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quarta-feira, dezembro 09, 2015

Sobre pagar a pilhagem

No Brasil a operação Lava Jato já conduziu à cadeia dois PCA de super empresas um outro dum Banco, o senador chefe da bancada do partido no poder e mais se espera.
À volta do Presidente Lula, lutador pelos direitos dos trabalhadores e da Presidente Dilma, antiga guer­rilheira antifascista, estabeleceu-se um círculo para a pilhagem do Esta­do e das empresas.
As personalidades de Lula e de Dilma não se coadunam com as infâ­mias. Mas… O olho do dono guarda a vaca, boa- fé, falta de vigilância, o tempo nos dirá e talvez a Justiça se faça.
Duplicou o preço do arroz na minha terra e no país, como o do pão, do óleo e o que adiante se verá, sem esquecer que o transporte no chapa vai cedo ou tarde seguir.
Haverá os que podem apertar o cinto e diminuir no café, cerveja ou whisky, no bacalhau e salmão, porém quem vive no limiar do salário mínimo se apertar o cinto e criar novos furos corta a coluna! Vêm as festas, o início do ano lectivo, as fardas, os cadernos, os lápis e canetas. O que fazer?

quinta-feira, junho 21, 2012

Frelimo vai investir cerca de Usd$ 8 milhões no 10º congresso – Filipe Paunde

O Secretário-geral da Frelimo, Filipe Paúnde, revelou que o partido vai investir cerca de oito milhões de dólares norte-americanos para a realização do seu 10º congresso, resultado das contribuições dos membros e quadros do partido. Parte do valor servirá para a construção de infra-estruturas de raiz, que serão utilizadas pelo partido depois da realização do evento. Ler mais (Rádio Moçambique)

Reflectindo: Eu não exijo lá tanto, apenas duas coisas: 1) Que qualquer valor descontado ou recolhido dum cidadão sem o seu consentimento, que se devolva. Há muito disso, porque houve reclamacões. 2) Espero que não venhamos nunca a descobrir que dinheiro das empresas públicas ou do Orçamneto Geral do Estado, (OGE) tenha servido ao congresso dum partido. O caso Aeroportos provou-nos que há muito disso. Que a direcção da Frelimo procure saber se as contribuições dos PCAs, directores, etc. são genuínas. O problema é que se eles dão 50 000 meticais para o congresso do dinheiro roubado da empresa, é porque roubaram milhões e a grande parte vai para os seus caprichos. Tomem nota disto.

quarta-feira, maio 05, 2010

Roubos e destruição de bens de utilidade pública lesaram o estado em 632,8 milhões de dólares

Quatro empresas públicas moçambicanas tiveram em 2009 prejuízos avaliados em cerca de 21, 4 mil milhões de meticais, o equivalente a 632,8 milhões de dólares norte-americanos, como resultado directo de furtos e destruição de bens de utilidade pública.
Este dado vem contido no informe anual do Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Paulino, referente ao ano de 2009, hoje apresentado no parlamento moçambicano (AR).
Trata-se das empresas públicas Electricidade de Moçambique (EDM), Aeroportos de Moçambique (ADM), Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).

quinta-feira, março 25, 2010

EDM com prejuízos de USD 30 milhões em 2009

Actos de vandalismo contra material da rede de transmissão de energia eléctrica da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) incrementaram, em 2009, em cerca de 23%, face ao ano anterior, causando prejuízos à companhia estatal estimados em cerca de 30 milhões de dólares norte-americanos.
Os prejuízos foram também provocados por escavações feitas por várias empresas da área das Telecomunicações, principalmente, junto às linhas de transporte da energia nas principais áreas urbanas de Moçambique, de acordo com Manuel Cuambe, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDM, indicando em seguida que o roubo de cabos eléctricos “consumiu cifras inaceitáveis de cerca de 400 mil dólares”, igualmente no período em análise.
Cuambe nomeou o Centro de Moçambique como a região “com gravíssimos problemas de roubo de cabos eléctricos” para posterior comercialização nos países vizinhos, chamando a atenção da população do país, em geral, para ajudar a empresa a estancar aquele tipo de crime através de denúncias dos seus autores.

Receitas

Entretanto, aquela empresa pública reivindica ter arrecado, em 2009, receitas estimadas em cerca de 5130 milhões de dólares norte-americanos, o correspondente a um incremento estimado em 12% comparativamente ao ano anterior, segundo igualmente o PCA da EDM, projectando-se, entretanto, que a companhia gaste até 2013 cerca de 200 milhões de dólares em obras destinadas a garantir a electrificação de 115 das 128 sedes distritais moçambicanas.
Cuambe revelou aquelas informações na abertura dos trabalhos de um encontro-balanço das actividades desenvolvidas pela EDM durante o ano transacto, período que registou uma procura de energia eléctrica na ordem de 481 megawatts, contra 416 megawatts de 2008. Refira-se, entretanto, que do total de 736 088 clientes da EDM, cerca de 73% estão abrangidos pelo sistema prépago CREDELEC.

Fonte: Correio da Manhã in @ VERDADE - 25.03.2010

Reflectindo: tenho lido muito sobre o problema de roubos de cabos eléctricos e ligações ilegais, mas poucas são as vezes que leio sobre as medidas que se têm tomado contra os infractores. Será que nunca são detectados? Há que educarem-se as pessoas que aquilo é o bem comum.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Amar uma pátria de ladrões é difícil


Editorial do Canal de Moçambique

Maputo (Canalmoz) - Rouba-se nos comboios, rouba-se nas estradas, rouba-se nas casas, rouba-se nos escritórios, rouba-se no Aparelho de Estado, nas empresas públicas e privadas, os policias roubam, os enfermeiros roubam, os professores roubam, os trabalhadores domésticos roubam, os funcionários aeronáuticos roubam, os alfandegários roubam, roubam-se as mulheres dos outros, roubam-se os homens das outras, rouba-se nas ONG’s nacionais e internacionais, rouba-se nas organizações da sociedade civil, rouba-se nos preços dos produtos, rouba-se em todo o lado. Uma pouca vergonha! Mas será que somos um país de ladrões? Será que todos nós somos ladrões? Será que ser moçambicano agora é sinónimo de ladrão?
São tantos, tantos, tantos mesmos os casos de roubos que já começamos a pensar que esta nossa chamada “Pátria Amada” está a ficar rapidamente uma “Pátria Tramada”.
Será que ainda se pode amar uma pátria de ladrões?
Esta gente toda que hoje vive da rapina, com quem aprendeu, esta pouca vergonha?
Alguém pode ter orgulho de chamar “Pátria Amada” a uma “Pátria de Ladrões”?
Será que com este vírus as nossas crianças alguma vez irão sentir orgulho desta sua Pátria.
Seguramente não somos o único País do Mundo onde se rouba, mas nós aqui nunca vimos roubar-se assim. É sempre demais, mas agora está mais do que demais.
Quem começou com a impunidade? Quem destruiu e politizou as instituições que deviam combater o roubo?
Quem criou a cultura do enriquecimento rápido?
Quem fechou os olhos ao enriquecimento ilícito? Até agora alguém se lembrou de fazer uma Lei contra o Enriquecimento Ilícito? Não é preciso? Porquê? Quem beneficia com isto tudo, será o pobre camponês de Inharrime, o pobre camponês de Nicoadala, ou será aquele que diz: a”A Frelimo é que fez, a Frelimo é que faz”?
Quem fechou os olhos aos roubos ao Banco Comercial de Moçambique, ao Banco Popular de Desenvolvimento, ao Banco Austral? Quem beneficiou do dinheiro desviado?
Quem trouxe os maus exemplos?
Foi Samora? – “Nãããooooo”…
Foi Chissano? (silêncio)
O que é que Guebuza está a fazer?
E Dhlakama, já terá pensado em fazer uma grande manifestação contra isto tudo? Será que o chamado líder da “oposição” só vê roubos de votos? Não vê toda a roubalheira que vai por aí entre duas eleições? Não vê que roubar votos é um mal menor quando por todos os lados reina a impunidade contra os ladrões?
E o MDM, está calado? Não tem nada a dizer sobre esta roubalheira toda? Ainda não tomaram posse os senhores deputados? Será por isso que estão calados? Ou será que estão já a preparar-se para seguirem na pegada de Dhlakama e o seu jeito nato para ser opositor silencioso que só aparece durante as campanhas eleitorais? Ou será que o MDM vai apostar antes na estratégia da dita “oposição construtiva” do senhor Yacub Sibinde para que os ladrões continuem bem acomodados e impunes?
O MDM está ainda calado para dar a última “chance” de “festas felizes” aos ladrões?
Em fora privados temos ouvido, de futuros deputados do movimento surpreendente e saudavelmente crescente, liderado por Daviz Simango, algumas ideias geniais para que os “figurões” dos roubos de “colarinho branco” sejam devidamente desmascarados, por forma a que o que se tornou quase cultura, desapareça dos nossos hábitos e Moçambique volte a ser um País tido como terra de gente séria e capaz, e de novo aglutine o nosso orgulho de termos uma pátria que realmente se possa amar. Veremos se o silêncio continua.
Os “Samorianos”, de que lado estão neste combate? Estão calados? Agora estão ricos? Ainda bem que estão ricos, mas não terá chegado a hora de começarem agora, pelo menos agora, a lutarem de novo pela moralização de costumes? O que querem deixar como legado às futuras gerações: os melhores métodos de roubar, ou valores morais de integridade, honestidade e trabalho árduo?
Onde anda Jorge Rebelo, o tal “poeta” que um dia escreveu que “não basta que seja pura e justa a nossa causa, é preciso que a pureza e a justeza existam dentro de nós”? A altura do prédio da Domus, o famoso “33 andares”, não é suficiente para ver a roubalheira à nossa volta? Era este o Homem Novo com que sonhou? É este Homem Novo que nos deixa como legado?
Aih!..Aih!... se nós soubéssemos que vocês eram assim!?... Teríamos tido, na mesma, Pátria, mas não uma Pátria de gatunos como esta por quem “os sinos dobram”.
E a “Mamã Graça”? Que Educação criou para hoje estarmos nesta desgraça? Onde foram os ensinamentos de Samora? Será que não tem gravado os seus discursos contra o roubo e acumulação rápida? E estes discursos já não servem para os “camaradas”? De que lado a Mamã quer estar?
O País está mesmo mal! Com esta gente, seguramente, não vamos longe! Só estatisticamente nos vamos salvando!...É pena! Tristeza!
Amar uma pátria de ladrões é muito difícil. Impossível.
Não se pode amar um País em que a miséria é agravada, por tantos gatunos.
Neste mar de gatunagem não há luta, contra a pobreza absoluta, que resista. “Pela boca morre o peixe!”.

Fonte: (Canal de Moçambique) in CanalMoz (2009-12-17)

Reflectindo: 1) este artigo do Canal de Moçambique pode parecer muito forte, mas é para mim um grande apelo à reflexão sobre o que está a passar à nossa volta e o que nós mesmos fazemos, qual é o nosso nível de ética e moral. Quantos são condenados abertamente por algumas pessoas por não roubarem ou terem roubado nos seus locais de trabalho? 2) Como sempre, tenho voltado ao artigo de Domingos Simbine (confira aqui) para reflectir sobre algumas questões relativas à honestidade entre nós moçambicanos. Eu amo a minha pátria porque não é ela que rouba, mas ela que é roubada. A minha pátria é que é vítima dos gatunos. 3) Irrita-me a postura de alguns declarantes do caso ADM e pois parecem pessoas sem nenhum sentimento de deslealdade ao Estado, ao Bem Comum, à Pátria. Irritam-me os que DE FORA procuram encobrir a gatunagem na nossa pátria. Será que estão se ver como próximos a serem denunciados? 4) Encorajam-me todos os demonstram o seu ódio à corrupção, à gatunagem, à falta de honestidade. É com estes compatriotas, onde está a ESPERANÇA da minha pátria.  5) Quanto ao nível ético e moral não será que Samora Machel nos levava à alta fasquia comparável a de países como Japão e Coreia do Sul onde os corruptos se suicidam quando denunciados?