quinta-feira, outubro 15, 2015

Mediadores de "mãos atadas" para resolver crise em Moçambique

O cerco à casa do líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, que teve lugar na cidade da Beira na semana passada, poderia ter resultado num conflito armado de maiores dimensões, considera o analista Silvestre Baessa.
Caso os mediadores da crise moçambicana não tivessem estado na cidade da Beira no dia do cerco à casa do líder da RENAMO, na passada sexta-feira (10.10), a crise militar teria assumido dimensões mais graves, diz Silvestre Baessa.

Em entrevista à DW África, o especialista em boa governação lembra que o papel destas figuras não está muito claro, mas a garantia de segurança dada por eles a Afonso Dhlakama foi posta em causa com o cerco das forças policiais. Ler mais (DW)

segunda-feira, outubro 12, 2015

Yá-Qub Sibindy interpela ao Francisco José Narciso

Por Yá-Qub Sibindy

Meu caro José Francisco Narciso! O Estado não é um partido político ou associação de qualquer índole, que toma decisões vinculativas ao seu grupo!

O Estado é uma instituição de alto relevo numa Sociedade! O ESTADO não pode si induzir a erros, sob o protexto de reprimir qualquer Ilegalidade, fora dos parametros legais!

O Estado não pode imitar atitudes ilegais protagonizadas pelos seus adversários políticos ou não, que têm como objectivo empurrar a reacção do Estado para fora das balizas constitucionais! Pois muitas das vezes essa tem sido a táctica bem deliberada da oposição para armadilhar o Estado e ganhar pontos políticos!..

1 - Às armas que Dlhakama, detinha não as adquiriu no mercado negro! Ele detinha essas armas à cobertura dos Protocolos do AGP;

Renamo diz que desarmamento da guarda do seu líder agudiza desconfianças com o Governo

A Renamo, principal partido de oposição, considerou hoje que o desarmamento da guarda do seu líder, Afonso Dhlakama, pode agudizar as desconfianças entre o movimento e o Governo, defendendo soluções práticas para o bem do país. 
"Esta atitude [desarmamento dos seguranças de Afonso Dhlakama], em si, demonstra a falta de seriedade pela parte do Governo, que pode agudizar as desconfianças que existem entre nós", disse, em conferência de imprensa, em Maputo, o porta-voz da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), António Muchanga.
Face ao ocorrido na sexta-feira, prosseguiu Muchanga, a Renamo exige que o seu líder seja protegido por uma força conjunta constituída por membros do braço armado do movimento e forças de defesa e segurança moçambicanas.

RÁDIO MOÇAMBIQUE DEVE GARANTIR LIBERDADE DE IMPRENSA: NYUSI

O Presidente da República, Filipe Nyusi, defende que a Rádio Moçambique (RM), emissora nacional, deve ser a garantia dos cidadãos do direito a liberdade de imprensa e portar-se pelo rigor e objectividade no exercício da sua actividade profissional.

Falando durante as comemorações alusivas ao 40º aniversário da fundação da Rádio Moçambique, Nyusi insistiu que a rádio é um serviço público que serve a todos os cidadãos, pelo que “não tem que, em nenhum momento, descriminar a nossa sociedade, seja sob que pretexto for”.

O serviço público da RM, disse o Presidente, “tem que ser a garantia dos cidadãos do exercício do direito a informação e a liberdade de imprensa, da independência, bem assim da autonomia dos profissionais do sector”.

Referiu que, a par de outros órgãos de informação, igualmente do sector público, a RM deve adicionalmente a portar-se pelo rigor e objectividade no exercício da actividade profissional na área de imprensa.

Dirigentes moçambicanos lideram missões de observação eleitoral na Tanzânia

O ex-Presidente Armando Guebuza vai chefiar a equipa de observadores da União Africana às eleições do próximo dia 25 na Tanzânia e o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação moçambicano liderará a missão da SADC ao escrutínio.

Segundo a imprensa, Guebuza vai juntar-se ao antigo chefe de Estado da Nigéria Goodluck Jonathan, que dirigirá por seu lado a missão de observação eleitoral da Commonwealth, comunidade dos países de expressão inglesa.

Em comunicado enviado à Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique informa que o chefe da diplomacia moçambicana, Oldemiro Baloi, vai dirigir a missão de observação eleitoral da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Baloi vai exercer a função na qualidade de presidente do Comité Ministerial do Órgão da SADC para a Cooperação Política, Defesa e Segurança.

sábado, outubro 10, 2015

DA ACÇÃO DO DIA 9 DE OUTUBRO

Sobre a aquela accão do dia 9 de Outubro, na zona e residência de do Presidente da Renamo, poço e devo dizer que há bem que vem do mal. Assim:

- Aquela acção conseguiu unir os moçambicanos de bem independentemente da cor partidária;
- Aquela acção conseguiu isolar os moçambicanos de mal, também independentemente da cor partidária, mas notório para os só olham no seu umbigo;
- Aquela acção revelou os verdadeiros mediadores. Mediadores que procuram uma paz duradoura, que procuram pilares sólidas para a construção de um verdadeiro estado de direito;
- Aquela acção revelou o sentimento de muitos mocambicanos tanto nas redes sociais, como no terreno lá na Beira;
- Aquela acção derrotou os que imaginavam num Afonso Dhlakama débil e consequentemente, muitos moçambicanos débis.
- Aquela accão realizou o meu sonho, pois que fortaleceu a causa. O caminho está aberto para uma oposição forte.
- Aquela acção fez-me mais uma vez em acreditar no futuro.
- Aquela acção fez calar os G40 e que se não fosse por respeito que nutro com alguns lá, eu usaria a expressão que o Filimão Suazi usou para expressar no que sentimos sobre eles.

- Aquela acção revelou a violação do AGP por parte da Frelimo. Vimos um polícia bazuqueiro e em plena cidade da Beira. Polícia com material pesado de guerra??? Com certeza, a Assembleia da República, a sociedade civil, nós todos já temos o que exigir. Onde está o limite entre a acção policial e a acção militar?

Calma regressa à Beira um dia após cerco policial à casa de Dhlakama

A cidade da Beira, Sofala, acordou hoje calma um dia após o cerco e a invasão policial à casa do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, mas em alerta para ameaças de manifestações de protesto contra o incidente. 
"Quando a Polícia saiu, os moradores [que tinham sido retirados minutos antes da operação policial] começaram a voltar às casas. Toda a noite não houve agitação e até agora a vida voltou ao normal", disse à Lusa Ladinho Carvalho, um vizinho do presidente da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana).
Hoje de manhã, o movimento era normal na rua da casa de Afonso Dhlakama, no bairro das Palmeiras, na segunda maior cidade de Moçambique, após a operação policial que alegadamente visava desarmar a guarda do líder da Renamo.

sexta-feira, outubro 09, 2015

STV Cerco e declaracoes de Dhlakama 09 10 2015

STV Dhlakama acontecimentosBeira 09 10 2015

Em países a polícia pode portar armas pesadas como bazuka?

 A UIR, um ramo da PRM, na Beira (09.10.2015). Foto do Canalmoz


Armas pesadas com guardas pessoais do Presidente da Renamo?

Deixem-me entender, o jornalista da TVM, Emmanuel Langa, diz a TVM que haviam armas pesadas na residência de Afonso Dhlakama. Onde estão essas armas nesta imagem? 

Fonte: Canalmoz - 09.10.2015

É verdade isto? E se for, que ilação?

Saída humilhante e embaraçosa para o Arcebispo dos Libombos, Dom Dinis Sengulane. Enquanto Dom Dinis deixa a residência de Dhlakama, o povo grita: "traidor, traidor, traidor". Nalgum momento a população não quis deixa-lo sair. Alguns elementos da Renamo tiveram de intervir.


Fonte: Canalmoz - 09.10.2015

Momento de euforia na Beira

Momento de grande euforia. Dhlakama sai para saudar a população e o povo vai à loucura. "Dhlakama, amigo, o povo está contigo" a canção sobe de tom. Jovens nas árvores e por cima de viaturas. Loucura total! Dhlakama só disse uma frase: "Obrigado e muito obrigado, agora estou a pedir ir descansar. Viva a democracia". A população vibra.

Fonte: Canalmoz - 09.10.2015

Invasão da casa de Dhlakama "é inaceitável”, diz Daviz Simango

O líder do MDM, terceiro maior partido, Daviz Simango, considerou inadmissível a invasão pela polícia da casa do presidente da Renamo, na Beira, principal partido da oposição, Afonso Dhlakama, comparando o cerco à residência a uma prisão domiciliária.

"Isto é uma prisão domiciliária e não é admissível num estado de direito, não há nenhum mandado, que eu saiba, do tribunal ou da procuradoria, não encontramos isso, não há evidências desses mandados", afirmou Simango, em declarações aos jornalistas, à saída da residência de Dhlakama, que foi hoje alvo de uma operação policial.
O líder do MDM (Movimento Democrático de Moçambique) criticou a detenção dos membros da guarda do líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) na referida operação, na província de Sofala defendendo que a desmilitarização do contingente militar da Renamo não deve ser feita à força.

quinta-feira, outubro 08, 2015

STV Dhlakamasaideparteincerta 08 10 2015

Afonso Dhlakama reaparece após duas semanas em parte incerta

O líder da RENAMO Afonso Dhlakama, reapareceu esta quinta-feira (08.10) na Gorongosa, centro de Moçambique, após ter desaparecido há quase duas semanas.

No início da tarde Afonso Dhlakama saiu das matas da Gorongosa, na zona de Macucuá, e se apresentou aos jornalistas e observadores convidados pela RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana) para assistir ao reaparecimento público do líder da oposição.


O líder do principal partido da oposição em Moçambique limitou-se a agradecer a presença dos convidados, referindo que, após o incidente do dia 25 de setembro em Gondola, província de Manica, percorreu dezenas de quilómetros a pé pelo planalto e atravessou o rio Púnguè até à região da Gorongosa, província de Sofala.

"Mando uma mensagem para o povo. Contem comigo, não iremos desistir por temer a morte. Não tenho medo de morrer, para mim, já morri", afirmou Dhlakama, numa breve declaração aos jornalistas, acrescentando que a Renamo vai continuar a trabalhar e afastando qualquer vontade de vingança.

Homens da FIR vivem extorquindo aos passageiros

Os homens da ex-Força de Intervenção Rápida(FIR), agora Unidade de Intervenção Rápida(UIR), estacionados no posto de controlo de Nampevo, ao longo da Estrada Nacional nr 1, vivem extorquindo cidadãos, sobretudo passageiros, que se fazem naquele troço.
Segundo viveu de perto a nossa equipa de Reportagem que seguia numa viatura na tarde do passado dia (01), sexta-feira, tudo tem acontecido quando os homens da FIR orientam as viaturas a terem que parar e os passageiros todos descerem e depois dai, são exigidos documentos de identificação individual.
Fonte: Diário da Zambézia - 06.10.2015 Ler também aqui

quarta-feira, outubro 07, 2015

OFICIAIS DA RENAMO INTEGRADOS NAS FORÇAS DE DEFESA E SEGURANCA

Três oficiais da Renamo, o maior partido da oposição no país, abandonaram a ala militar daquele antigo movimento rebelde, liderado por Afonso Dhlakama, para integrarem as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FDS).

Trata-se de António Barroma, Anselmo Goba e Santos Daniel, todos naturais da província central de Sofala, que há dois meses se encontravam na cidade de Maputo, capital moçambicana, aguardando pela sua efectiva integração nas fileiras da Polícia da República de Moçambique (PRM), facto que ocorreu formalmente nesta terça-feira.

Ainda recorrem-se a generais de reservas para missões diplomáticas?

Nota: Não sei. Será que Mocambique ainda não produziu diplomatas de carreira e tem que recorrer generais na reserva? Não será disto que as embaixadas de Mocambique continuam células da Frelimo?

AIM: PAULINO MACARINGUE NOVO ALTO-COMISSÁRIO NA ÁFRICA DO SUL

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou esta quarta-feira o general na reserva Paulino Macaringue para ocupar o cargo de Alto-Comissário de Moçambique junto da África do Sul, refere um comunicado de imprensa da Presidência enviado a Redaccão da AIM.

Macaringue substitui Fernando Fazenda que foi exonerado do cargo, nesta quarta-feira, através de um outro despacho assinado pelo estadista moçambicano.

De 2008 à 2013, Macaringue ocupou o cargo de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, antes de passar à reserva em Fevereiro de 2014.

Fonte: AIM - 07.10.2015