sábado, fevereiro 20, 2016

Sérgio Vieira e a manipulação da História

Sérgio Vieira escreveu um artigo «o início do fim» em que também chama para si o esforço dos que lutaram pela Unidade Partidária da Frelimo, cito: «Mondlane, Marcelino e nesse grupo inicial João Munguambe, Feliciano Gundana, Joaquim Chissano, Pascoal Mocumbi, Fernando Ganhão e eu mesmo e outros, batemo-nos pela causa da unidade partidária, base da batalha pela unidade nacional, única capaz de derrotar um inimigo poderoso e bem armado» In O País, 16 FEVEREIRO 2016.
Não sou contra, até porque pode ser. O problema é quando (e talvez pelo peso da consciência) tenta apagar o nome de URIA SIMANGO deste esforço, que iniciou muito antes dele (SV) se tornar membros da Frelimo e continuou por uns 8 anos, lado a lado com Mondlane como ilustrado no cartaz de propaganda de 1963 (fotos 1) e na Conferência de Imprensa depois do Segundo Congresso, em 1968. Quem estava ao lado direito de Mondlane era Simango. Quem impediu a destituição de Mondlane por Mabunda, Gumane e Mahluza, (03-10-62), foi Simango. SV sabe que ser encontrado com a foto de Mondlane, Simango e Marcelino dava direito a 2-7 anos de prisão, depois de boa confissão sob torturas, o que não acontecia com a foto dele.

Fonte: Mural de Eusébio P. Gwembe  - 20.02.2016

África do Sul admite mediação entre Governo de Moçambique e RENAMO

Diplomacia sul-africana, demonstrou, esta sexta-feira (19.02), que está disponivel para ajudar a resolver a tensão política que opõe o Governo moçambicano e o principal partido da oposição, a RENAMO.

Durante uma visita a Moçambique, Mandis Mpahlwa, Alto Comissário da África do Sul anunciou que o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, está disponível para ajudar o país a resolver a situação de tensão e instabilidade política e apelou para que o Governo e a RENAMO acordem na necessidade de mediação e diálogo.

O representante da África do Sul, confirmou assim a troca de correspondência entre o seu Governo e a RENAMO, em que o maior partido da oposição moçambicana solicita a mediação no conflito político no país. Ler mais (Deutsche Welle, 19.02.2016)

Renamo adia eleição de juízes para os Tribunais Supremo e de Recurso

Os deputados do maior partido de oposição no Parlamento inviabilizaram a eleição dos juízes para o Tribunal Supremo e os Tribunais de Recurso das cidades da Beira e Nampula.

Nesta quinta-feira(18) a eleição foi feita e depois anulada em virtude de os deputados da oposição não terem entendido os objectivos e as formas de eleição, de acordo com a presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo. Ler mais (@verdade , 19.02.2016)

Auade mandou disparar contra mineiros da Vale


sexta-feira, fevereiro 19, 2016

Crime organizado em Gaza

Por Lázaro Mabunda

Detido na 2a Esquadra da PRM Xai-Xai (escrevi aqui), por aluguer de arma do tipo mauser, usado na caça furtiva, o membro da PRM, candeeiro, foi encontrado no sábado passado, durante revista nas celas, com uma pistola metralhadora.
Candeeiro e outro detido, pertencem ao Comando distrital da PRM Massingir, liderada por uma Comandante que aparentemente tentou ocultar o caso de aluguer de arma de fogo. A comandante é esposa do chefe do departamento da logística e finanças do Comando provincial da PRM Gaza. Igualmente, é mãe de um agente recentemente expulso da corporação por envolvimento na caça furtiva em Massingir. O chefe da logistica é tio, logo a comandante é tia, do chefe da Brigada da PIC em Massingir, que também esteve preso a um mes por envolvimento na caça furtiva em Massingir. Agora, sabe se que está envolvido também no aluguer de armas no distrito de Massingir.


Fonte: Mural de Lázaro Mabunda – 19.02.2016

Polícia em Xai-Xai para impedir uma reunião do MDM


Ver Aqui

Governo diz que tudo está a ser feito para repatriamento dos refugiados no Malawi

O Governo assegurou que tudo está a ser feito para o repatriamento das cerca de cinco mil pessoas no Malawi, em fuga da crise política e militar em Moçambique.
"Esses compatriotas merecem toda a nossa atenção e, por isso, o Governo de Moçambique está a criar todas as condições para que eles sejam repatriados", disse a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Nyeleti Mondlane, falando à margem do seminário sobre capacitação dos técnicos do Instituto Nacional para as Comunidades Moçambicanas no Exterior.

Fonte: LUSA – 19.02.2016

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Mediador Católico: Bush influenciou Governo moçambicano a negociar acordos de Roma

O mediador católico do Acordo Geral de Paz em Moçambique Jaime Gonçalves atribui ao ex-presidente norte-americano George Bush influência decisiva junto do Governo moçambicano para que aceitasse o diálogo com a oposição no entendimento histórico de Roma em 1992.
Em entrevista à Lusa, o arcebispo emérito da Beira e figura central dos acordos de Roma, que, a 04 de outubro de 1992, encerraram 16 anos de guerra civil entre Governo moçambicano e Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), afirma que, perante a oposição do partido dominante, Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), ao diálogo direto, era preciso alguém com poder sobre o então Presidente Joaquim Chissano e "quem tinha esse poder era Bush".

JOYCE MUJURU CRIA NOVO PARTIDO POLÍTICO NO ZIMBABWE

A antiga vice - Presidente do Zimbabwe, Joyce Mujuru, anunciou quarta-feira a criação de um novo partido político para desafiar o Presidente zimbabweano, Robert Mugabe, nas eleições de 2018.

O Presidente Mugabe, de 92 anos, espera concorrer para mais um mandato a frente dos destinos daquele país membro da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC).

Somos Povo Primeiro
, disse Mujuru, confirmando assim o nome do novo partido. Não dirigimos o povo, mas sim este dirige-se por si próprio, explicou.

Mujuru, viúva do primeiro General do Zimbabwe pós - independência, Solomon Mujuru, foi demitida do governo e expulsa da Zanu-PF, em Dezembro de 2014.

Ex-arcebispo da Beira recorda como afastou Portugal e outros países de acordos de Roma

O arcebispo emérito da Beira e figura essencial do Acordo Geral de Paz em Moçambique, Jaime Gonçalves, recorda como Portugal e várias potências estrangeiras tentaram participar na histórica reconciliação de Roma e todos tiveram a mesma resposta: "Vão embora".
Em entrevista à Lusa, o representante do Vaticano e da Igreja Católica de Moçambique conta que, quando finalmente conseguiram sentar as partes beligerantes à mesa de negociações directas em 1992 na capital italiana, os mediadores tiveram uma crise inesperada "e que muitos não sabem", porque o primeiro encontro entre Governo e Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) "mexeu um pouco com as políticas [internacionais] ".
Um dos países que deram conta da sua vontade de participar no diálogo foi Portugal, justificando, segundo o prelado, com a sua condição de antiga potência colonizadora e que nada podia acontecer em Moçambique sem o envolvimento de Lisboa.

"Políticos moçambicanos não estão a trabalhar sob seu mandato"

- adverte João Manja, funcionário da ONU
“Ninguém votou pela guerra. O bem maior que os moçambicanos querem é a paz. Não pode haver um interesse egoísta que esteja acima desse bem. Se olharmos para o mundo, veremos que os países registam progressos económicos, sócioculturais, entre outros, são aqueles em que os políticos, tanto do Governo quanto da oposição, entendem a essência dos seus mandatos. E essa ordem é dada pelos votantes”,
 “Os políticos moçambicanos  não estão a trabalhar sob o mandato que lhes foi conferido pelo povo. Há questões pessoais e individuais que estão a ser postas acima do valor e interesse dos mais de 26 milhões de moçambicanos” -  João Manja. Ler mais in Ídolo (16.02.2016)

MILITARES RETOMAM ESCOLTA DE VIATURAS CIVIS NA EN1 ENTRE MUXUNGUE E SAVE

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) retomaram esta quarta-feira a escolta de viaturas civis na Estrada Nacional número um (EN1), no troço entre o posto administrativo de Muxúnguè e o rio Save, distrito de Chibabava, na província de Sofala, devido aos ataques perpetrados por supostos homens armados da Renamo.

A coluna militar visa garantir a protecção de passageiros que viajam em autocarros e outros meios de transporte, incluindo os automobilistas, durante o período diurno, naquele troço rodoviário com uma extensão de mais de 100 quilómetros.

Os ataques começaram na semana passada, tendo sido atingidas quatro viaturas civis, uma das quais do Ministério da Saúde, quando transitavam pela rodovia, considerada a espinha dorsal para o desenvolvimento socioeconómico de Moçambique, porque liga as regiões Sul, Centro e Norte do país.

Daviz Simango do MDM pede diálogo mais inclusivo em Moçambique

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique fala sobre o impasse entre o Governo e a RENAMO, que está a afetar o país.
Perante a escalada da tensão política, Daviz Simango, o presidente do Movimento Democrático de Moçambique, a segunda maior força política da oposição, pede um diálogo mais inclusivo.
Em entrevista à DW África, o líder do MDM não deixa margem para dúvidas: sem esse diálogo, os conflitos vão continuar. Ler mais (Deutsche Welle, 17.02.2016)

Veículo da FAO atacado em Sofala

Nações Unidas avisam pessoal em Moçambique para estar alerta.

Um veículo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) que circulava entre Gorongosa e Nhamapaza foi baleado às 10 horas desta quarta-feira, 17, por um grupo de homens armados não identificados.
O motorista não foi ferido, mas o carro teve o pneu perfurado e marcas de balas na porta traseira.
A informação foi revelada a nível interno pelo Departamento de Protecção e Seguranças das Nações Unidas em Maputo a todos os membros do sistema da ONU. Ler mais (Voz da América, 18.02.2016)

Ex-arcebispo da Beira: Acordos de Roma ainda são “a luz para conflitos em Moçambique”

O arcebispo emérito da Beira Jaime Gonçalves, mediador do acordo que selou em 1992 o fim da guerra em Moçambique, defende que o documento ainda é a solução para os conflitos no país e deve ser revisitado pela Igreja.
"O documento do Acordo Geral de Paz continua a ser o mais actual e ainda é a luz para a solução dos conflitos em Moçambique", disse em entrevista à Lusa o mediador da Conferência Episcopal moçambicana e do Vaticano no entendimento alcançado a 04 de outubro de 1992 em Roma entre Governo e Renamo (Resistência Nacional Moçambicana).
Mais de duas décadas após o acordo histórico, que marcou o fim de 16 anos de guerra civil em Moçambique, o país vive sob ameaça de novo conflito entre os mesmos protagonistas e Jaime Gonçalves entende que a Igreja Católica não a pode ignorar.

MDM-DISCURSO DE ABERTURA DA III SESSÃO DA VIII LEGISLATURA

A partir deste pódio queremos manifestar a nossa solidariedade para com todos Moçambicanos e Moçambicanas que enfrentam as consequências, os impactos negativos das calamidades naturais, que têm retardado a organização, planificação e produção familiar e agro-pecuária, pois, hoje, de forma colectiva, sentimos os efeitos da seca na região do sul e parte da zona centro do país; em contrapartida, em algumas zonas das regiões centro e norte do país os impactos negativos derivam da alta pluviosidade.

Esta situação tem sido cíclica no nosso país. Urge tomar medidas de prevenção através de políticas adequadas de planeamento físico territorial, urbanização e conservação das águas. As zonas propícias de impactos das calamidades naturais sobejamente conhecidas devem ser declaradas zonas de reserva do Estado, e constituírem tampão de segurança, protecção e monitoria na sua exploração.

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

MANICA/ AGENTES DA POLÍCIA COMUNITÁRIA ESPANCAM CIDADÃO ATÉ A MORTE

Um grupo de agentes da Polícia Comunitária do bairro Eduardo Mondlane, distrito de Vandúzi, província central de Manica, em Moçambique, espancou dois cidadãos, um dos quais viria a perder a vida.

As vítimas, identificadas por Roberto Mafala (28) e Avelino dos Santos (26), são acusadas pelos agentes da Polícia Comunitária de tentativa de rapto de uma menor na madrugada da passada segunda-feira.


A menor encontrava-se a dormir na companhia do seu pai quando ocorreu o incidente.

Roberto Mafala contraiu ferimentos graves resultantes da agressão protagonizada pelos agentes da Polícia Comunitário e residentes daquele bairro que, enfurecidos, usaram vários objectos para agredir os suspeitos raptores.

ABERTURA DA III SESSÃO DA VIII LEGISLATURA - DISCURSO CHEFE BANCADA RENAMO

Minhas senhoras,
Meus Senhores,
Excelências,

Hoje, gostaríamos de vir a este pódio da Assembleia da República iniciar nosso discurso inaugural da Terceira Sessão Ordinária com tempo para um leque de saudações a todas as autoridades académicas, religiosas, administrativas. Gostaríamos de elencar os representantes dos países amigos de Moçambique aqui presentes e todos os convidados. Podíamos enaltecer durante longo tempo a importância e papel de todos os jovens, dos homens, das mulheres e das crianças para depois abordar o que mais preocupa a toda sociedade moçambicana, a comunidade internacional, aos investidores nacionais e estrangeiros residentes em Moçambique. Refiro-me à Paz, a Paz que em 1992 negociamos, mas que continua frágil e que grandes homens, como Boutros Boutros Ghali, que tanto trabalharam para que Moçambique tivesse uma paz efectiva, a pouco e pouco vão-nos deixando. Rogamos a Deus para que de lá no alto, tenha este filho do mundo ao seu lado, Senhor Todo Poderoso, feito anjo, e que continue iluminando e inspirando as várias lideranças mundiais para que a paz possa prevalecer no nosso universo.    

Excelências,

Temos total clareza, nós Resistência Nacional Moçambicana,   que a nossa força vem do povo, e que todos os que nos ouvem, tanto aqui como nas várias plataformas em que esta comunicação  está a ser transmitida, sabem e conhecem que a Renamo tem-se esforçado para que a Paz, a Democracia,   a Estabilidade e o Respeito pela Vontade do Povo sejam salvaguardados.

Governo diz que refugiados no Malawi fugiram de seca e crise política

"Apurou-se que as causas fundamentais destas migrações estão relacionadas a factores de ordem natural e social, nomeadamente a questão da seca e a tensão política", disse Ana Comoana, momentos após a reunião de Conselho de Ministros em Maputo. In LUSA (17.02.2016)

Pergunta: A província de Tete está afectada pelas secas?

Presidente de Moçambique não tem capital político para fazer grandes reformas dentro do partido Frelimo, afirma o politólogo João Pereira

Havia muita expectativa para o primeiro Comité Central (CC) do partido Frelimo dirigido por Filipe Nyusi, na qualidade de Presidente da formação política que governa o nosso país há mais de 40 anos. Porém a reunião do passado dia 5 de Fevereiro fica para a história por ter durado apenas um único dia e limitando-se a reestruturar o secretariado. “Ficamos na expectativa que iam haver grandes reformas, mas os indicadores que existiam não previam grandes reformas, e nem pode haver a tal grande reforma” porque, segundo o docente de Ciência Política, João Pereira, o Presidente de Moçambique não dispõe de capital político para fazer grandes reformas dentro do seu partido.
“Se eu estivesse na posição do Presidente Nyusi se calhar também faria a mesma coisa”, afirma João Pereira em entrevista ao @Verdade e explica “em vez de fazer um ruptura completa, ele deve ter feito uma análise profunda do que se estava a passar lá dentro, e ele quer ir mais numa linha de pôr praticamente todos no mesmo sítio, fazendo aí jogos, porque senão com a ruptura que já existe dentro da sociedade, com as feridas que este país tem em termos sociais e económicos, com os índices de pobreza tão grande, com a questão do partido Renamo, se ele faz mais uma ruptura dentro da própria Frelimo eu acho que será o fim do próprio o Presidente Nyusi”.

O Cofre da Festança

Uma ex-ministra eh citada como tendo usado mais de 50 mil USD do Cofre dos Registos e Notariado. numa deslocação ao exterior…e de recorrer a ele sempre que quisesse ir fazer compras lá fora, e adquirir material de construção, para suas edificacoes particulares, cá dentro. Para além disso, funcionários alheios ao Ministério da Justiça e Assuntos Religiosos, mas de dentro do aparato judicial (como a Procuradoria Geral da Republica, PGR), tem recorrido invariavelmente ao Cofre. E a festança não eh de hoje. Tem barba…branca.
(...)
No quadro de reforma do sector publico, eh espantoso constatar como eh que os fundos do Cofre continua a ser geridos fora no SISTAFE (Sistema de Administracao Financeira do Estado), um sistema que permitiu uma melhoria relativa na gestão de dinheiros públicos alimentando “vacas leiteiras” como aquela que ainda persiste no Ministério do Interior, com as receitas provenientes de infracções rodoviárias.

Acnur defende regresso de refugiados moçambicanos em segurança

A representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur)no Malawi refutou nesta terça-feira as acusações do ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Odemiro Baloi, que a acusou de estar a mobilizar os refugiados naquele país para não regressarem a Moçambique.

Em declarações à VOA a partir do Malawi, Monique Ekolo defendeu junto das autoridades moçambicanas que que o regresso deve acontecer quando houver condições para os refugiados viverem nas suas aldeias e vilas.
“O regresso dos refugiados a Moçambique é um processo livre, mas eles nos disseram que fogem aos conflitos, as suas casas foram queimadas e têm muito temor de regressar às suas vilas, e dissemos ao ministro dos Negócios Estrangeiros que eles devem regressar quando a situação for propícia”, explicou.

terça-feira, fevereiro 16, 2016

MDM e FRELIMO brigam sobre inauguração de salas de aula na Beira

O edil da Beira, do MDM, inaugurou no início do mês três escolas construídas com fundos próprios e de parceiros da edilidade, mas o governo distrital, da FRELIMO, não gostou. Afinal, quem deve inaugurar as salas de aula?

Está instalado um novo braço-de-ferro entre a edilidade e o governo distrital da Beira, na província de Sofala, no centro de Moçambique. A 5 de fevereiro, o edil da Beira, Daviz Simango (do MDM, a terceira força política no país), inaugurou três escolas primárias construídas com fundos próprios e de parceiros da edilidade, e o administrador distrital (da FRELIMO) não gostou.

Parlamento Juvenil distinguido no Gabão

O Parlamento Juvenil de Mo­çambique foi distinguido há dias pelo PAN-African Network for Culture of the Peace “PAYN­COP”, rede de Jovens para uma Cultura de Paz. Baseado em Li­breville, no Gabão “PAYNCOP” é uma organização que ergue a voz da Juventude e luta pela Paz e Democracia em África.
A distinção do Parlamento Juvenil acontece numa altura que esta agremiação tem levado a cabo campanhas de debates de assun­tos socio-políticos, com vista a contribuir para a democracia e paz no país. O presidente do Par­lamento Juvenil, Salomão Mu­changa, enalteceu a iniciativa, e disse que a distinção estimula a agremiação para continuar a lu­tar pela melhoria da situação de governação no país. A carta da distinção é assinada por Stépha­ne NZE-NGUEMA, Secretá­rio Permanente do PAYNCOP.

Fonte: O País – 16.02.2016

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

CONGRESSISTAS DOS EUA DEFENDEM DIÁLOGO EM MOÇAMBIQUE

Uma delegação do Congresso norte-americano, que se encontra de visita a Moçambique, defende a efectivação de um diálogo conducente a uma paz efectiva, pois considera que esta é a única ferramenta capaz de garantir o crescimento contínuo que o país vem observando nas últimas duas décadas.

Este sentimento foi manifestado, hoje, em Maputo, minutos após o término de uma audiência que foi concedida àquela delegação pelo ministro moçambicano dos negócios estrangeiro e cooperação, Oldemiro Baloi.

Afinal Zuma recebeu carta da Renamo

A Renamo apresentou hoje, em conferência de imprensa, provas que mostram que o presidente sul-africano, Jacob Zuma, recebeu a sua carta de pedido de mediação do diálogo político.
A prova consiste numa cópia oficial, com carimbo das autoridades sul-africanas, que acusa a recepção da carta enviada pela Renamo.
O posicionamento do maior partido da oposição em Moçambique deixa cair por terra as declarações da ministra sul-africana dos Negócios Estrangeiros, Maite Mashabane, que garantiu, na semana passada, que Jacob Zuma não tinha recebido o pedido da Renamo.
Na carta, Jacob Zuma diz que só aceita mediar o diálogo político se o governo moçambicano aceitar. O porta-voz da Renamo, António Muchanga, diz que o partido também está à espera do “sim” das autoridades moçambicanas.
Além de Jacob Zuma, a Renamo propôs que a mediação do diálogo fosse dirigida pela Igreja Católica.

Fonte: O PaísO País – 15.02.2016

domingo, fevereiro 14, 2016

A FRELIMO ACABA DE SE TORNAR INIMIGO DE SI PRÓPRIO

Por Yaqub Sibindy


A FRELIMO ACABA DE SE TORNAR INIMIGO DE SI PRÓPRIO - JOÃO CUMBANE É UMA AUTÊNTICA BOMBA HUMANA ENCOMENDADA PARA EXPLODIR JUNTO DO PESCOÇO DE JOAQUIM CHISSANO AFIM DE DESTRUIR POSSÍVEIS PERIGOSOS BOMBEIROS CAPAZES DE APAGAR O PRESENTE CONFLITO ARMADO

Para defender o império de gás e petróleo, a Frelimo acaba de se tornar inimigo de si próprio!

Os porquês ataques à figura de Joaquim Chissano? Esvaziar todos os labirintos da PAZ, desenhados por Chissano, constitui uma nova estratégia dos lapitadores dos fundos públicos para justificar à presente guerra contra Dlhakama!

Eís à nossa análise:

1 - Dlhakama formalmente declarou à Renamo perante às Nações Unidas, UNMOZ como um movimento totalmente desarmado, cuja armas foram entregues as Nações Unidas, em plenas cerimónias públicas!

DESLOCADOS MOÇAMBICANOS NO MALAWI DEVEM REGRESSAR AO PAÍS-MNEC

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Balói, reiterou que os moçambicanos que se encontram no centro de acolhimento de Kapise, no Malawi, deverão regressar ao país onde poderão ter todo o apoio para a sua reinserção sócio-económica.

Interagindo com os moçambicanos, este sábado,  o Ministro Balói mostrou-se preocupado com o drama humanitário em que vivem no centro de Kapise, particularmente mulheres e crianças.

Um dos deslocados disse que está naquele centro devido ao ambiente de insegurança protagonizado pelos homens armados da Renamo. Afirmou que na povoação de Ndande, distrito de Motize os homens da Renamo estão aterrorizar a população.

Ainda durante a visita ao centro de Kapise, a representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, ACNUR, no Malawi Monike Hekoko insurgiu-se contra os esforços do governo para o repatriamento dos moçambicanos que estão no centro de Kapise, alegando que eles deviam permanecer no local indefinidamente.

sábado, fevereiro 13, 2016

Sobre o drama num rio em Quelimane

Está a criar um misto de sentimentos (pró e contra) a notícia veiculada pela STV em que Manuel Araújo convidou todos vereadores a atravessarem uma ponte quebrada. A compaixão foi para o vereador das infraestruturas que teve dificuldades em fazer-se pela ponte e que teve que ser “socorrido”.
Antes de mais, importa limpar as “banhas” desta peça noticiosa.
1. Manuel Araujo liderou pelo exemplo. Portanto, ele próprio foi o primeiro e esteve em frente dos vereadores
2. O vereador para a área das infraestruturas não seguiu a rota liderada pelo Manuel Araujo; ou seja, ele entendeu seguir a sua própria rota e deu-se mal.
3. Portanto, entre os vereadores, estavam senhoras que não tiveram problemas iguais aos que o Senhor vereador para área das infraestruturas teve.

Agora vamos a ciência Ler mais

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Polícia intimida Alina Domingos

Por Edwin Honnou

A corrupção compensa?
Alina Penhassene Domingos, a jovem senhora que foi baleada na perna quando do assassinato do camionista Nelson Luís Ther Dique, na do dia 23 de Dezembro,, na zona de Cazala, distrito de Chita na província de Tete, está a correr perigo pelo facto de ter recebido a nossa reportagem que procura entender as circunstâncias em que surgiu o baleamento por policiais mobilizados e transportados pelo presidente do Conselho Municipal de Moatize, Carlos Portimão.
Um grupo de três indivíduos, à paisana, fez-se à casa da senhora Alina Domingos para lhe comunicar que se apresentasse, no dia seguinte, 10 de Fevereiro, para prestar declarações. Cheia de medo, ela lá foi mas não foi recebido nem ouvida por ninguém. Este gesto da Polícia pode ser interpretada como uma ameaça para força-lá de boca fechada.
De recordar que a Procuradoria do Distrito de Moatize fez vista grossa ao crime. Não quis ouvir a testemunha principal - Alina Penhassene Domingos - alegando não ser a peça principal e abriu um processo contra desconhecidos, como uma forma de encobrir o mandante - Carlos Portimão - e os executores, agentes da Polícia.

RENAMO não nega nem confirma autoria dos ataques

Aumentam os ataques armados contra viaturas civis no centro de Moçambique. Na manhã desta sexta-feira (12.02.) registaram-se mais três ataques separados ao longo da principal estrada do país, a N1.

A polícia da república de Moçambique (PRM) na província central de Sofala confirmou três novos ataques armados nesta sexta-feira (12.02.) atribuídos ao braço armado da RENAMO, o maior partido da oposição.

A porta-voz do comando provincial de Sofala, Sididi Paulo, relata: "Temos a informar que os homens armados da RENAMO protagonizaram três ataques, sendo dois na zona de Zove e Gongodje no distrito de Chibabava, concretamente no posto admnistrativo de Muxúnguè. O ataque aconteceu contra viaturas civis resultando em dois feridos ligeiros. O outro ataque ocorreu cerca das 11 horas no troço Nhamapaza-Caia, no distrito de Maringué, e desta ação uma viatura com quatro ocupantes foi atingida, o motorista foi alvejado na perna. Os restantes três estão em observação no centro de saúde local." Ler mais (Dutsche Welle)

STV TardeInformativa 12 02 2016 - Afonso Dhlakama

Dhlakama reitera que vai governar as províncias em Março

Líder da Renamo falou a jornalistas em Satunjira e acusa o Presidente Filipe Nyusi de ter concordado com a sua morte.

O líder da Renamo reafirma a ameaça de governar as seis províncias do centro e norte de Moçambique, onde reivindica vitória nas eleições gerais de Outubro de 2014.
Afonso Dhlakama reapareceu nesta quinta-feira a alguns jornalistas na sua base em Satunjira, na Gorongosa, em Sofala, cinco meses depois de ter desaparecido na Beira.
O responsável da Renamo, que anunciou a implantação de novos quartéis nas seis provincias, acusou a Frelimo de estar a cometer atrocidades e terrorismo, com o rapto e execuções dos seus membros.

@Verdade EDITORIAL: A (tão desejada) Guerra!

Parece que não, mas a situação que vivemos hoje, eufemisticamente denominada por tensão político-militar, é, na verdade, o resultado de uma acção terrorista zelosamente planeada, nos seus mínimos detalhes, pelo Governo da Frelimo.
Ora vejamos: enquanto entretia os moçambicanos com os seus discursos enfadonhos sobre a consolidação da Paz e outras trapaças, o ex-Presidente Armando Guebuza investia milhares de milhões de meticais no exército. A título de exemplo, entre 2011-2014, as despesas do Ministério da Defesa, dirigido na altura pelo actual Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi, cresceram mais do que o investimento nos sectores de Educação e Agricultura. Grande parte desse investimento foi efectuado violando a Lei Orçamental, para além de não ter tido a devida autorização da Assembleia da República.

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Hostória sobre a “reaccionária” Verónica Namiva

Por Eusébio P. Gwembe

Verónica Namiva era natural da Tanzânia, apaixonada pela Frelimo, entregou-se para cuidar das crianças órfãs cujos pais morriam vítimas da guerra, mas que acabou presa, na confusão que se seguiu à morte de Kamkhomba. Após sevícias, conseguiu escapar e entregar-se ao regime colonial tendo denunciado a escravidão a que os presos da Base Beira eram sujeitos. De novo foi presa em 74. Aliás, foi na mesma base de onde escapou que Samora disse: «OS REACCIONÁRIOS SERÃO EDUCADOS. Fixem bem, Lázaro Kavandame não está libertado. Sei que andam por aí boatos de que o Lázaro Kavandame está libertado, mas não está libertado. Verónica Namiva não está libertada, Joana Simeão não está libertada, Uria Simango não está libertado. Nós não os matamos, nós queremos que eles sejam educados por vocês, vocês vão conversar com eles. Eles passarão por todas as zonas libertadas, falarão com vocês e viverão com vocês também»
In Samora, excertos: DISCURSO NA BASE BEIRA - FIZEMOS A GUERRA PARA NOS LIBERTARMOS, 15 de Junho de 1975.


Para a história comovente dela, transmitida pela RTP em «Regresso à Casa» de 27/07/1970, aqui vai um cheirinho:


[FALA UMA MULHER OFENDIDA, VERÓNICA NAMIVA]

ÁFRICA DO SUL : ALUNAS VIRGENS RECEBEM BOLSAS DE ESTUDO

A presidente da região de KwaZulu-Natal, na África do Sul, decidiu atribuir às alunas que mantenham a sua virgindade bolsas de estudo para que prossigam os seus estudos.
Thubelihle Dlodlo, de 18 anos, é um dos casos. A jovem confessa que esta é a única forma de conseguir estudar, já que os pais não têm possibilidades para pagar as despesas escolares, e diz que não se sente incomodada com o facto de ser sujeita a testes de virgindade regularmente. “Isso já faz parte da nossa cultura”, diz a jovem, citada pelaBBC.
A regra está a causar polémica entre muitos grupos de defesa dos direitos humanos que discordam desta forma de pensar e consideram que os testes “são uma invasão da privacidade”. Além disso, julgam que não é justo fazer uma associação entre sexo e educação, desta forma.
Já a autarca Dudu Mazibuko defende que a atribuição das bolsas não é uma recompensa mas um investimento de uma vida e não discrimina as jovens que optem por não serem virgens, pois estas até têm outras bolsas de estudo à sua disposição.


Fonte: Rádio Mocambique/ Notícias ao minuto -11-02.2016

HOMENS ARMADOS ATACAM QUATRO VIATURAS CIVIS NO CENTRO DO PAÍS

Homens armados supostamente da Renamo, o principal partido da oposição moçambicana, atacaram, na manhã de hoje, quatro viaturas civis na Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço entre o rio Save e Muxúngue, distrito de Chibabava, província central de Sofala.

Do ataque, não houve vítimas mortais. Porém, parte dos oito ocupantes das viaturas sofreram ferimentos ligeiros. Houve também registo de danos materiais ligeiros.

Citado pela Rádio Moçambique (RM), o chefe do posto administrativo de Muxúngue, Domingos Fernando, explicou que os ataques ocorreram na zona de Zove no período compreendido entre as seis e sete horas de hoje.

Ataque em Muxungue?

Nas redes sociais em particular no facebook fala-se de um ataque contra duas viaturas na zona de Muxungue. Alguém confirma?

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Governante britânico confirma contacto com Dhlakama e lamenta falta de confiança

O ministro britânico para o Desenvolvimento Internacional, Nick Hurd, confirmou hoje um contacto telefónico com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e lamentou a "falta de confiança" entre as partes envolvidas na crise política em Moçambique.
Falando no aeroporto, no final de uma visita de dois dias a Moçambique, o governante britânico não forneceu detalhes da conversa telefónica que manteve com o presidente da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), maior partido de oposição, deixando apelos para a estabilidade e reconciliação, em vez do "regresso à violência e à guerra".
O contacto de Hurd com Dhlakama, que se encontra presumivelmente escondido na serra da Gorongosa, centro do país, foi avançado hoje pelo Presidente moçambicano, um dia depois de se ter avistado com o governante britânico.

A OMM no começo

Por Eusébio P. Gwembe

Em 1963, Eduardo Mondlane incumbiu Janet Mondlane e Priscila Gumane a missão de fundarem a Liga Feminina de Moçambique, precursora da actual OMM, hoje reunida na Matola mas, diz um documento «não se mostraram capazes e, por temperamento e falta de persistência, acabaram por desistir». Coube a Selina Simango, a espinhosa tarefa de organizar as mulheres e fundar a LIFEMO. A convite da Federação das Mulheres Chinesas, a Srª Selina Simango deslocou-se a China em 1 de Abril de 1964, onde teve ocasião de visitar quatro províncias nas quais apreciou o trabalho feito pela mulher chinesa na reconstrução da sua pátria. Visitou fábricas, comunas, creches, hospitais, etc. Teve a oportunidade de ver e compreender a maneira como elas participaram na revolução e como naquele ano trabalhavam ao lado dos seus maridos na construção do seu país. Interessou-se muito pela organização, que considerara um bom exemplo para a mulher Moçambicana. Viera da China com mais coragem e animação para continuar a luta de Libertação de Moçambique. E, disse que a mulher Moçambicana devia, ao lado do homem, dar também a sua contribuição directa, na luta contra o inimigo comum pela Independência total e Completa de Moçambique». Foi um trabalho moroso, mas bem conseguido. De 31 de Maio a 4 de Junho de 1966, a Liga Feminina de Moçambique (LIFEMO) realizou o seu I Congresso em Mbeya, Tanzânia. No discurso de abertura a Sra Selina Simango, Presidente da LIFEMO, referiu-se a participação da mulher moçambicana na luta armada, dizendo: "Neste mesmo momento em que estou a falar, centenas de mulheres em Moçambique enfrentam com armas na mão o inimigo ou defendem as populações. Algumas delas já deram as suas vidas em batalhas violentas. Muitas mais farão o mesmo. Por isto, nós podemos ver que a mulher moçambicana está a dar a sua completa participação na luta, de libertação de Moçambique".

Algumas Fontes para consultas
1. Frelimo, ACTIVIDADES DA FRELIMO NO EXTERIOR, Boletim de informação, no. 8 May 1964:5ss
2. Frelimo: SISTER SELINA SIMANGO IN CHINA. Mozambican revolution, no. 7, June, 1964:5
3. Frelimo: Discurso de abertura a Sra Selina Simango, Presidente da LIFEMO, A voz da revolução, no. 6, Sept. 1966:9
4. Frelimo, opening speech by the President of LIFEMO, Mrs. Selina Simango, Information bulettin. vol. 2, June- July, 1966:5


terça-feira, fevereiro 09, 2016

Agentes da PRM acusam corporação de corrupção

A Polícia da República de Moçambique (PRM) é acusada de corrupção no processo de recrutamento de agentes para aquela corporação, noticiou o semanário Magazine Independente, na sua edição do 09 de Fevereiro de 2016. Segundo o semanário, ainda que o candidato reúna todos os critérios exigidos deve estar munido de 15 mil meticais para obtenção de uma vaga na Polícia de Protecção.

Mexidas na Frelimo questionam real liderança de Nyusi no partido

Numa altura em que grande parte da opinião publica esperava mudanças de vulto no seio do partido dos camaradas, uma medida que colocava em prova, a real liderança do Actual presidente do partido sobre os seu camaradas.a Frelimo reestruturou sexta-feira passada o secretariado do seu Comité Central, mas manteve o secretário-geral e a Comissão Política deste Partido, que vem desde a presidência de Armando Guebuza.

O actual presidente da Frelimo, inseriu esta reestruturação no contexto da desacumulação de tarefas dos membros do secretariado do Comité Central, de modo a que eles possam ter maior disponibilidade para as missões que lhes são inerentes.

Governo pronto para responder bloqueios da Renamo na N1

A policia da Republica de Moçambique disse hoje em conferencia de imprensa que vai responder a medida no sentido de impedir que a Renamo coloque postos de controlo ao longo da estrada nacional N1,6 e 7.

Segundo o porta voz do comando Geral Inácio Dina, a policia vai impedir qualquer tentativa da Renamo em fiscalizar toda N1.

Dina referiu que o Estado vai usar todos meios ao seu alcance para impedir o bloqueio, porque o estado tem um mandato para o efeito.

Graça Chongo diz que não há tensão militar

O Chefe do Estado-Maior General, Graça Chongo, disse que não há confrontos militares no país, em contradição aos acontecimentos ocorridos recentemente em Morrumbala, na Zambézia, e noutros distritos do centro e norte do país.
Chongo falava à margem da cerimónia do dia dos Heróis Moçambicanos, realizada na cidade de Maputo, a capital moçambicana.
 “Não há registo de confrontos entre militares no país. O que está acontecer são disparos feitos por indisciplinados”, afirmou Chongo, de acordo com o Magazine Independente, na edição do dia 09 de Fevereiro de 2016.
O general recusou ainda que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estejam envolvidas em ataques com os homens armados da Renamo, refutando o que este partido e a comunicação social vêm transmitindo. Chongo alegou tratar-se de “disparos de homens armados que procuram perturbar a paz”.
Contudo, recentemente a comitiva do líder da Renamo sofreu uma emboscada e pelo menos 21 mortes foram registadas e cerca de 9 mil alunos correm risco de perder o ano lectivo, segundo as autoridades de Morrumbala, devido a instabilidade política e militar que se vive.

Fonte: Ídole – 09.02.2016

Fernanda Teixeira demite-se do cargo de Directora do Gabinete da Primeira-Dama

Fernanda Teixeira foi exonerada do cargo de Directora do Gabinete da Primeira-Dama da República de Moçambique, através do despacho presidencial número 1/2016, de 11 de Janeiro de 2016, ainda não tornado público oficialmente.
Contactado pela Ídolo, o Gabinete de Imprensa da Presidência da República disse não ter conhecimento da referida informação. Entretanto, a revista contactou também a ex-Directora que confirmou e revelou que trabalhou até finais de Janeiro, após pedir demissão por razões familiares.

Fonte: A Bola – 09.02.2016

Ministro Ferrão não quer telemóveis nas salas de aulas

O uso de telemóveis, vulgos celulares nas salas de aulas é visto como uma das causas de baixo aproveitamento pedagógico nas escolas um pouco pelo país.
E para que essa prática não ganhe moda para as gerações vindouras, o ministro de Educação e Desenvolvimento Humano do nosso país, Jorge Ferrão, anunciou que a partir do presente ano lectivo o uso de telemóveis nas salas de aulas passa a ser proibido. Falando em Alto Molócuè aquando da abertura do ano lectivo, Ferrão explicou que em muitas ocasiões, os professores interrompem aulas para atenderem chamadas ou mandar “sms” e quando assim acontece, os alunos também aproveitam-se e também fazem a mesma coisa que o professor fez. Isso na óptica do ministro perturba a concentração quer do professor assim como do aluno.
Refira-se que o aproveitamento pedagógico do ano lectivo findo esteve abaixo dos 80% situação tida como preocupante para o sector.

Fonte: Diário da Zambézia – 09.02.2016

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

Governo moçambicano prepara regresso de quatro mil "deslocados" do Malaui

O Governo moçambicano vai preparar o regresso de quatro mil pessoas que se encontram em centros de acolhimento no Malaui, alegadamente em fuga da crise política e militar no centro de Moçambique.
"A tarefa do Governo é, numa primeira fase, identificar cerca de quatro mil pessoas, saber de onde elas são, e depois prestar-lhes assistência", disse à Lusa fonte diplomática moçambicana, salientando a importância da terminologia aplicada a este caso e que se trata de "deslocados" e não de refugiados.
Segundo a mesma fonte, o alto comissário de Moçambique (embaixador) no Malaui está a acompanhar de perto a situação daquelas quatro mil pessoas no país vizinho, para onde seguiu também uma equipa de elementos do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e do Ministério do Interior.

STV NoiteInformativa 07 02 2016

sábado, fevereiro 06, 2016

Quando não faz recorrer a inveja ao feito por outros?

Há gente que não faz, não deixa fazer e fica com inveja pelo que é feito por quem quer fazer.
Conta-se uma história incrível nas bandas do Chiveve. Diz-se que o Conselho Municipal da Beira, esse que se localiza no Chiveve, em cumprimento do seu manifesto eleitoral bem recebido por aqueles munícipes, construiu e equipou nove salas de aulas. Mas diz-se que na entrega desses edífícios, o director da escola,  director distrital e mesmo provincial de educação boicotaram. Eu só posso concluir que:
a)      Deve-se a mentes partidarizadas. Podemos imagir que todos esses que boicotaram, se calhar, ontem dia de abertura do ano lectivo, tiveram os seus comeretes e beberetes nesses mesmos edifícios. É o poder da Frelimo e nem que seja fictício que lhes guia.

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Praca dos Heróis de Nampula


In: El Patriota

O Conselho Municipal da Beira construiu e equipou uma escola



In Conselho Municipal da Beira

Renamo denuncia rapto de dirigente no centro de Moçambique

A Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) denunciou hoje o rapto do seu delegado distrital de Gondola, Manica, centro do país, por um grupo armado à civil. 
Em declarações à Lusa, Sofrimento Matequenha, delegado político provincial da Renamo em Manica, contou que um grupo de homens introduziu-se na noite de Quarta-feira na casa do delegado distrital de Gondola e raptou-o, mantendo-se desaparecido.
"Os homens entraram na sala e encontraram-no a assistir televisão às 21:00 horas de Quarta-feira, raptando-o. Mas o delegado resistiu e foi imobilizado com um tiro no pé. Quando o filho tentou acudi-lo, também foi atingido no braço", explicou Sofrimento Matequenha, acrescentando que a situação provocou o pânico entre os vizinhos.

terça-feira, fevereiro 02, 2016

STV OpiniaoPublica 01 02 2016

Moçambique: riqueza e miséria de mãos dadas, a segunda alimentando a primeira

Apesar da desaceleração actual, Moçambique está a viver um ciclo de crescimento económico inédito e as profecias do FMI anunciam um futuro ainda animador. Mas o que isso significa para a maioria dos moçambicanos e moçambicanas? A resposta não é agradável: riqueza e miséria, a segunda alimentando a primeira sempre à custa da justiça. Ler mais (Pambazuka News)

MDM pede ao Governo para apoiar os refugiados moçambicanos no Malawi

Daviz Simango diz que os refugiados devem ser considerados como tais porque fogem à violência em Moçambique.
O presidente do Movimento Democratico de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar, apelou nesta terça-feira o Governo a accionar mecanismos de assistência aos refugiados moçambicanos no Malawi e insistiu que a negação da sua existência pode prejudicar a vida e segurança.
“Apelamos as autoridades moçambicanas para que accionem instituições vocacionadas para estas situações e enviem com urgência os apoios necessários para proporcionar o conforto possivel, no sentido de dar resposta a esta crise humanitária, resultante da cultura de violência instalada, da intolerância politica e de ausencia de paz”, declarou Daviz Simango em conferência de imprensa na Beira, depois de visitar os refugiados no Malawi.
A Comissão Politica Nacional do MDM visitou o país vizinho durante três dias para apurar “uma versão genuína” da situação que tem forçado os residentes de povoados de Moatize em Tete a deixar o país.

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Lourenço do Rosário considera nova vaga de refugiados no Malawi má para o país

O presidente do Mecanismo Africano de Revisão de Pares mostrou-se preocupado com a migração de moçambicanos para o Malawi, devido a tensão que se vive no país.
Lourenço do Rosário falava à margem da Reunião do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP) que decorre em Adis Abeba.
Do Rosário, que é o actual pre­sidente daquele órgão, considera natural que as pessoas procurem se refugiar em locais mais segu­ros, e espera que as autoridades deem o acompanhamento neces­sário.
“Fomos informados agora que o Governo deslocou uma missão para ir verificar a situação dos refugiados que estão no Malawi. Eles são refugiados e isto significa que não se sentem seguros onde eles se encontram”, revelou, acres­centando que “não é uma boa no­tícia para o nosso país”.

Fonte: O País – 29.01.2016