quarta-feira, dezembro 02, 2015

Rebelo de Sousa enumera factores críticos do sucesso de Moçambique

Marcelo Rebelo de Sousa, candidato à Presidência da República Portuguesa e reputado académico, deu azo à sua vocação de docente universitário e, na qualidade de orador  do I Grande Fórum Mozefo, que decorre de hoje até depois de amanhã no campus da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, enumerou aqueles que são, na sua perspectiva, os factores que  respondem ao tema do painel “O Futuro é Agora, Humanizando o Crescimento”: modelos realistas de desenvolvimento; um pacto social; um pacto político; o empoderamento da mulher, a aposta na educação e na juventude.
“O futuro não é agora - já começou, no final do Século XX, com a alteração do mundo bipolar, com a globalização, com a circulaçao de ideias e pessoas, com os movimentos de base social. E temos assistido a uma nova mudança, que é o travar das potências emergentes, o compasso de espera no próprio crescimento”, disse Marcelo, que partilhou o palco com Thabo Mbeki, antigo presidente da República de África do Sul, Graça Machel, activista social, e Joaquim Chissano, antigo presidente de Moçambique.

terça-feira, dezembro 01, 2015

STV Chissano CamposdeReeducaçao 30 11 2015



Sobre os centros de reeducação

Chissano fala de um que matou a mulher, mas que apenas foi uma mistura de delinquentes com todos aqueles inocentes que vimos na reportagem da STV e outros até intelectuais que foram conduzidos àqueles centros pelo simples facto de não levantarem os bracos para mais alto como "VIVA A FRELIMO", missionários e outros religiosos que defendiam as suas crenças.
Desde 1979 vivi no Itoculo onde se localizava um dos maiores centros de reeducacão. No Itoculo encontrei e encontrei-me com muitos reeducandos alguns deles que já conhecia como é o caso do meu ex-professor de desenho em Nacala, o Ismael, o meu conterrâneo e ex-professor de francês da Escola Secundária de Memba, o falecido Luciano Ravia, o meu conterrâneo Tuaha trazido da antiga RDA num grupo de 12 que segundo se dizia, era porque haviam arranjado namoradas alemãs, E para Itoculo ia sempre o padre Leandro, o então professor de música da Escola Secundária de Nacala para visitar a um seu colega...
Para Namilala, em Malema foi levado o irmão do meu amigo, digamos de infância, o falecido António Álves Almasse, simplesmente por ter pedido a palavra num comício realizado no Campo do Desportivo de Nacala orientado por Óscar Monteiro, então ministro do interior em 1977. Eu estive nesse comício.

Chissano quer dizer que não sabia disto tudo, mas de um homem que havia morto a sua mulher???

UM INCONSISTENTE NO COMANDO DOS DESTINOS DE MOÇAMBIQUE

Por Alfredo Manhiça

Não é necessário ser um entendido em matéria sobre a política para perceber que o poder político é considerado legítimo, quer quando é aceite e existe a disposição de obediência por parte daqueles que não o detêm; quer quando é exercido por indivíduos ou grupos sociais não aceites pelos demais, mas capazes de impor a própria vontade sob qualquer forma de resistência (DIAS, 2010, p. 32).
Com efeito, em Moçambique, não obstante os principais partidos da oposição (a Renamo e o Movimento Democrático de Moçambique) e a opinião pública, em geral, tenham contestado os resultados das eleições gerais de 2014, a Frelimo - graças ao controlo absoluto que exerce sobre as instituições públicas e os respectivos funcionários (o que torna onerosa qualquer tipo de resistência) - manteve-se no poder, embora não tenha sido capaz de provar, com operações aritméticas, que, efetivamente, tinha ganho aquelas eleições.
O mais difícil é prever o futuro de um País quando o homem colocado em frente do seu destino é um inconsistente. Filipe Jacinto Nyusi é o homem inconsistente que Moçambique tem no comando do seu destino. Uma comparação com o seu predecessor, Armando Emílio Guebuza, resulta satírica!

segunda-feira, novembro 30, 2015

Funcionários públicos moçambicanos esperam salários há 2 semanas

Em Moçambique, funcionários públicos estão apreensivos com a demora no pagamento dos salários, alguns dos quais já deviam ter sido pagos há duas semanas, e deploram o silencio das autoridades.
"Não sei o que se passa com o salário do mês de Novembro," lamentou Cartina Mautse, funcionária do Ministério da Educaçao e Desenvolvimento Humano.
Para o agente policial Momed Zunguza, "esta situação é muito má, e como se não bastasse, os preços de bens essenciais estão a subir a cada dia que passa".
O Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, diz que o Estado tem dinheiro para pagar os salários dos seus funcionários.
Mas para o economista Joao Mosca, a situação não é uma novidade, e reflecte a realidade da economia moçambicana. 
Mosca recorda que foram avisando que a economia dependia de recursos e políticas que não eram sustentáveis a médio e longo prazo.

Fonte: Voz da América– 27.11.2015

sábado, novembro 28, 2015

“Precisamos de mudar o modelo do sistema político”

- Adverte Raúl Domingos, negociador dos Acordos Gerais de Paz
Aos 33 anos de idade chefiou a delegação da Renamo nas negociações com o Governo, que culminaram, dois anos e quatro meses depois, com a assinatura dos Acordos Gerais de Paz, a 4 de Outubro de 1992, em Roma.
O Presidente do Partido para Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), Raúl Domingos, concedeu uma entrevista exclusiva à Ídolo, onde analisou a actual situação política de Moçambique e avançou possíveis soluções.
Ídolo (I) - Que apreciação faz da actual situação política do país?
Raúl Domingos  (RD) - Há alguns anos, vaticinei uma situação de conflito armado tendo em conta a intolerância política, falta de diálogo, exclusão, partidarização do Estado e das Forças de Defesa e Segurança (FDS). Ler mais (Ídolo)

Polícia confirma confrontos armados em Funhalouro

Na província de Inhambane


Nos confrontos, as tropas governamentais perderam uma viatura e material bélico não especificado.

A Polícia confirmou que houve troca de disparos entre as Forças da Defesa e Segurança e homens da Renamo, na semana passada, no distrito de Funhalouro, na província de Inhambane. Diz que houve feridos dos dois lados, mas não indicou números. Também falou de danos materiais que, neste caso, são viaturas da Polícia.

O facto é que Nyusi anunciou o fim da perseguição aos homens da Renamo depois de mais um descalabro no interior de Funhalouro.

As tropas governamentais destruíram um acampamento da Renamo no povoado de Mathale e apoderaram-se dos seus pertences.

sexta-feira, novembro 27, 2015

Desaparecem cheques usados em alegada fraude no exército moçambicano

Dezenas de comprovativos dos cheques usados no alegado desvio de 33 milhões de meticais (700 mil euros) no comando do exército moçambicano desapareceram, adiantou hoje o jornal Notícias.

Segundo o maior diário moçambicano, o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), que ordenou recentemente a detenção de três elementos do exército e cinco civis por suposto envolvimento na fraude, já ordenou às chefias militares que encontrem rapidamente os comprovativos em falta.

O caso remonta a 20 de novembro, quando o GCCC mandou realizar oito detenções por suposto desvio de verbas do Estado pelos funcionários suspeitos para as suas contas bancárias ou de familiares e terceiros sem qualquer relação com a instituição.

O jornal avança que há indicações de pagamentos de 200 mil meticais (mais de quatro mil euros) num só cheque, mas os investigadores só encontraram até ao momento comprovativos de valores bastante mais modestos.

Os suspeitos, ainda segundo o Notícias, alegam que agiram a mando de ordens superiores.

Fonte: LUSA - 27.11.2015

COM SAQUE DE 33 MILHÕES DE METICAIS: Rombo no Exército espelha falhas de gestão

PELA primeira vez na história das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), uma rede liderada por altas patentes militares é desmantelada e detida por delapidação de fundos do erário público.
São 33 milhões de meticais desviados num esquema que não só envolve, até aqui, os três militares detidos (dois homens e uma mulher), mas também os seus familiares, amigos e pessoas de relações íntimas, através de transferências indevidas de somas avultadas de dinheiro para as suas contas. O desvio destas verbas prova, mais uma vez, que mesmo com as demarches que o Estado vem imprimindo com vista a um maior controlo dos fundos públicos, o saque ou a ganância pelo bem público continua patente em muitos funcionários que lidam directamente com as finanças.

quinta-feira, novembro 26, 2015

06 TALAPA

Assassino confesso de opositor inocentado pela justiça angolana

Nota: A justiça que faz recordar a morte do jovem músico Jaime Paulo Camilo, com o nome artístico de Max Love em Quelimane e que calha ter sido no mesmo mês e ano. A justiça moçambicana até optou por não ligar nada ou proteger o atirador.
O Tribunal Provincial de Luanda absolveu nesta quinta-feira o militar da Guarda Presidencial Desidério de Barros, que matou a tiro a 23 de Novembro de 2013 o militante da Casa-CE Manuel Helbert Ganga.
Acusado pelo Ministério Público de homicídio voluntário depois de o próprio ter confessado o crime, Barros foi inocentado pelo tribunal que considerou que Ganga e mais seis militantes da coligação colavam cartazes “ofensivos à pessoa” do Presidente da República.
O tribunal considerou que o soldado agiu em cumprimento do seu serviço, tendo em conta a violação do perímetro de segurança do palácio presidencial e que a vítima, depois de interceptada pela Guarda Presidencial, decidiu fugir, tendo então sido atingido por um dos disparos.

quarta-feira, novembro 25, 2015

MP DIZ QUE CASTEL-BRANCO ACUSOU GUEBUZA DE ENRIQUECER ILICITAMENTE

Tratando-se dum Presidente da República, é indiscutível que tal imputação atenta contra a sua honra e consideração, pois, dá inequivocamente a entender que, no lugar de servir ao povo, cumpre uma agenda pessoal
A sentença deve ser considerada nula
O Confidencial teve às alegações de recurso do Ministério Público (MP) à decisão judicial que absolveu Carlos das Neves D’Assa Castel-Branco e Fernando João Francisco Mbanze. “Deve-se julgar a acusação procedente e provada, condenando-se os réus”.

O MP entende que as afirmações de Castel-Branco “ultrapassam os limites admissíveis de liberdade de expressão” e acusam o então Presidente da República, Armando Emílio Guebuza, de sofrer de “anomalia psíquica” e de estar desprovido da capacidade de “entender e querer” quando refere que despendeu “um mandato inteiro a inventar insultos para quem tivesse ideias sobre os problemas. “Neste aspecto excedeu manifestamente a sua liberdade de expressão”, refere o documento em posse do Confidencial. Ler mais (Confidencial)

METADE DOS GASTOS DOS MOÇAMBICANOS NA IMPORTAÇÃO DE VIATURAS USADAS VAI PARA OS COFRES DO ESTADO

Na passada sexta-feira (20), o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, anunciou durante a terceira conferência nacional sobre governação, as diversas razões que podem estar detrás da actual depreciação do Metical que cidadãos moçambicanos gastam por ano 500 milhões de dólares em importação de viaturas usadas.
Contudo, um pesquisador do Centro de Integridade Pública (CIP), Borges Nhamirre disse ao Confidencial que metade ou mais da metade do dinheiro que o cidadão paga pela importação de viatura usada do Japão ou da Inglaterra, fica na economia nacional através de pagamentos ao Estado. “O que o ministro não disse e nem o jornalista perguntou é quanto o Estado ganha disto”, constatou. Ler mais (Confidencial)

A PARTIR DO PRÓXIMO SÁBADO: Operadoras decidem bloquear cartões SIM

Subscritores das três operadoras de telefonia móvel, nomeadamente, Vodacom, mCel e Movitel, a partir de 28 de Novembro de 2015, deverão ser informados que‎ os cartões SIM novos serão activos apenas quando totalmente registados; e que‎ os clientes já activos e não registados serão progressivamente bloqueados, até que registem os seus cartões SIM.

Esta decisão, revelada ontem pelas três empresas num encontro com a imprensa em Maputo, surge em cumprimento do Decreto N.º 18/2015, de 28 de Agosto, publicado a 28 de Agosto de 2015, que estabelece que as operadoras de telecomunicações deverão criar condições para que os subscritores pré-pagos registem os seus cartões SIM.

terça-feira, novembro 24, 2015

Afinal as armas que eram para recolher "coercivamente" não são uma ameaça à estabilidade de Moçambique

O ministro do Interior, Basílio Monteiro, depois de haver afirmado no Parlamento que o Governo iria de fazer tudo “até que a última arma de fogo em mãos não autorizadas seja recolhida coercivamente", na semana finda mudou de discurso e disse que as armas que estão fora do controlo do Estado em Moçambique não representam uma ameaça total à estabilidade do país. O maior partido da oposição respondeu ao Executivo que não iria entregar as armas que possui, escudando-se no Acordo de Paz de 1992, e avisou que “qualquer que seja a tentativa de desarmamento compulsivo para humilhar a Renamo terá uma resposta igualmente compulsiva e devastadora”. O Presidente Filipe Nyusi também já está disponível para "falar com quem quer que seja", enquanto Afonso Dhlakama permanece mudo e em parte incerta. Ler mais (@Verdade

Fonte: @Verdade - 23.11.2015

segunda-feira, novembro 23, 2015

Custo de vida aumenta em Moçambique

A seca prolongada e a queda do valor da moeda sul-africana face ao dólar aumentam o custo de vida em Moçambique, um país que depende largamente de importações de produtos básicos de consumo da África do Sul.
A presidente da Associação dos Empresários moçambicanos na África do Sul, Amélia Muthisse, apela para a redução de taxas aduaneiras de produtos de primeira necessidade em Moçambique.
Para Muthisse, o Governo pode aumentar taxas aduaneiras dos produtos de luxo, bebidas e cigarros, aliviando a carga fiscal em produtos básicos.

Moçambique vive “percalços” na sua democracia, diz UA

A União Africana (UA) admitiu hoje que Moçambique vive hoje "percalços e desafios" na sua democracia, devido à crise entre o governo e a Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) que afecta o centro do país. 
Em entrevista à Lusa, o embaixador da UA na ONU comentou deste modo o facto de a Renamo pretender governar nas províncias onde reclama vitória nas eleições de 15 de Outubro de 2014, sob ameaça de tomar o poder pela força.
"Não diria que Moçambique tem problemas democráticos. Chamo isso de processos democráticos. Muitas vezes ficamos admirados e insatisfeitos da forma como se avalia o continente africano” e “uma pequena situação em África é multiplicada por mil", criticou Téte António.

Crime organizado é ameaça à liberdade de imprensa em Moçambique – Ex-director do jornal Notícias

O ex-director de informação do Notícias, principal diário moçambicano, Rogério Sitoe considerou hoje em Maputo o crime organizado uma ameaça à independência editorial dos órgãos de comunicação social do país.

"Em Moçambique, há fartas evidências empíricas demonstrando que as ameaças à independência editorial, também determinantes para a limitação do pluralismo de opinião, podem vir tanto da interferência política, como da acção do poder económico e, igualmente, do crime organizado", afirmou Sitoe, durante a Conferência Nacional de Comunicação Social, Violência e Paz, promovida pelo Conselho Superior da Comunicação Social.

Sitoe apontou os obstáculos à liberdade de imprensa, quando apresentava o tema "Da independência editorial ao pluralismo de opinião".

domingo, novembro 22, 2015

STV NoiteInformativa 22 11 2015

Depois de a Frelimo chumbar a moção de censura ao governo

Renamo avança com comissão de inquérito para investigar emboscadas


Para não variar, a Frelimo deverá reprovar o novo pedido da bancada parlamentar da Renamo.

Numa clara demonstração de poder e musculatura político/parlamentar, a Frelimo decidiu chumbar, sem dó nem piedade, o projecto de moção de censura e reprovação das informações do governo, documento que tinha sido submetida pela bancada parlamentar da Renamo.

Em reacção e demonstrando um espírito de sobrevivência política, a bancada parlamentar da Renamo anunciou que vai avançar com uma proposta de criação de uma comissão de inquérito para averiguar as circunstâncias em que o seu presidente, Afonso Dhlakama, foi vítima de emboscadas militares, nos dias 12 e 25 de Setembro último.