terça-feira, outubro 27, 2015

Presidente da República do Congo reformula Constituição a seu favor

Pensando em se recandidatar às presidenciais em 2016, Denis Sassou-Nguesso chama população para um referendo. Oposição diz que resultado que dá vitória às autoridades é manipulado.

Os números que o ministro do Interior da República do Congo Raymond Mboulou anunciou nesta terça feira (27.10) não eram maus. Pelo menos para o Governo congolês, que quer mudanças na Constituição do país. Segundo Mboulou, 92% dos eleitores participaram no referendo do último domingo (25.10.) e a maioria votou a favor de mudanças. Mas a oposição acredita que houve falcatrua.

Bonaventure Mbaya, dirigente do partido oposicionista Convergência Cidadã comenta que os resultados do referendo é o que no passado “dizíamos que era à moda da União Soviética”. Com isso, ele quer dizer que são manipulados pelo Governo. “Para mostrar que os congoleses foram em massa votar. Mas não foi isso que constatamos”, complementa.

A opinião de Machado da Graça sobre Luaty Beirão vs o regime de Eduardo dos Santos

A opinião de Machado da Graça sobre Luaty Beirão vs o regime de Eduardo dos Santos

Olá, Julieta

Como vais tu, querida amiga? Os teus filhos estão bem? Espero que sim. Do meu lado está tudo normal, felizmente. Só que ando muito perturbado com aquilo que está a acontecer em Angola e que penso que estás a acompanhar. A estupidez, aliada à arrogância e à prepotência, transformou uma coisa que não era nada de politicamente relevante, nada que, de perto ou de longe, colocasse em perigo o regime político angolano, num escândalo enorme, internacional, com ondas de choque nas Nações Unidas e nos parlamentos brasileiro e português.

Uma pessoa de quem quase ninguém tinha ouvido falar, aqui há quatro meses, é hoje um nome presente em jornais dos quatro cantos do mundo. Luati Beirão, com a sua intransigente greve de fome, ganhou o respeito em todos os quadrantes e isso à custa do desprestígio, cada dia maior, do regime do Presidente José Eduardo dos Santos, visto como um sistema corrupto e ditatorial, disposto a manter o poder a todo o custo e passando por cima de quaisquer considerações humanitárias.

"Lei da Amnistia em Moçambique não foi feita de boa fé"

Especialista em políticas de violência e reconciliação critica forma como amnistia foi utilizada em Moçambique e defende que a criação de uma Comissão de Verdade "poderia resolver ódios entre a RENAMO e a FRELIMO".

Em Moçambique, há analistas que defendem que a falta de confiança entre a RENAMO e o Governo da FRELIMO dificulta o alcance de uma paz efetiva.


Um dos mecanismos mais utilizados para restabelecer a confiança entre as partes e promover a estabilidade política, após conflitos militares, é a amnistia. Que peso tiveram as amnistias concedidas no país? Moçambique precisa de uma Comissão de Verdade e Reconciliação?


Estas são algumas das perguntas que a DW África coloca ao especialista moçambicano em políticas de violência em África, leis de amnistia e reconciliação, Victor Igreja.


DW África: As amnistias foram um erro no caminho para alcançar a paz duradoura em Mocambique?

José Eduardo Agualusa: "Inicia um movimento pró-democracia em Angola"

Escritor diz que o caso de Luaty chamou a atenção para a democracia, mas o Presidente tem uma "frestazinha ainda aberta para encontrar uma saída airosa".

A suspensão da greve de fome do activista Luaty Beirão e a carta que ele escreveu aos companheiros “marcam o início de um movimento pró-democracia em Angola”, disse o escritor angolano José Eduardo Agualusa à VOA nesta terça-feira.
O autor de A Rainha Ginga, Barroco Tropical, Nação crioula, O ano em que Zumbi tomou o Rio, O vendedor de passados e As mulheres do meu pai, entre outras obras,  recusa qualquer ideia de rendição de Luaty e destaca o facto do caso “ter tido uma enorme repercussão em alguns círculos dentro de Angola”.
A nível internacional, Agualusa diz ter merecido um “impacto muito grande em lugares que não tinham grande conhecimento de Angola”, como por exemplo “no Brasil onde houve uma tomada de posição de importantes nomes da cultura brasileira”.

Luaty Beirão termina greve de fome

O activista angolano Luaty Beirão suspendeu nesta Segunda-feira, 26, a greve de fome iniciada a 21 de Setembro como forma de protesto por não poder aguardar em liberdade o julgamento dele e de mais 16 companheiros.
Na “Carta aos meus companheiros de prisão”, Luaty não indica a causa da sua decisão, mas considera que “a vitória já aconteceu” e diz querer voltar à prisão para assim “podermos falar a uma só voz”.
Depois de lembrar a detenção e as privações nas prisões, regozija-se com o facto de “pessoas da nossa sociedade, que lutaram pelo nosso país e viveram o que estamos a viver,  saírem da sombra e comprometerem-se em nossa defesa, para que a História não se repita”.

segunda-feira, outubro 26, 2015

Personalidades cabo-verdianas pedem libertação de ativistas angolanos

Um grupo de personalidades cabo-verdianas ligadas à cultura e ativistas sociais endereçou uma carta aberta ao Presidente José Eduardo dos Santos, exigindo a libertação de jovens ativistas angolanos presos desde junho por alegada co-autoria material de crime de atos preparatórios de rebelião e atentado contra o chefe de Estado angolano, soube a PANA, segunda-feira, na cidade da Praia de fontes seguras.

“Tal como no passado, aquando do encarceramento de então jovens angolanos anticolonialistas no Campo de Concentração de Tarrafal (Cabo Verde), na sequência dos acontecimentos de 4 de fevereiro de 1961, nós os signatários da presente carta, imbuídos do espírito humanista e em respeito pela relação histórica entre Cabo Verde e Angola, exigimos a libertação imediata dos 15 jovens presos políticos angolanos”, diz a carta divulgada  através das redes sociais.

Zanzibar opposition party claims victory, raising tensions


An opposition party in the island archipelago of Zanzibar declared victory in a presidential election here even as official tallying continues, raising tensions as mainland Tanzania awaits official poll results.

Maalim Seif Hamad of the Civic United Front party announced Monday that he had won the Zanzibar presidential election, saying he beat his rival, Ali Mohamed Shein of Tanzania's ruling party, with more than 52 percent of the vote.

"Our supporters know we have won. They have gathered to celebrate. They have been extremely patient and it would be counterproductive to attempt to trick them out of their moment," he said in a statement. "For those who have still not come to grips with this reality, and still think there are ways of fabricating a different outcome, we would like you to know that it is over."

He urged Tanzanian President Jakaya Kikwete "to facilitate a smooth transition and not to allow Zanzibar to descend into chaos." Read more

domingo, outubro 25, 2015

Ataques a Dhlakama são uma sabotagem a Nyusi – Africa Confidential

O desarmamento à força e fora do quadro negocial da guarda do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, no dia 09, e os incidentes envolvendo a sua caravana, no dia 25 de Setembro, cuja participação as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas assumiram, e no dia 12 de Setembro, ainda não esclarecidos, podem ser obra de uma facção mais radical da Frelimo, partido no poder em Moçambique, decidida a torpedear a autoridade do Presidente da República e líder da organização,

Filipe Nyusi, analisa a Africa Confidential (AC), uma publicação de análises sobre a situação em África, com sede no Reino Unido.

No seu último apontamento sobre Moçambique, a AC cita fontes que consideram que os três últimos episódios devem ter sido gizados para envenenar as perspectivas de negociações entre Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, com o desiderato de impedir que o chefe de Estado faça concessões ao principal partido da oposição moçambicana.

Polícia mata um cidadão, e fere outros quatro, que exercia direito à greve na multinacional Matanuska em Monapo

Um cidadão foi atingido mortalmente nesta quarta-feira, e outros quatro ficaram feridos, por balas reais disparadas por agentes da Polícia da República de Moçambique(PRM) que foram chamados para intimidar os trabalhadores da empresa Matanuska, no distrito de Monapo, em Nampula, que realizavam uma greve pacífica reivindicando aumento dos salários mínimos que auferem.
Adelino Manuel, director distrital dos Serviços de Agricultura em Monapo, relatou ao jornal Notícias que na manhã da última quarta-feira os cerca de dois mil e quinhentos trabalhadores da empresa Matanuska, vocacionada à produção de banana, amotinaram-se quando se aperceberam da chegada do dono da empresa para exigir aumento salarial dos actuais 3.183 meticais, salário mínimo definido pelo Governo para o sector da Agricultura, para cinco mil.

Congo vota hoje alterações à Constituição para permitir ao Presidente ficar no poder

O Congo referenda hoje um projecto de alteração constitucional destinado a eliminar os obstáculos legais a uma recandidatura do presidente Denis Sassou Nguesso, 71 anos e há 30 no poder.
A actual Constituição congolesa limita o número de mandatos presidenciais sucessivos a dois e a idade máxima dos candidatos a 70, critérios que Nguesso não cumpre.
Com vista às eleições previstas para 2016, os congoleses devem agora pronunciar-se sobre a possibilidade de “renovar duas vezes” o mandato presidencial e de anular o limite de idade dos candidatos.
Nguesso foi presidente entre 1979-1992, sob o sistema de partido único, regressou ao poder em 1997 depois de uma guerra civil e foi eleito em 2002 e reeleito em 2009, em eleições contestadas pela oposição.
Agora, e à semelhança de uma série de outros dirigentes africanos – José Eduardo dos Santos (Angola), Abdelaziz Bouteflika (Argélia), Robert Mugabe (Zimbabué), Pierre Nkurunziza (Burundi), Ismaël Omar Guelleh (Djibuti), Paul Biya (Camarões), Yoweri Museveni (Uganda), Idriss Deby Itno (Chade) e Gnassingbé Eyadéma (Togo) -, Nguesso optou por adaptar as regras.

STV NoiteInformativa 24 10 2015 : Após emboscadas e invasão de domicílio, Nyusi defende outro “processo”



“Como disse, o processo não parou. E não gostaria até de continuar a falar muito para a imprensa o que é que está a acontecer porque muitas vezes é o que anda... sente-se até alguns políticos estão a emergir agora, estão a surgir, e aproveitam do silêncio, talvez, das duas partes – digo mesmo das duas partes, incluindo a do governo, não é, e a outra parte – para poder aparecer com ideias que, algumas nem sequer são exequíveis. Mas pronto, todas as ideias são ouvidas. Nós temos que capitalizar aquilo que as pessoas pensam.
É nossa intenção envolver todas as sensibilidades, não bipolarizarmos o diálogo sobre a paz porque se calhar é essa falha que não está a ajudar muito a sairmos disso. E ficam donos desse processo. Criam-se donos em Moçambique. Não deve haver donos desse processo. E há pessoas que ficam só à espera para que um grupo resolva ou então a observar se resolveram mal, ou resolveram bem. E colocar na situação, por exemplo, do presidente da Renamo como numa posição de fraqueza quando querem ridicularizá-lo. Não tem que ser esse o processo. O processo agora tem que ser mesmo nós discutirmos o que temos que fazer.
Eu recebi duas cartas do bispo emérito de Xai-Xai. Recebi também uma carta assinada por uns quatro ou seis bispos a partir da Beira. E estamos a trabalhar nisso, e já estamos a estabelecer contactos. E eu sei que aquilo que estamos a fazer ou – não duvidem – o que está a acontecer no processo de diálogo o próprio presidente da Renamo, Presidente Dhlakama, sabe o que está a acontecer.
É que há muito oportunismo agora. Agora toda a gente sabe pacificar, toda a gente sabe pensar e muitas vezes agitam e não ajudam o sistema. Então para isso nós temos que nos concentrar; não estamos a dormir, as coisas estão a andar.”

Transcrito por João Cabrito

sábado, outubro 24, 2015

ONU insta à libertação imediata dos ativistas detidos em Angola

O relator especial das Nações Unidas para os Defensores de Direitos Humanos, Michel Forst, instou esta sexta-feira, 23 de outubro, o Governo angolano a libertar os ativistas que estão detidos desde junho em Angola, numa declaração coassinada, entre outros peritos de topo da ONU, pelo relator especial para a Liberdade de Expressão e de Reunião, Maina Kiai, e pelo relator especial para a Promoção e Proteção da Liberdade de Expressão, David Kaye. A contribuição do Governo português para agilizar a visita do relator especial para a Liberdade de Expressão a Angola foi, aliás, um dos pedidos apresentados pela Amnistia Internacional Portugal na reunião desta quinta-feira com o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete. Ler mais

sexta-feira, outubro 23, 2015

E quem é o culpado senhor Ministro Ntumuke?

Afinal o Ministro de Defesa Atanásio Ntumuke também duvida dos jovens que se apresentaram como antigos guerrilheiros da Renamo e sobretudo por dizerem que são oficiais?
A lideranca da Renamo tem alguma culpa nisso? Quem os patenteia ou patenteou como oficiais não foram os senhores Graça Chongo e Khalau?

Escute as palavras do Ministro da Defesa AQUI

quinta-feira, outubro 22, 2015

Vice-Comandante Geral da Polícia Viola a Lei de Probidade Pública e Comete Crime de Peculato de Uso

O Vice-Comandante Geral da Polícia, José Weng San, violou a Lei de Probidade Pública e o Código Penal, simultaneamente, incorrendo por conseguinte em responsabilidade criminal, ao ter permitido que uma viatura da Polícia da República de Moçambique (PRM) transportasse um empregado seu para a cidade de Chimoio, Província de Manica sua terra natal, em virtude de ter perdido a vida na sua residência em Maputo, na semana passada.  Ler mais

MDM acusa Governo de ter “apetite para matar”

O Movimento Democrático de Moçambique juntou-se ao coro de críticas que condena as duas emboscadas executadas pelas forças governamentais contra o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama e o assalto à sua residência na Beira. Lutero Simango, chefe da bancada do MDM, disse ontem no parlamento que os incidentes de Manica e da Beira são inaceitáveis em democracia e revelam que a reconciliação é quase inexistente. “Os incidentes organizados em Manica e na Beira mostram o apetite que existe em matar.”

O MDM criticou o uso da violência como instrumento do exercício da política. No seu discurso, o chefe da bancada parlamentar do MDM solidarizou-se com as famílias que perderam os seus parentes em diferentes incidentes militares.

Há relatos sobre vários jovens das Forças de Defesa e Segurança que perderam vida nas matas, na empreitada de caça a Afonso Dhlakama. Os corpos não foram entregues aos familiares e apodreceram nas matas, tendo o governo optado por ocultar tais mortes.

“Basta de usarem os nossos jovens como comida para canhões, levando muitos a mortes ocultadas nas matas deste país. Essas matas não devem servir de túmulo clandestino dos nossos jovens, devem ser locais de produção de comida para acabar com a malnutrição crónica a que estão sujeitas milhares e milhares de crianças. As nossas matas devem ser transformadas em locais de rendimento económico e não em cemitérios clandestinos”, disse Lutero Simango.

Fonte: CANALMOZ – 22.10.2015

Disputa eleitoral acirrada na Tanzânia

"Batalha de titãs" marca eleição presidencial polarizada entre o candidato do partido no poder e ex-primeiro-ministro que juntou-se à oposição. País teme violência com possível ameaça de manipulação de resultados.

A acirrada disputa eleitoral na Tanzânia ameaça a estabilidade num dos países mais pacíficos de África. Nas eleições gerais marcadas para este domingo (25.10), oito candidatos concorrem à presidência, entre eles, uma mulher, algo inédito na história política do país.

Os principais adversários são John Magufuli, candidato do partido no poder, o CCM (Chama Cha Mapinduzi), e o ex-primeiro-ministro Edward Lowassa, lançado por uma coligação oposicionista. Os discursos de ambos têm sido marcados pelo combate à corrupção.

Órgão da Frelimo condena Igreja por criticar invasão à casa de líder da oposição

A Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), afecta à Frelimo, partido no poder em Moçambique, condenou hoje o posicionamento do arcebispo da Beira, que criticou a invasão à casa do líder da oposição. 

"D. Cláudio Zuanna perdeu a oportunidade de ficar calado ao procurar defender cegamente a Renamo [Resistência Nacional Moçambicana, maior partido da oposição]", disse Fernando Faustino, secretário-geral da ACLLN, citado hoje pelo diário Notícias.
"D. Cláudio Zuanna perdeu a oportunidade de ficar calado ao procurar defender cegamente a Renamo [Resistência Nacional Moçambicana, maior partido da oposição]", disse Fernando Faustino, secretário-geral da ACLLN, citado hoje pelo diário Notícias.

Moçambique tem sistema político esgotado

O analista político João Pereira duvida que o documento seja aprovado, mas defende que o Parlamento "devia alargar o debate além das forças representadas no Parlamento", para dessa forma se analisar de forma mais ampla "qual é a questão de fundo que está por trás da proposta da RENAMO e discutir-se qual é a natureza do Estado e do sistema político que é preciso para Moçambique, tomando em consideração o novo contexto social, económico e político".

João Pereira considera que a atual proposta da RENAMO é idêntica na essência ao projeto de criação de autarquias provinciais que foi chumbado pelo Parlamento em abril último. A questão de fundo dos dois documentos é a descentralização efetiva ou autonomia das províncias.

No entanto, o líder da RENAMO, Afonso Dlhakama, insiste que se trata de uma "proposta de alternância a que tudo o que já aconteceu e que a FRELIMO andou a rejeitar."

O anterior projeto de lei de autarquias provinciais foi chumbado pelo voto maioritário do partido no poder, a FRELIMO, argumentando que estava ferido de inconstitucionalidade e que poderia perigar a unidade nacional.

quarta-feira, outubro 21, 2015

Representantes da UE reúnem-se em cadeia de Luanda com activistas detidos

Representantes diplomáticos de embaixadas de países da Europa em Luanda, incluindo de Portugal e da União Europeia, reuniram-se hoje, no hospital-prisão de São Paulo, na capital angolana, com 14 dos activistas que se encontram desde Junho em prisão preventiva.

A reunião, explicou a chefe da secção política da Delegação da União Europeia em Angola, a portuguesa Joana Fisher, surge na sequência de encontro idêntico, no sábado, com o 'rapper' e activista luso-angolano Luaty Beirão, neste caso numa clínica de Luanda, onde se encontra a cumprir greve de fome, ao fim de 31 dias.

PARTIDO CHADEMA SUBMETE QUEIXA CONTRA JAKAYA KIKWETE

O Chadema, o maior partido da oposição na Tanzânia, submeteu uma queixa contra o Presidente da República, Jakaya Kikwete, junto ao Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, acusando-o de estar a intimidar os seus apoiantes.

Esta acusação surge pelo facto de o Presidente tanzaniano ter advertido que os eleitores que insistirem em permanecer junto as urnas, depois de depositarem o seu voto, serão confrontados pelas forças de defesa e segurança.

Nos últimos dias, o Chadema tem estado a instigar os seus membros e simpatizantes para permanecerem junto das urnas até o término da contagem como forma de tentar impedir a ocorrência de possíveis fraudes.

O Chadema, um acrónimo que na língua Swahili significa Partido Democrático, diz ter submetido a mesma queixa junto a Commonwealth, União Africana e ao Tribunal Internacional de Haia, solicitando a sua intervenção face as declarações de Kikwete, proferidas a 16 do mês corrente na cidade de Dodoma, quando exortou os eleitores a não obedeceram as ordens daquele partido de se manterem junto das urnas depois da votação.

A história repete-se: Integração de supostos soldados da Renamo nas FDS

Nos anos 80 fez-se o mesmo e deu no que deu. Será que agora vai ser o contrário?



Integração de supostos soldados da Renamo nas FDS

Renamo fala de falta de seriedade governamental

Nos últimos tempos, o governo moçambicano tem estado a publicitar a integração, nas Forças de Defesa e Segurança (FDS), de supostos elementos da força residual da Renamo, sob pretexto de que se está a dar seguimento ao acordo de cessação das hostilidades assinado a 5 de Setembro do ano passado. O acordo, recorde-se, foi assinado entre o antigo Presidente da República, Armando Guebuza e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

Desde a assinatura do acordo, 15 supostos guerrilheiros da Renamo foram integrados, em ocasiões diferentes, nas Forças de Defesa e Segurança, ou seja, na Polícia da República de Moçambique e nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

As cerimónias de integração dos supostos membros da Renamo apresentam características particulares, a exemplo de os supostos guerrilheiros denunciarem as condições adversas que se vive na mata, acusarem o líder da Renamo de falta de seriedade, reclamarem o facto de as suas vidas estarem paradas no tempo e ainda o facto de terem fugido de supostos locais de aquartelamento ou concentração para posterior processo de reintegração.

Outra característica é que ao chegar nas FDS os supostos membros da Renamo são imediatamente patenteados a oficiais. Não se conhecem, contudo, os reais critérios usados pelas chefias das FDS para o patenteamento dos desertores da Renamo.

Refugiados moçambicanos no Malawi com futuro incerto por fecho de campo

O Governo do Malawi planeia fechar o campo de refugiados onde vivem 140 moçambicanos que fugiram do país após os recentes combates entre forças governamentais e da oposição da Renamo, noticiou hoje a "Voice of America". 
Os moçambicanos começaram a entrar no país no início de Julho, quando cerca de 775 pessoas procuraram refúgio depois de combatentes da Renamo terem realizado dois ataques na província moçambicana de Tete.
Nos últimos dias, enquanto o conflito se intensificava, chegaram mais de 150 moçambicanos da província Zobue, onde se suspeita que a Renamo tem forte implantação.
Estas pessoas têm procurado abrigo no Campo de Refugiados de Luwani, onde já estão cerca de 140 moçambicanos, mas os pedidos têm sido recusados porque o campo vai ser fechado devido à falta de fundos.

terça-feira, outubro 20, 2015

Igreja católica quer mediar no conflito em Moçambique

Os bispos católicos moçambicanos dizem ter ficado preocupados com o cerco das forças de segurança à casa do líder do maior partido da oposição, a RENAMO, no passado dia 9 de Outubro. Na ocasião foi desarmada a guarda pessoal de Afonso Dhlakama.

Numa conferência de imprensa, em 15 de outubro, o arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, referiu, no entanto, que há que pôr fim à proliferação de armas no país: "Os partidos ou grupos que confiam nas armas para resolver ou para impor a sua razão, já estão do lado daquele que vai perder. É preciso, com certeza, fazer um trabalho, para convencer que as armas não podem estar espalhadas no país nas mãos de qualquer cidadão".

"Dhlakama quer dialogar"

Dom Cláudio Dalla Zuanna foi um dos mediadores que foi à casa de Afonso Dhlakama, durante o cerco das forças de segurança. No domingo passado (11.10), Zuanna visitou o líder da RENAMO, tendo Dhlakama reiterado a vontade de resolver os diferendos políticos através do diálogo.

"Foi uma conversa tranquila. Vi um homem tranquilo. Ele continua a afirmar o seu desejo de um diálogo, que seja um diálogo construtivo, um diálogo sobre assuntos concretos, sobre tentar enfrentar algumas questões práticas. Isto é o que ele afirmou", disse o arcebispo.

Carta ao Presidente

Fraudes na Educação e corrupção na Saúde: antigos problemas sem solução

Os discursos dos ministros da Saúde e da Educação e Desenvolvimento Humano, após o conhecimento dos casos de corrupção e fraudes, respectivamente, demonstram que não existem medidas visando combater este fenómeno nos respectivos sectores, embora ambos reconheçam que estas práticas já são bastante antigas nas instituições referenciadas. O que se deve ainda questionar é que, sabendo-se da existência destas tendências, o que foi feito ao longo dos anos com vista a mitigar a sua ocorrência? Que medidas concretas foram tomadas e assumidas? Ler mais (@Verdade)

Nota: A solução passa por nomeação de corpos directivos de quadros íntegros, idóneos, com alto sentido moral e ético e não por reconhecimento de se ser trafulha como acontece desde os meados de 80 com a introdução da economia do mercado. O que aconteceu de facto, e sobretudo na educação onde melhor conheço é que passou-se a nomear para a direcção aquele que mostrasse a capacidade de surripiar parte do orçamento do estado os donativos das ONGs alocados à sua instituição e canalizando parte do furto aos que o nomearam e eventuais padrinhos. Depois da introdução de eleições multipartidárias a trafulhice estendeu-se à fraude eleitoral que até é aplicável dentro do processo de eleições internas no partido no poder há 40 anos. 

segunda-feira, outubro 19, 2015

Angola nomeia embaixador para contrapor "calúnias e difamações"

O Presidente José Eduardo dos Santos empossou o professor universitário e especialista em relações internacionais António Luvualo de Carvalho no cargo de Embaixador Itinerante para as Questões Políticas.
O posto foi criado por despacho presidencial interno de 30 de Setembro.
Ao justificar a criação do cargo, Santos diz que “as instituições públicas e privadas da República de Angola, bem como os seus dirigentes têm sido alvo de calúnia e difamação, quer a nível interno por parte de alguns partidos políticos, quer sobretudo, a nível externo por parte de organizações não governamentais, de certa imprensa e meios de comunicação social e de outras instituições”.

domingo, outubro 18, 2015

Vigília e marcha de solidariedade aos presos políticos em Angola

Em Portugal e Cabo Verde já se realizaram ou se realizam vigílias e manifestações de solidariedade aos presos políticos em Angola, Luaty Beirão,  Benedito Jeremias, Afonso Matias “Mbanza Hamza”, Hitler Jessy Chiconde e Albano Bingobingo, entre outros. Leia aqui e aqui leia também aqui

A pergunta é quando que nós moçambicanos vamos aderir ao movimento de solidariedade para com os nossos irmãos angolanos?

sexta-feira, outubro 16, 2015

Luaty Beirão: o filho "ingrato" do regime angolano?

O ativista luso-angolano Luaty Beirão está em greve de fome há 26 dias, para protestar contra a sua detenção ilegal. A cada dia piora o seu estado de saúde. Quem é Luaty Beirão, que muitos descrevem como herói?

Na quinta-feira (15.10), Luaty Beirão foi transferido do hospital-prisão de São Paulo para uma clínica privada em Luanda. O músico faz parte do grupo de 15 ativistas detidos desde 20 de junho, acusados de preparação de uma rebelião e de um atentado contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

"Um dia, quando os meus filhos me perguntarem quem foi Luaty, direi que foi um herói que vi a lutar pela causa justa do povo angolano". A frase é de um ouvinte da DW África, mas reflete a opinião de muitas outras pessoas, que vêem no ativista de 33 anos um símbolo da resistência ao regime angolano.

quinta-feira, outubro 15, 2015

MDM quer que governador provincial seja proposto pelo partido vencedor nessa província

O debate sobre a descentralização e desconcentração de poderes continua em voga no país. A bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique na Assembleia da República publicou na sua página oficial na rede social Facebook um leque de “hipóteses adicionais” para o debate da descentralização, tendo como base o projecto das autarquias provinciais proposto pela Renamo.

Numa das hipóteses, o MDM sugere que o partido vencedor em determinada província seja esse mesmo partido a propor “três nomes para candidatos a governador provincial”.

Arcebispo da Beira condena uso da violência no país

O Arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuana, disse esta quinta-feira  que o uso de violência para resolver as diferenças entre pessoas ou partidos políticos em nada favorece para o alcance da paz e da reconciliação nacional.
O arcebispo da Beira repudiava, desta forma, os momentos de tensão vividos na Beira na passada sexta-feira, onde ele foi um dos intervenientes do caso que culminou com o desarmamento de seguranças de Afonso Dhlakama, líder da Renamo

Fonte: O País – 15.10.2015

Mediadores de "mãos atadas" para resolver crise em Moçambique

O cerco à casa do líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, que teve lugar na cidade da Beira na semana passada, poderia ter resultado num conflito armado de maiores dimensões, considera o analista Silvestre Baessa.
Caso os mediadores da crise moçambicana não tivessem estado na cidade da Beira no dia do cerco à casa do líder da RENAMO, na passada sexta-feira (10.10), a crise militar teria assumido dimensões mais graves, diz Silvestre Baessa.

Em entrevista à DW África, o especialista em boa governação lembra que o papel destas figuras não está muito claro, mas a garantia de segurança dada por eles a Afonso Dhlakama foi posta em causa com o cerco das forças policiais. Ler mais (DW)

segunda-feira, outubro 12, 2015

Yá-Qub Sibindy interpela ao Francisco José Narciso

Por Yá-Qub Sibindy

Meu caro José Francisco Narciso! O Estado não é um partido político ou associação de qualquer índole, que toma decisões vinculativas ao seu grupo!

O Estado é uma instituição de alto relevo numa Sociedade! O ESTADO não pode si induzir a erros, sob o protexto de reprimir qualquer Ilegalidade, fora dos parametros legais!

O Estado não pode imitar atitudes ilegais protagonizadas pelos seus adversários políticos ou não, que têm como objectivo empurrar a reacção do Estado para fora das balizas constitucionais! Pois muitas das vezes essa tem sido a táctica bem deliberada da oposição para armadilhar o Estado e ganhar pontos políticos!..

1 - Às armas que Dlhakama, detinha não as adquiriu no mercado negro! Ele detinha essas armas à cobertura dos Protocolos do AGP;

Renamo diz que desarmamento da guarda do seu líder agudiza desconfianças com o Governo

A Renamo, principal partido de oposição, considerou hoje que o desarmamento da guarda do seu líder, Afonso Dhlakama, pode agudizar as desconfianças entre o movimento e o Governo, defendendo soluções práticas para o bem do país. 
"Esta atitude [desarmamento dos seguranças de Afonso Dhlakama], em si, demonstra a falta de seriedade pela parte do Governo, que pode agudizar as desconfianças que existem entre nós", disse, em conferência de imprensa, em Maputo, o porta-voz da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), António Muchanga.
Face ao ocorrido na sexta-feira, prosseguiu Muchanga, a Renamo exige que o seu líder seja protegido por uma força conjunta constituída por membros do braço armado do movimento e forças de defesa e segurança moçambicanas.

RÁDIO MOÇAMBIQUE DEVE GARANTIR LIBERDADE DE IMPRENSA: NYUSI

O Presidente da República, Filipe Nyusi, defende que a Rádio Moçambique (RM), emissora nacional, deve ser a garantia dos cidadãos do direito a liberdade de imprensa e portar-se pelo rigor e objectividade no exercício da sua actividade profissional.

Falando durante as comemorações alusivas ao 40º aniversário da fundação da Rádio Moçambique, Nyusi insistiu que a rádio é um serviço público que serve a todos os cidadãos, pelo que “não tem que, em nenhum momento, descriminar a nossa sociedade, seja sob que pretexto for”.

O serviço público da RM, disse o Presidente, “tem que ser a garantia dos cidadãos do exercício do direito a informação e a liberdade de imprensa, da independência, bem assim da autonomia dos profissionais do sector”.

Referiu que, a par de outros órgãos de informação, igualmente do sector público, a RM deve adicionalmente a portar-se pelo rigor e objectividade no exercício da actividade profissional na área de imprensa.

Dirigentes moçambicanos lideram missões de observação eleitoral na Tanzânia

O ex-Presidente Armando Guebuza vai chefiar a equipa de observadores da União Africana às eleições do próximo dia 25 na Tanzânia e o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicano liderará a missão da SADC ao escrutínio.

Segundo a imprensa, Guebuza vai juntar-se ao antigo chefe de Estado da Nigéria Goodluck Jonathan, que dirigirá por seu lado a missão de observação eleitoral da Commonwealth, comunidade dos países de expressão inglesa.

Em comunicado enviado à Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique informa que o chefe da diplomacia moçambicana, Oldemiro Baloi, vai dirigir a missão de observação eleitoral da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Baloi vai exercer a função na qualidade de presidente do Comité Ministerial do Órgão da SADC para a Cooperação Política, Defesa e Segurança.

sábado, outubro 10, 2015

DA ACÇÃO DO DIA 9 DE OUTUBRO

Sobre a aquela accão do dia 9 de Outubro, na zona e residência de do Presidente da Renamo, poço e devo dizer que há bem que vem do mal. Assim:

- Aquela acção conseguiu unir os moçambicanos de bem independentemente da cor partidária;
- Aquela acção conseguiu isolar os moçambicanos de mal, também independentemente da cor partidária, mas notório para os só olham no seu umbigo;
- Aquela acção revelou os verdadeiros mediadores. Mediadores que procuram uma paz duradoura, que procuram pilares sólidas para a construção de um verdadeiro estado de direito;
- Aquela acção revelou o sentimento de muitos mocambicanos tanto nas redes sociais, como no terreno lá na Beira;
- Aquela acção derrotou os que imaginavam num Afonso Dhlakama débil e consequentemente, muitos moçambicanos débis.
- Aquela accão realizou o meu sonho, pois que fortaleceu a causa. O caminho está aberto para uma oposição forte.
- Aquela acção fez-me mais uma vez em acreditar no futuro.
- Aquela acção fez calar os G40 e que se não fosse por respeito que nutro com alguns lá, eu usaria a expressão que o Filimão Suazi usou para expressar no que sentimos sobre eles.

- Aquela acção revelou a violação do AGP por parte da Frelimo. Vimos um polícia bazuqueiro e em plena cidade da Beira. Polícia com material pesado de guerra??? Com certeza, a Assembleia da República, a sociedade civil, nós todos já temos o que exigir. Onde está o limite entre a acção policial e a acção militar?

Calma regressa à Beira um dia após cerco policial à casa de Dhlakama

A cidade da Beira, Sofala, acordou hoje calma um dia após o cerco e a invasão policial à casa do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, mas em alerta para ameaças de manifestações de protesto contra o incidente. 
"Quando a Polícia saiu, os moradores [que tinham sido retirados minutos antes da operação policial] começaram a voltar às casas. Toda a noite não houve agitação e até agora a vida voltou ao normal", disse à Lusa Ladinho Carvalho, um vizinho do presidente da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana).
Hoje de manhã, o movimento era normal na rua da casa de Afonso Dhlakama, no bairro das Palmeiras, na segunda maior cidade de Moçambique, após a operação policial que alegadamente visava desarmar a guarda do líder da Renamo.

sexta-feira, outubro 09, 2015

STV Cerco e declaracoes de Dhlakama 09 10 2015

STV Dhlakama acontecimentosBeira 09 10 2015

Em países a polícia pode portar armas pesadas como bazuka?

 A UIR, um ramo da PRM, na Beira (09.10.2015). Foto do Canalmoz


Armas pesadas com guardas pessoais do Presidente da Renamo?

Deixem-me entender, o jornalista da TVM, Emmanuel Langa, diz a TVM que haviam armas pesadas na residência de Afonso Dhlakama. Onde estão essas armas nesta imagem? 

Fonte: Canalmoz - 09.10.2015

É verdade isto? E se for, que ilação?

Saída humilhante e embaraçosa para o Arcebispo dos Libombos, Dom Dinis Sengulane. Enquanto Dom Dinis deixa a residência de Dhlakama, o povo grita: "traidor, traidor, traidor". Nalgum momento a população não quis deixa-lo sair. Alguns elementos da Renamo tiveram de intervir.


Fonte: Canalmoz - 09.10.2015

Momento de euforia na Beira

Momento de grande euforia. Dhlakama sai para saudar a população e o povo vai à loucura. "Dhlakama, amigo, o povo está contigo" a canção sobe de tom. Jovens nas árvores e por cima de viaturas. Loucura total! Dhlakama só disse uma frase: "Obrigado e muito obrigado, agora estou a pedir ir descansar. Viva a democracia". A população vibra.

Fonte: Canalmoz - 09.10.2015

Invasão da casa de Dhlakama "é inaceitável”, diz Daviz Simango

O líder do MDM, terceiro maior partido, Daviz Simango, considerou inadmissível a invasão pela polícia da casa do presidente da Renamo, na Beira, principal partido da oposição, Afonso Dhlakama, comparando o cerco à residência a uma prisão domiciliária.

"Isto é uma prisão domiciliária e não é admissível num estado de direito, não há nenhum mandado, que eu saiba, do tribunal ou da procuradoria, não encontramos isso, não há evidências desses mandados", afirmou Simango, em declarações aos jornalistas, à saída da residência de Dhlakama, que foi hoje alvo de uma operação policial.
O líder do MDM (Movimento Democrático de Moçambique) criticou a detenção dos membros da guarda do líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) na referida operação, na província de Sofala defendendo que a desmilitarização do contingente militar da Renamo não deve ser feita à força.

quinta-feira, outubro 08, 2015

STV Dhlakamasaideparteincerta 08 10 2015

Afonso Dhlakama reaparece após duas semanas em parte incerta

O líder da RENAMO Afonso Dhlakama, reapareceu esta quinta-feira (08.10) na Gorongosa, centro de Moçambique, após ter desaparecido há quase duas semanas.

No início da tarde Afonso Dhlakama saiu das matas da Gorongosa, na zona de Macucuá, e se apresentou aos jornalistas e observadores convidados pela RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana) para assistir ao reaparecimento público do líder da oposição.


O líder do principal partido da oposição em Moçambique limitou-se a agradecer a presença dos convidados, referindo que, após o incidente do dia 25 de setembro em Gondola, província de Manica, percorreu dezenas de quilómetros a pé pelo planalto e atravessou o rio Púnguè até à região da Gorongosa, província de Sofala.

"Mando uma mensagem para o povo. Contem comigo, não iremos desistir por temer a morte. Não tenho medo de morrer, para mim, já morri", afirmou Dhlakama, numa breve declaração aos jornalistas, acrescentando que a Renamo vai continuar a trabalhar e afastando qualquer vontade de vingança.

Homens da FIR vivem extorquindo aos passageiros

Os homens da ex-Força de Intervenção Rápida(FIR), agora Unidade de Intervenção Rápida(UIR), estacionados no posto de controlo de Nampevo, ao longo da Estrada Nacional nr 1, vivem extorquindo cidadãos, sobretudo passageiros, que se fazem naquele troço.
Segundo viveu de perto a nossa equipa de Reportagem que seguia numa viatura na tarde do passado dia (01), sexta-feira, tudo tem acontecido quando os homens da FIR orientam as viaturas a terem que parar e os passageiros todos descerem e depois dai, são exigidos documentos de identificação individual.
Fonte: Diário da Zambézia - 06.10.2015 Ler também aqui

quarta-feira, outubro 07, 2015

OFICIAIS DA RENAMO INTEGRADOS NAS FORÇAS DE DEFESA E SEGURANCA

Três oficiais da Renamo, o maior partido da oposição no país, abandonaram a ala militar daquele antigo movimento rebelde, liderado por Afonso Dhlakama, para integrarem as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FDS).

Trata-se de António Barroma, Anselmo Goba e Santos Daniel, todos naturais da província central de Sofala, que há dois meses se encontravam na cidade de Maputo, capital moçambicana, aguardando pela sua efectiva integração nas fileiras da Polícia da República de Moçambique (PRM), facto que ocorreu formalmente nesta terça-feira.

Ainda recorrem-se a generais de reservas para missões diplomáticas?

Nota: Não sei. Será que Mocambique ainda não produziu diplomatas de carreira e tem que recorrer generais na reserva? Não será disto que as embaixadas de Mocambique continuam células da Frelimo?

AIM: PAULINO MACARINGUE NOVO ALTO-COMISSÁRIO NA ÁFRICA DO SUL

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou esta quarta-feira o general na reserva Paulino Macaringue para ocupar o cargo de Alto-Comissário de Moçambique junto da África do Sul, refere um comunicado de imprensa da Presidência enviado a Redaccão da AIM.

Macaringue substitui Fernando Fazenda que foi exonerado do cargo, nesta quarta-feira, através de um outro despacho assinado pelo estadista moçambicano.

De 2008 à 2013, Macaringue ocupou o cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, antes de passar à reserva em Fevereiro de 2014.

Fonte: AIM - 07.10.2015

domingo, outubro 04, 2015

STV OpiniaoPublica 02 10 2015

Educação denuncia professores e alunos drogados em Nampula

Cerca de cinco mil e duzentos alunos e mil professores, cuja lista dos nomes é bastante extensa para ser arrolada, conforme os números sugerem, foram interpelados, este ano, a consumirem cocaína, soruma, tabaco e bebidas alcoólicas em plena actividade escolar, em diferentes instituições de ensino da província de Nampula.
Na verdade, foram no total 6.392 consumidores de diversas drogas e álcool, entre alunos, professores e pessoal não docente, alguns dos quais com processos disciplinares e criminais instaurados pelos estabelecimentos de ensino que frequentavam e já em tramitação nas entidades competentes.
Estes dados constam de um documento sobre a “saúde escolar, álcool e drogas nas escolas, género e desporto” a ser apresentado no Primeiro Conselho Coordenador da Direcção Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano, que decorre desde quinta-feira (01) em Nampula.

Declarações de Dhlakama no local da emboscada à LUSA em 25.09.2015(gravação completa)

Declarações de Dhlakama no local da emboscada à LUSA em 25.09.2015(gravação completa)

sexta-feira, outubro 02, 2015

Sobre a Reintrodução de guias de marcha proposta por tal jovem jornalista (reedição)

Parece-me ser muito fácil manisfestar o desconhecimento da Frelimo por mais que se faça de membro desse partido. Andar por aí a propôr a reintrodução de guias de marcha é simplesmente uma revelação de desconhecimento de que ali há estrategas que esboçam tudo para se salvaguardarem no presente e no futuro. Talvez depois da passagem desses estrategas será possível assistir decisões não acauteladas como as do jovem que propõe a reintrodução de guias de marcha.

Sei que não reflectir bastante sobre o que os gurus da Frelimo estão a arrumar para “the next episode” algumas vezes tem sido a grande fraqueza dos partidos da oposição, mas duvidava que alguns dos ou muitos jovens que militam naquele partido, tenham mais problemas nisso.

Ora, sabe esse que roga a reintrodução de guias de marcha de como, quando e porquê elas foram banidas? Não seria melhor que estudasse a história para entender?
Näo seria bom que esse jovem e outros reflectissem sobre porque a Frelimo abandonou o política das aldeias comunais, da lei de chicotadas, da pena de morte, da reintrodução de regulados, os ditos centros de reeducação, dos princípios que regeu para a Constituição da República de 1990, de decretos sobre amnistia, de criação de leis bonitas, mesmo que ela não própria não as cumpra?

Feliz ou infelizmente, a Frelimo não é partido de Saddam Hussein, Hosni Mubarak ou Muammar Gaddafi que se deixaram a ser vítimas de suas próprias leis. Enquanto os jovens como este proponente e de grupo de choque contam com vitaliciedade da Frelimo no poder, os gurus desse partido já prevêm que um dia não estarão no poder e aí vão reivindicar o direito às leis bonitas, as leis muito humanas, que criaram ou contribuiram na sua criação e agora jazem nas gavetas.

Na verdade, em surdina, a Frelimo continua com a pena de morte por esquadões de morte ou asfixia, chicotadas ou outro tipo de tortura. Quando lhe convém pode exigir guia de marcha e abertamente mantém as suas células nas instituições, mas é consciente sobre os princípios de Estado de Direito Democrático. No dia que ela for para a oposição, será primeiramente ela a exigir o respeito pelos princípios de Estado de Direito Democrático. Aliás, não é por acaso, que a sua propaganda contra os partidos de oposição é gritando: esses democratas serão piores, etc. etc. como se ela mesma não havia prometido a construção de um estado democrático em Moçambique.


Finalmente, a menos que o tal jovem pense a reintrodução da guia de marcha fosse por decreto ministerial, os gurus da Frelimo nunca deixaria que a proposta passasse pela Assembleia da República onde há dois partidos da oposição.

Gondola debaixo de fogo e população em desespero

Desde a noite de ontem, que as forças militares do Governo estão a confrontar-se, com os homens da Renamo na região de Chitalu, localidade de Mupindonhanga, distrito de Gondola, província de Manica. A população está sob fogo cruzado e em total desespero.

Tudo começou quando um batalhão das forças armadas escalou aquele povoado em caça a Afonso Dhlakama e começaram a violentar a população acusando-a de estar a proteger o líder da Renamo que está em parte incerta. Várias casas da população foram incendiadas na alegada caça a Afonso Dhlakama.

A Importância dos Solos- Terra de Oportunidades

quinta-feira, outubro 01, 2015

Reintrodução de guias de marcha?

Parece-me ser muito fácil manisfestar o desconhecimento da Frelimo por mais que se faça de membro desse partido. Andar por aí a propôr a reintrodução de guias de marcha é simplesmente uma revelação de desconhecimento de que ali há estrategas que esboçam tudo para se salvaguardarem no presente e no futuro. Talvez depois da passagem desses estrategas será possível assistir decisões não acauteladas como as do jovem que propõe a reintrodução de guias de marcha.

Sei que não reflectir bastante sobre o que os gurus da Frelimo está a arrumar para “the next” tem sido a grande fraqueza dos partidos da oposição, mas duvidava que os jovens que militam naquele partido, tenham mais problemas.

Ora, sabe esse que roga a reintrodução de guias de marcha de como, quando e porquê elas foram banidas? Não seria melhor que estudasse a história para entender? Seria bom que esse jovem e outros reflectissem sobre porque a Frelimo abandonou o política das aldeias comunais, da lei de chicotadas, da pena de morte, da reintrodução de regulados, dos princípios que regeu para a Constituição da República de 1990, de decretos sobre amnistia, de criação de leis bonitas, mesmo que ela não própria não as cumpra?


Feliz ou infelizmente, a Frelimo não é partido de Saddam Hussein, Hosni Mubarak ou Muammar Gaddafi que se deixaram a ser vítimas de suas próprias leis. Enquanto os jovens como este proponente e de grupo de choque contam com vitaliciedade da Frelimo no poder, os gurus desse partido já prevêm que um dia não estarão no poder e aí vão reivindicar o direito às leis bonitas, as leis muito humanas, que agora guardam nas gavetas.