente essas orienta- ções. E não acontece nada.
Ora, o que está a acontecer é exactamente o oposto. Ainda há poucos dias, ao tomar posse do cargo de Director de Informação da Rá- dio Moçambique, Abdul Naguibo afirmou: “Nós temos de ser aqueles que mobilizam as pessoas a compreenderem melhor aquilo que são os objectivos do Governo”.
E isto é uma trágica confusão entre o que é o jornalismo e a propaganda. Esta definição cabe a uma agência de promoção de imagem, não a um órgão de informação. Mas este tipo de confusão vem de cima. Não há muitos meses a actual Directora de Informação junto do gabinete do Primeiro Ministro defendeu posi- ções muito similares.


Machado da Graça in SAVANA (04.03.2016)

Há cada vez mais “consciência política e participação cívica” em Moçambique (Na íntegra)

São da geração pós-independência. Estudaram fenómenos como a imigração ou os sistemas políticos. Iniciamos hoje uma série de entrevistas a cinco pensadores de países africanos de expressão portuguesa para reflectir sobre as suas áreas. Começamos em Moçambique, com o politólogo Jaime Macuane.

José Jaime Macuane, 42 anos, politólogo, professor na Universidade Eduardo Mondlane, tem escrito sobre sociedade civil, governação, corrupção e outros temas. É associado da consultora MAP, centrada na área de gestão pública, governação e desenvolvimento, que tem como um dos clientes o governo. Doutorado pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, da Universidade Cândido Mendes, é autor de vários artigos científicos e do livroGovernos Locais em Moçambique: desafios de Capacitação Institucional, em co-autoria com Bernhard Weimer (2003).

João Massango diz que os conflitos entre a Renamo e as FDS satisfazem interesse de um grupo de pessoas

“Nós sabemos perfeitamente que por detrás deste conflito está a queima dos arquivos, quando os conflitos continuarem, nós sabemos que todos os escândalos de Moçambique, como é o caso da EMATUM vão ficar apagados”, disse João Massango. Ler mais (Mozmassako)

Supremo brasileiro rejeita pedido de suspensão de investigações sobre Lula da Silva

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil rejeitou hoje o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Lula da Silva para que fossem suspensas as investigações no âmbito da Operação Lava Jato.

Na sexta-feira passada, advogados do ex-chefe de Estado brasileiro pediram para suspender as investigações sobre reformas num apartamento, que teriam sido feitas em favor da família do ex-presidente por construtoras investigadas no escândalo da petrolífera Petrobras.

A defesa de Lula apontou um "conflito de atribuições", alegando haver duas investigações relacionadas com os mesmos factos, uma conduzida pelo Ministério Público Federal e outra pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.

Polícia que matou cidadão indefeso na Beira alega amnésia

O agente da Polícia da República de Moçambique(PRM), identifi cado pelo nome de António Benedito, que baleou mortalmente um cidadão indefeso no passado dia 7 de Fevereiro na cidade da Beira, na província de Sofala, recuperou do espancamento que foi alvo por populares e encontra-se detido. Contudo alega não recordar-se do baleamento que protagonizou nem do colega da corporação que com ele estaria a consumir bebidas alcoólicas no bairro de Matacuane.


Fonte: @Verdade, edição 378, de 26.02.2016

sábado, março 05, 2016

Sobre as alegadas perseguições, torturas e execuções sumárias em Tete

“O mais perturbador é que as Forças de Defesa e Segurança funcionam de acordo com uma cadeia de comando. Os soldados, ou polícias, que assassinam ou violam estão sob as ordens de vários níveis de superiores que, de acordo com uma hierarquia, acabam no topo, no Comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança. E nós, para além de umas declarações, muito infelizes, de que não há refugiados no Malawi, não sabemos o que pensa o eng. Nyusi de tudo isto. Não sabemos se foi ele que deu ordens para as forças agirem deste modo. Não sabemos se ele ignora o que se está a passar. E não sabemos qual é pior entre as duas hipóteses anteriores. Mesmo no caso de não saber, a princípio, o que as forças que comanda andam a fazer, agora já não pode negar esse conhecimento. A não ser que lhe escondam os jornais e os relatórios que denunciam as atrocidades. E se sabe e nada faz em relação a isso fica na situação desagradável de que “quem cala, consente!”. Armadilha diabólica em que meteram o bom do engenheiro e de onde ele não parece conseguir safar-se”.


Machado da Graça in @Verdade, edição 379, de 04.03.2016

TENSÃO POLÍTICO-MILITAR: Oposição Construtiva avança propostas de solução

O Bloco da Oposição Construtiva, constituído pelos partidos PIMO e PEC-MT, avançou ontem duas propostas de solução consideradas cruciais para pôr termo às hostilidades militares que se registam na região centro do país, concretamente na província de Sofala.
A primeira prende-se com o cessar-fogo imediato pelas partes envolvidas, nomeadamente as forças governamentais e os homens armados da Renamo, num prazo de 72 horas, ou seja três dias contados a partir de ontem, sexta-feira, e o aquartelamento.
A segunda refere-se à retomada urgente do diálogo ao mais alto nível entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder do maior partido da oposição, Afonso Dhlakama, de que resultaria um acordo visando a nomeação pelo Chefe do Estado de quadros da Renamo para cargos ministeriais e para governadores nas províncias onde ela reclama ter ganho as eleições de 2014.

Yá-Qub Sibindy diz que o país precisa voltar as Urnas para eleger novo Líder

A crise política e militar que o país vive, juntou na quarta-feira passada, partidos com e sem assentos parlamentares. Onde o objectivo era único, a busca da solução.
O presidente do partido Independente de Moçambique (PIMO), disse que não estão claras as razões que levam o país a uma segunda guerra. Na sua opinião, o país precisa voltar as urnas para eleger dirigentes que possam evitar a crise política.

Fonte: Mozmassako – 03.03.2016

“As pessoas não têm a dimensão dos danos que criaram” – Ericino de Salema

“Lamentável” é simplesmente assim como o jornalista e jurista Ericino de Salema caracteriza a falta de esclarecimento do assassinato, um ano depois. Um silêncio que, entretanto, não surpreende o jovem jurista.

“Digo sem surpresa porque já são tantos casos de assassinatos neste país que não têm esclarecimento” diz, deplorando que, passado um ano, não existam sinais evidentes de que algo esteja a ser feito com vista ao esclarecimento.

Salema ainda não se esqueceu das promessas do ministro do Interior e do Comandante Geral da Polícia em esclarecer com celeridade o caso, mas não estranha que, tratando-se de um crime que parece ter motivações políticas, haja este não esclarecimento, tendo em conta sobretudo que as chefias da polícia e do ministério em geral são indicadas politicamente para esses cargos. Lembra também que, antes do assassinato de três de Março de 2015, Gilles Cistac foi vítima de outro tipo de assassinato, neste caso, de carácter por parte da “equipa G40”. Por isso, reitera Salema, o acontecimento daquela fatídica manhã foi apenas o culminar de uma série de assassinatos na esfera pública, incluindo de pelo menos um (ex) porta- -voz de um partido (Damião José, da Frelimo, diga-se).

Agentes das forças governamentais feridos no confronto com homens da Renamo em Bárue

As Forças de Defesa e Segurança voltaram a confrontar-se com os homens armados da Renamo em Honde, distrito de Bárue, província de Manica, centro do país.
No referido confronto, alguns elementos das forças governamentais acabaram ficando feridos, avançou a agência Lusa.
Um contingente das forças de defesa e segurança recebeu uma chuva de balas quando tentava aproximar-se de uma posição dos homens armados da Renamo aquartelados próximo da N7. Ler mais (Mozmassako)
Fonte: Mozmassako - 04.03.2016

ÚLTIMA HORA: Ataque dos "Homens da Renamo" ao autocarro da Nagi faz feridos e mortos em Honde

Os homens armados "da Renamo" atacaram hoje, sábado (05), o autocarro da Nagi Investimentos em Honde, no distrito de Bárue, província de Manica, centro do país. Ler mais (Mozmassako)

Existem deputadas no Parlamento que sentem que têm a obrigação “de servir o marido”

Segundo [Maira Domingos], activista Oficial de Programas na organização não governamental Mulher, Lei e Desenvolvimento (MULEIDE), embora as deputadas da Assembleia da República de Moçambique não dependam economicamente dos seus esposos várias delas ainda sentem que têm a obriga- ção “de servir o marido, mesmo chegando tarde em casa têm que preparar a água do banho e fazer todos aqueles cuidados e atenção que lhe disseram que aquele é o papel da mulher e, se não fizer, ela pode perder o seu marido.


Fonte: @Verdade, Edição Nº 379, 04.03.2016

Um ano de assassinato de Gilles Cistac: Queixa morta

Dias antes do seu baleamento, recorde-se, Gilles Cistac disse em exclusivo ao SAVANA, naquela que foi a sua última entrevista na vida, que ia avan- çar com uma queixa sobre aqueles que, ao invés de discutir suas ideias, assassinavam a sua personalidade na opinião pública, chegando ao extremo de apelar ao ódio de base racista contra o professor franco-moçambicano.

Os mestres dessa empreitada foram pseudo-analistas acorrentados ao Governo, num letal grupo conhecido por G40 da “escola frelimista”, cuja missão é cantar vivas ao executivo e ridicularizar qualquer ideia diferente, sobretudo, vindas da oposição ou que a ela alinhem.

Na entrevista desta semana, perguntamos ao porta-voz da procuradoria da cidade sobre o ponto de situação da denúncia submetida pessoalmente pelo professor Cistac, naqueles que foram os seus últimos dias de vida.

FDS reforçam segurança nos palácios dos governadores

O Governo começou a manifestar sinais claros, com armas e tanques de assalto mais expostos ao público, para enfrentar a ameaça do início da governação da Renamo, neste mês de Março, nas seis províncias onde supostamente venceu as eleições.

Através das FDS, o governo iniciou o reforço de medidas de seguran- ça nos palácios dos governadores provinciais e outros edifícios de relevância estadual, pelo menos nas capitais provinciais. A exteriorização da força estadual verifica-se numa altura em que a própria Polícia anunciou prontidão para repelir situações anómalas.

Governo reafirma que a Renamo não pode recorrer ao AGP para exigir direito de posse de armas

O primeiro- -ministro, Carlos do Rosário, disse ontem, na Assembleia da República, que a Renamo não pode recorrer ao Acordo Geral de Paz para exigir o direito de continuar armada. Não é a primeira vez que um membro do Governo faz tais declarações. O ministro do Interior, Basílio Monteiro, já o disse em ocasiões anteriores.
Carlos do Rosário fez tais declarações como resposta à questão colocada pela Renamo sobre qual o tipo de paz que o Governo pretende quando promove a guerra.
“O Protocolo V do Acordo Geral de Paz sobre as Garantias, compreende quatro subcapítulos, e o terceiro, no qual se enquadra o número 8, ao abrigo do qual se pretende justificar a posse de armas de fogo pela guarda do líder da Renamo, refere-se às garantias específicas para o período que ia do cessar-fogo até à realização das primeiras eleições multipartidárias de 1994”, disse o primeiro-ministro, na sessão de informações do Governo.
Segundo o primeiro-ministro, a alegação da Renamo “configura um exercício de manipulação da opinião pública”.
Sobre as tentativas de assassinar o presidente da Renamo, sobre perseguições e sobre acções de incendiar casas de cidadãos, Carlos do Rosário afirmou que “as Forças de Defesa e Segurança não têm como missão atacar a população e queimar casas”.
A sessão de informações do Governo continua hoje, com questões de insistência por parte das bancadas parlamentares.

Fonte: Canal de Moçambique – 03.03.2016

Um extraterrestre chamado Paulo Awade

Há momentos em que o rumo que a vida toma, obriga-nos a reconhecer e a assumirmos que SOMOS AZARADOS.
O país já está a arder, com tiroteios, colunas militares ao longo da N1, perseguição e assassinatos de dirigentes partidários (Frelimo e Renamo), refugiados ou deslocados moçambicanos no Malawi e outros fenómenos que estão a tornar o dia-a-dia dos moçambicanos um verdadeiro caos.
É de outros tempos o provérbio segundo o qual “um mal nunca vem só”.
Há sempre um acompanhante que vem, negativamente, apimentar a já sofrida condição de vida dos 25 milhões de moçambicanos.
Vem isto a propósito das recentes declarações de um governador provincial que, por qualquer equívoco, passou no casting da lista que foi parar às mãos de Filipe Nyusi.
Nome dele é Paulo Awade. Não é a primeira a vir publicamente dizer, à luz do dia e diante de câmeras de televisão, tamanhas asneiras. Daquelas asneiras que, em Estados modernos, quem o nomeou tinha a obrigação moral e profissional de, no dia seguinte, exarar um despacho de exoneração.

Operadoras desactivam um milhão de clientes

As três operadoras de telefonia móvel que operam em Moçambique, nomeadamente Mcel, Vodacom e Movitel, bloquearam, na terçafeira, um milhão de clientes por falta de registo dos seus Módulos de Identificação do Subscritor (cartão SIM).

Fonte: Diário de Mocambique – 04.03.2016

sexta-feira, março 04, 2016

Top 10 Ameaças à Saúde da Mulher

Por Rosi Feliciano Oliveira

Para celebrar o dia internacional da mulher, dia 8 de março de 2016, aqui está um artigo alertando as mulheres sobre doenças que podem ser letais, podendo ajudá-las em sua saúde e longevidade.

Mulheres simplesmente não são as mesmas, especialmente quando se trata de riscos para saúde. Você sabe quais as condições que representam a maior ameaça para a saúde das mulheres? Você pode se surpreender.

O primeiro passo para se manter saudável é saber com o que você está contra, e, em seguida, tomar as precauções necessárias para reduzir o seu risco.

A boa notícia é que muitas das principais ameaças à saúde das mulheres podem variar com base na idade e no bolso de uma mulher, porém são evitáveis.
Descubra quais as condições para estar ciente de maximizar a sua saúde hoje.

É da escola russa e combateu a Renamo

Júlio dos Santos Jane. O Presidente da República, Filipe Nyusi, foi buscar um homem do aparelho militar para o lugar de Jorge Khálau, demitido, na quarta-feira, ainda a cumprir o segundo mandato.
O novo comandante-geral da Polícia era, até à sua nomeação, comandante do Serviço Cívico de Moçambique - uma institui­ção sob alçada do Ministério da Defesa criada no segundo governo de Armando Guebuza. Natural da província de Mani­ca, o novo comandante-geral da Polícia fez formação militar na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e tem uma licenciatura em Direi­to. Actualmente, frequenta um mestrado na mesma área numa instituição baseada em Maputo.
Conhecedor dos corredores do exército, Júlio dos Santos Jane foi comandante da guarni­ção da Cidade de Maputo, uma unidade militar criada para travar o avanço da Renamo nos centros urbanos.
Fonte: O País – 04.03.2016

Kapise no limite para albergar moçambicanos

O acampamento de Kapise, no Malawi, ultrapassou a capacidade de albergar condignamente os moçambicanos, que fogem das atrocidades na província de Tete.
As organizações humanitárias estão preocupadas com o risco de deterioração das condições de vida.
Mais de 10 mil pessoas estão num acampamento concebido para duas mil, disse à VOA a Representante do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) naquele país, Monique Ekoko. Ler mais (VOA, 4.03.2016)
Fonte: Voz da América – 04.03.2016

Para preparar encontro Nyusi/Dhlakama


Renamo acusa Governo moçambicano de estar a preparar “mega-ofensiva” militar

A Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), principal partido de oposição, acusou hoje o Governo de estar a preparar uma "mega-ofensiva" militar nas província de Manica e Sofala, centro de Moçambique, ameaçando responder caso seja atacada.
Em comunicado enviado à Lusa, o gabinete do presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, acusa o Governo de ter mobilizado 4.500 membros das forças de defesa e segurança para as províncias de Manica e Sofala, centro do país, região de forte implantação do movimento.
"A concentração tem como objectivo realizar uma mega-ofensiva nos distritos das províncias de Manica e Sofala para impedir a implantação do Governo da Renamo", diz a nota de imprensa, aludindo à ameaça do principal partido de oposição de governar nas seis províncias onde reivindica vitórias nas eleições gerais de 2014.
A Renamo alega que o desdobramento do exército e da polícia moçambicana estende-se a outros pontos do país e considera que uma suposta ofensiva colocará em risco vidas humanas e bens materiais.

Fonte: LUSA – 04.03.2016

Ex-PR Lula da Silva detido pela Polícia Federal brasileira

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi detido e levado para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde deve prestar declarações à Polícia Federal (PF), divulgou a imprensa brasileira.
O jornal Folha de São Paulo citou membros da defesa de Lula da Silva, que confirmaram que o ex-presidente está a ser levado para o aeroporto de Congonhas, onde deve prestar depoimento à Polícia Federal.
O ex-presidente, segundo o jornal, reagiu bem quando a PF bateu à sua porta e estava "tranquilo".
Fonte: LUSA – 04.03.2016

quinta-feira, março 03, 2016

Sul-africanos são os mais xenófobos em África, revela sondagem

Uma sondagem realizada em 33 países africanos, incluindo Cabo Verde, Moçambique e África do Sul, indica que sul-africanos são os menos tolerantes para com os emigrantes.
O estudo de opinião da organização não-governamental africana de pesquisa Afrobarómetro conclui que mais de 60 por cento dos sul-africanos entrevistados disseram que não gostam de emigrantes.
Cabo Verde é o país mais tolerante em relação aos homossexuais (com 75 por cento) enquanto Moçambique é terceiro (56 por cento). Ler mais (Voz da América)

Fonte. Voz Voz da América – 03.03.2016

Série descobre brasileiro com origem macua

A Cine Group produziu uma série televisiva que investi­ga a e exibe as origens dos afrodescendentes, assim como mostrar a importância dos afri­canos no Brasil. Ao todo, foram 150 pessoas que fizeram testes de DNA para descobrir suas origens através da sua ancestralidade.
Mais de 220 etnias africanas es­tão registadas no banco de dados do laboratório responsável pelos testes, que fica em Washington, nos Estados Unidos. De cada es­tado, Rio de Janeiro, Bahia, Mara­nhão, Minas Gerais e Pernambu­co, uma pessoa foi escolhida para visitar seu povo em África e Levi Lima foi um dos escolhidos para visitar África, concretamente Mo­çambique.
O exame de DNA de Levi Lima, natural do Brasil revelou sua ancestralidade com o povo macua, descendentes de Moçam­bique falantes de Emakuwa sua língua local. Segundo Levi essa ancestralidade moçambicana revela uma ligação entre os afro­descendentes pelo mundo, pois ele nunca imaginou ser de Moçambique, embora a sensação de ter o seu lado Africano.

Fonte: O País – 03..03.2016

Moçambique perde terreno na defesa da fauna bravia

As medidas tomadas pelo Governo moçambicano para a proteção da fauna bravia não estão a surtir efeito.
O rinoceronte preto já está extinto e dos 20 mil elefantes que existiam há cinco anos, só restam cerca de cinco mil.
No Dia Mundial da Fauna Bravia, 3 de Março, ambientalistas descrevem como dramática a situação em Moçambique e caracterizada por falta de um controlo muito forte na exploração de recursos faunísticos.

Três mortos e um ferido grave na disputa por bombons deteriorados

A luta por bombons fora do prazo terminou em desastre! Três pessoas morreram e outra contraiu feri­mentos graves na sequência de um acidente de viação ocorrido em Nacala-Porto, na zona alta da cidade. Tudo começou quando um grupo de jovens vendedores ambulantes tentou assaltar um camião que transportava bom­bons com prazo expirado para a lixeira onde o produto seria inci­nerado.

FUNCIONÁRIOS DA AUTORIDADE TRIBUTÁRIA DETIDOS POR CORRUPÇÃO

Uma equipe de investigadores do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) deteve, terça-feira, dois funcionários da Autoridade Tributária de Moçambique (AT) depois de surpreendidos num acto de extorsão.

Um comunicado de imprensa do GCCC enviado à Redacção da AIM refere que os detidos são funcionários afectos à Direcção Provincial da Área Fiscal de Maputo. Os mesmos foram surpreendidos em pleno recebimento ilícito do valor monetário de 196 mil meticais (cerca de quatro mil dólares ao câmbio corrente).

Nyusi quer mesmo governar? Alguns subsídios para debate

Por Luís Nhachote

No estágio caótico em que o País se encontra, com a guerra nas nossas barbas, remetendo o futuro de milhares de inocentes para a incerteza, – Oh Mia Couto, tu que falaste na Apolitécnica de nós não sermos usados como “carne para canhão”!!! – no cardápio do debate político nacional corre uma tese, segundo a qual, o Presidente Nyusi tem estado a ser ‘sabotado’. Quem o sabota e porque o faz?

Na verdade, desde a sua entronização na Ponta Vermelha, que Nyusi parece estar a “ver navios”: a sua chegada ao centro do poder, encontrou como herança um fardo pesado de uma dívida publica gerado pela criação da EMATUM e de seguida se deparou com uma situação atípica pós-eleitoral, onde o seu mais directo adversário começou em passeatas pelas províncias que ‘sonha’ governar. Os milhares e centenas de milhares de seguidores de Afonso Dhlakama, que enchiam esses comícios, deixaram algumas hostes do poder a sul do Save, com os nervos à flor da pele. Era o primeiro teste político a Nyusi, que se viu na contingência de reunir com Dhlakama. O que lá transpirou é sobejamente conhecido, assim como os resultados posteriores. O líder da Perdiz foi aconselhado a mandar as suas pretensões para Assembleia da República, que foram chumbadas pelo plantão da maioria do partido no poder. Ler mais (Diálogo sobre Moçambique, facebook)

JÚLIO JANE NOVO COMANDANTE-GERAL DA POLÍCIA

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, nomeou hoje, através de Despacho Presidencial, Júlio Jane, para o cargo de Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM).
O facto foi anunciado na tarde desta quinta-feira, através de um comunicado de imprensa da Presidência da Republica, que AIM teve acesso.
Até a sua nomeação para o novo posto, Jane desempenhava as funções de Comandante do Serviço Cívico de Moçambique, das quais foi exonerado através de um outro despacho presidencial.
Jane substitui, assim, Jorge Khalau, exonerado na quarta-feira, depois de mais de sete anos naquele cargo.

Fonte: AIM – 03.03.2016

quarta-feira, março 02, 2016

ALEGADAS ATROCIDADES COMETIDAS CONTRA REFUGIADOS MOÇAMBICANOS

Governo sacode capote

O Governo moçambicano veio este sábado negar que o exército tenha cometido atrocidades na província central de Tete reagindo ao pedido de esclarecimentos da ONG Human Rights Watch. A organização não-governamental Human Rights Watch ALEGADAS ATROCIDADES COMETIDAS CONTRA REFUGIADOS MOÇAMBICANOS Governo sacode capote exigiu que o Governo moçambicano leve a cabo uma investigação urgente sobre as alegadas atrocidades cometidas pelo exército na província de Tete, centro de Moçambique. As tropas governamentais são acusadas de efectuarem execuções sumárias, abusos sexuais e maus-tratos às populações da província de Tete que se viram obrigadas a fugir para o vizinho Malawi. De acordo com os relatos dos refugiados moçambicanos naquele país vizinho, estes deixaram o país após as tropas governamentais terem incendiado as suas casas e celeiros por estas alegadamente apoiarem a Renamo. O ministro da Defesa Atanásio Mtumuke negou estas acusações mas abriu espaço para a existência de casos isolados.

Fonte: Mediafax  - 01.03.2016

Um ano depois da sua morte: Polícia ainda não tem pistas dos assassinos do professor Gilles Cistac

- “As autoridades policiais não esqueceram este crime, estão a trabalhar para apresentar resultados palpáveis. A polícia está a perseguir as pistas desde que aconteceu este caso criminal, tal como outros casos que abalaram a sociedade moçambicana em épocas anteriores”, Inácio Dina, Porta-voz do ComandoGeral da PRM.
De acordo com Inácio Dina, a polícia está a perseguir as pistas desde que aconteceu este caso criminal que mexeu com toda a sociedade moçambicana, tal como outros casos que abalaram a sociedade moçambicana em épocas anteriores.


Fonte: Jornal Diário do País  - 02.03.2016

STV NoiteInformativa 02 03 2016

International Crisis Group coloca Moçambique em "alerta de risco de conflito"

Organização International Crisis Group colocou Moçambique na lista de países ou regiões em "alerta de risco de conflito", após a situação política e militar se ter agravado em fevereiro com registo de vários incidentes.
A organização International Crisis Group colocou Moçambique na lista de países ou regiões em "alerta de risco de conflito", após a situação política e militar se ter agravado em fevereiro com registo de vários incidentes.
Segundo o relatório mensal da International Crisis Group (ICG), com sede em Bruxelas, Moçambique figura ao lado do Afeganistão, Chade, Somália, Turquia, Venezuela e Zimbabué, bem como a região da península da Coreia. Ler maisLer mais (Deutsche Welle)

Fonte: Deutsche Welle – 02.03.2016

Moçambique vive clima de guerra, diz bastonário dos advogados

O bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique Tomás Timbane, considerou nesta terça-feira, 1, que o país vive um clima de guerra que já ninguém disfarça e está a falhar no compromisso com o Estado de direito. Ler mais (Voz da América)
Fonte: Voz da América – 02.03.2016

Jorge Khalau exonerado de Comandante Geral da PRM

Por despacho de hoje do Presidente da Republica Jorge Khalau deixa o cargo de Comandante Geral da PRM. 

Fonte: Macua de Moçambique - 02.03.2016

PM moçambicano acusa Renamo de uso de armas para chantagear Estado e população

O primeiro-ministro moçambicano acusou hoje a Renamo, principal partido de oposição, de usar as armas para chantagear o Estado e a população, assinalando que o Governo fará tudo ao seu alcance para proteger o povo.
"A posse de armas pela Renamo [Resistência Nacional Moçambicana] para chantagear o Estado e a população e forçar a ascensão ao poder por via da força é contrária à convivência democrática num Estado como o nosso", afirmou hoje Carlos Agostinho do Rosário no parlamento, respondendo a perguntas das bancadas da Assembleia da República de Moçambique, sobre a atual crise político-militar.
O primeiro-ministro moçambicano considerou uma manipulação da opinião pública a justificação da Renamo de que mantém um contingente armado ao abrigo do Acordo Geral de Paz que assinou em 1992 com o Governo para encerrar 16 anos de guerra civil.

Polícia moçambicana reforça segurança nas províncias do centro e norte do país

As autoridades policiais moçambicanas reforçaram a segurança nos palácios governamentais nas províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia, quatro das seis onde a Renamo ameaça governar a partir de hoje, 1.
A VOA soube que cerca de 25 blindados foram enviados para o centro de Moçambique, tendo alguns sido colocados a assegurar as escoltas militares obrigatórias na N1, a principal estrada de Moçambique, devido aos ataques armados.
Os restantes estão em prontidão nas bases da polícia antimotim.
Na cidade de Quelimane, um camião tanque esteve hoje a efectuar patrulhas nas ruas da cidade, disseram moradores,  mas um jornalista no local descreveu o ambiente de “calmo e sem anomalias”.

Conselho de Estado gera expectativa

Em Moçambique, reina uma enorme expectativa em torno da prevista sessão do Conselho de Estado, no sentido de que este órgão de consulta do Presidente da República possa ajudar a resolver a tensão político-militar que o país atravessa.
O bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Tomás Timbana, diz ser importante que o Conselho de Estado se reúna, por ser um espaço de diálogo que os moçambicanos anseiam. Ler Ler mais (Voz da América)
Fonte: Voz da América – 02.03.2016
Um pedaço de destroços de um Boeing 777 foi encontrado em terra no passado fim-de-semana na costa de Moçambique, disse um funcionário do Governo americano à CNN nesta quarta-feira, 2.
Admite-se que poderá ser do avião que fazia o voo da Malaysia Airlines MH370, desaparecido a 8 de Março de 2014 com 239 pessoas a bordo.
A mesma fonte indica que o pedaço da protecção do estabilizador horizontal de voo está a caminho da Malásia para exames.  Ler mais (Voz da América)
Fonte: Voz da América – 02.03.2016

UE confirma pedido de mediação da Renamo para crise em Moçambique

A União Europeia (UE) confirma a existência de um pedido de mediação da oposição da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) para a crise política e militar em Moçambique, disse à Lusa fonte diplomática comunitária.
Além da UE, a Renamo já tinha convidado o Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e a Igreja Católica para mediar a atual crise em Moçambique, que conheceu um agravamento nas últimas semanas.
Depois de negar a existência de um convite, a diplomacia sul-africana acabou por confirmar a existência de contactos com a Renamo, mas que serão inconsequentes se não houver um pedido igual do Governo moçambicano.
Também a Igreja Católica moçambicana revelou ter enviado cartas às duas partes, oferecendo-se para ajudar na resolução da crise, e que a Renamo respondeu pedindo mediação. Ler mais (Lusa)

Fonte: LUSA – 02.03.2016

Dono da piscina olímpica do Zimpeto conclui que houveram falhas de construção e fiscalização mas não revela como serão indemnizadas às vítimas

A comissão de inquérito ao desabamento da parede da entrada principal da piscina olímpica do Zimpeto, liderada pelo dono da obra, o Governo de Moçambique, concluiu que “houveram falhas enormes em termos de toda a maneira e procedimento de como bem construir e como bem fiscalizar, assim como acompanhar aquilo que é uma obra não só sendo do Estado mas cumprindo com as regras” declarou nesta terça-feira(01) Carlos Bonete, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.
Entretanto o empreiteiro, o consórcio português Mota-Engil e Soares da Costa, tornou público pouco depois da tragédia que cumpriu com todas as formalidades constantes do contrato de execução da piscina olímpica do Zimpeto.
O ministro Carlos Bonete, que falava após mais uma sessão do Conselho de Ministros, não revelou que indemnização caberá a cada um dos nove feridos na tragédia nem a família do treinador Frederico do Santos que faleceu em consequência do desabamento, e deixa viúva e sete filhos menores.

Fonte: @Verdade – 02.03.2016

terça-feira, março 01, 2016

Há cada vez mais “consciência política e participação cívica” em Moçambique

São da geração pós-independência. Estudaram fenómenos como a imigração ou os sistemas políticos. Iniciamos hoje uma série de entrevistas a cinco pensadores de países africanos de expressão portuguesa para reflectir sobre as suas áreas. Começamos em Moçambique, com o politólogo Jaime Macuane.
José Jaime Macuane, 42 anos, politólogo, professor na Universidade Eduardo Mondlane, tem escrito sobre sociedade civil, governação, corrupção e outros temas. É associado da consultora MAP, centrada na área de gestão pública, governação e desenvolvimento, que tem como um dos clientes o governo. Doutorado pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, da Universidade Cândido Mendes, é autor de vários artigos científicos e do livroGovernos Locais em Moçambique: desafios de Capacitação Institucional, em co-autoria com Bernhard Weimer (2003). Ler mais (Público.Pt, 01.03.2016)

"Falta de diálogo em Moçambique acentua polarização"

Em entrevista à DW África, professora da Universidade Leiden, na Holanda, diz que retorno à guerra civil é improvável, mas conflitos entre RENAMO e FRELIMO fragilizam o longo processo de paz.

Os efeitos do Acordo Geral de Paz de 1992, que selou o fim dos 16 anos de guerra civil em Moçambique, perde cada vez mais força. A intensificação dos conflitos entre RENAMO e FRELIMO nos últimos meses têm acentuado a polarização e a desigualdade social no país.

Para Corinna Jentzsch, professora assistente de Relações Internacionais da Universidade Leiden, na Holanda, a falta de reconciliação nacional e falhas na reintegração de ex-combatentes são os principais responsáveis pela instabilidade política atual. Ler mais (Deutsche Walle, 01.03.2016)

“As mulheres e crianças no Malawi são familiares de homens da Renamo”

Quem queima as casas, já sabes, é a Renamo. Quem ataca as populações é a Renamo. Não sabemos disso? 
O governador da pro­víncia de Tete, Paulo Awade, nega que haja refugiados moçambicanos no Malawi, afirmando que as pes­soas acomodadas no campo de Kapise são deslocados, na sua maioria malawianos que fogem da fome que assola aquele país.
O governador diz ainda que os poucos deslocados moçambi­canos são familiares de homens armados da Renamo e acu­sa os guerrilheiros de Afonso Dhlakama de terem incendiado casas da população de Nkonde­zi. Awade diz também que quem ataca nas estradas e destrói pro­priedades são os guerrilheiros da Renamo, enquanto a popula­ção tenta construir o país. Veja a seguir a transcrição da breve entrevista com o governante da província de onde terão saído os mais de sete mil refugiados mo­çambicanos para Malawi.
O que está a ser feito para evitar que mais moçambicanos se refugiem no Malawi e os que estão lá regressem a casa?
Mas quem está a atravessar para o Malawi?
Os refugiados moçambica­nos…
Não me fale de refugiados, porque não há nenhum refugia­do. O que existe no Malawi são deslocados e, se nós prestarmos atenção, dia após dia, os núme­ros estão a subir. No Malawi há seca, como em Moçambique, e alguns malawianos fazem-se de deslocados em pontos estratégi­cos da nossa fronteira, portanto, nós não temos nenhum refugia­do no Malawi.
Fonte: O País – 01.03.2016

“Não depende das FDS garantir segurança de Afonso Dhlakama”

O ministro da Defesa Nacio­nal, Atanásio Mtumuke, disse, sexta-feira passada, na cidade da Beira, que não depende do seu ministério a garantia de se­gurança para a saída das matas do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, tal como deliberou no início da semana passada o Conselho Nacional de Defesa e Segurança, convocado pelo Chefe de Estado, Filipe Nyusi, na qualidade de comandante­-em-chefe das Forças de Defesa e Segurança.
“É claro que nós obedecemos as ordens do nosso comandan­te-em-chefe.
Quando o presidente da Re­namo foi resgatado, em Outu­bro do ano passado, das matas do distrito de Gorongosa, tí­nhamos recebido ordens para abrirmos o corredor e para ele poder passar até à cidade da Beira, onde depois seriam se­guidos outros caminhos para o encontro entre o Presidente da República e ele. Portanto, para nós, Dhlakama está na Beira”.

Antigos combatentes acusam ex-arcebispo da Beira de favorecer Renamo

O secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACCLIN), órgão da Frelimo, acusou hoje o ex-arcebispo da Beira Jaime Gonçalves de favorecer a oposição da Renamo, quando culpa o Governo pela actual instabilidade em Moçambique.

Citado hoje pelo diário Notícias, Fernando Faustino considerou que não é ético e até indecoroso que Jaime Gonçalves saia em defesa de um partido que não respeita a Constituição, mata civis e limita a circulação na principal estrada do país.

"Se é padre, que se ocupe plenamente da religião, se quer ser político, que se assuma plenamente como tal, filiando-se abertamente num partido para que não seja confundido", afirmou o dirigente da ACCLIN, órgão liderado por inerência pelo presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e chefe de Estado, Filipe Nyusi.

Presidente da República convoca o seu primeiro Conselho de Estado

O Filipe Nyusi convocou para quarta-feira o primeiro Conselho de Estado desde que tomou posse, em Janeiro de 2015, numa altura em que o país atravessa uma grave crise político-militar e dificuldades económicas, disseram à Lusa fontes próximas do órgão.
Uma das fontes consultadas pela Lusa disse porém que o encontro poderá não se realizar na quarta-feira, porque o Governo estará na Assembleia da República nesse dia.
A convocação da reunião do Conselho de Estado acontece numa altura em que se agudizou a crise militar, com ataques a veículos militares e civis em dois troços da principal estrada do país na província de Sofala, centro de Moçambique, atribuídos ao braço armado da Renamo, havendo registos de confrontos militares também nas províncias da Zambézia e Tete. Ler mais  (Lusa, 01.03.2016)