Compatriotas,
Hoje celebramos o sétimo aniversário do partido sob fogo cruzado em Moçambique, no meio de matanças por parte de moçambicanos contra outros moçambicanos, esta naturalmente não é a nossa opção, mas devido a intolerância politica, arrogância, o ódio e expropriação do destino comum, somos sujeitos a viver num país, onde se procura encontrar na arma e no sangue modus operando, e temos a maturidade suficiente para o dia desta celebração dizer aos que enriquecem por esta via, de que estão do lado errado e não aceitamos que hipotequem a nossa historia, o nosso bem-estar e das gerações vindoiras.
É sabido por nós e por eles de que o cidadão moçambicano consciente não quer a guerra, nem apologia da guerra, nem os riscos da guerra ofensiva. O cidadão moçambicano quer que assuntos dos homens sejam tratados com humanidade e não por meio de violência; as tensões, os casos contenciosos e os conflitos devem ser compostos por negociações razoáveis, e não com a força; as oposições ideológicas devem confrontar-se num clima de diálogo e discussão livre; os interesses legítimos de determinados grupos devem ter em consideração também os interesses legítimos de outros grupos aos quais digam respeito e as exigências do bem comum; o recurso as armas para silenciar seja quem for, ou para procura de protagonismo muscular não deve ser instrumento para resolver os conflitos; temos que salvaguardar os direitos humanos em todas as circunstâncias; não se deve produzir cultura de matar, silenciar vozes, e nem se deve tolerar matança para impor solução.
Gostaria de chamar
a reflexão a todos de que em qualquer nação civilizada, em primeira instância a
responsabilidade primordial pela prevenção dos conflitos recai ao Governo, e
uma estratégia de prevenção eficaz exige uma abordagem global, envolvendo todas
forças vivas da sociedade, dai apelamos ao governo do dia para o ataque das
causas estruturais profundas que estão frequentemente subjacentes aos sintomas
políticos.






