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terça-feira, fevereiro 26, 2019

Os danos da confiança política nas instituições pública e ou partidárias


Qual instituição pública ou partidária já se tornou forte ou produtiva por ser gerida por confiança política?

Confiança política que na verdade é NEPOTISMO, AFILHADISMO, AMIGUISMO, COMPADRIO, é o que sufoca as instituições públicas, diga-se do Estado e partidárias em Moçambique.
Infelizmente, desde os meados dos anos 80, as instituições estatais e partidárias em Moçambique, tornaram-se autêntico nicho de nepotismo, usando o termo “CONFIANÇA POLÍTICA”.  Desde essa altura, quase todos os cargos de chefia nas instituições acima passaram para familiares ou amigos, familiares dos familiares ou amigos dos amigos, em suma, passaram para pessoas AFINS. Hoje, é muito normal que quando alguém é nomeado ou eleito para qualquer cargo de chefia, a sua prioridade seja remodelar a instituição e em nome da confiança política, chamar seus familiares, amigos aos cargos subordinados a ele. Todos os que eram do antecessor são retirados. Se o antecessor for transferido ou nomeado para um novo cargo, leva consigo os seus familiares ou amigos para onde vai, promovendo-os a cargos de chefia independentemente se são competentes ou conhecedores da área – é confiança política.
Na minha opinião, “Confiança política” é um dos grandes males como também é a corrupção. Nisso de confiança política torna as instituições uma verdadeira teta, local de tacho, isto é, emprego remunerado de pouco ou sem nenhum trabalho.

domingo, abril 29, 2018

Confiança política vs nepotismo, corrupção/incompetência


Um dos assuntos cruciais na vida do país que todos nós deviamos debater calorosamente é sobre a confianca política ou mesmo a lealdade pessoal nos cargos de instituições do estado e partidários, isto nas INSTITUIÇÕES PÚBLICAS. Sei de quão difícil é discutir este tema, já muitos gozam de confiança política e ou esperam por parte dos seus superiores. Contudo, todos nós deviamos avaliar este procedimento desde a sua proliferação e os eventuais danos que provaca em Moçambique. O único que fala com insistência sobre isto é Tomás Vieira Mário e algumas vezes, o Prof. João Mosca,

A confiança política é procedimento que sempre existiu e Moçambique não foge à regra. Não quero duvidar que a cargos de ministros, vice-ministros, governadores foram de confiança política desde que Moçambique se tornou independente. Mas parece-me que tudo parava por lá e confiança política não era refrião dum hino na altura da nomeação à esse cargo. Por conta disso, eles não faziam uma réplica nos ministérios ou províncias onde eram confiados para governar. O ministro não exonerava todos os directores nacionais, provinciais nomeados pelo anterior para colocar os da confiança pessoal. O governador não exonerava os administradores nomeados pelo anterior para nomear os da sua confiança pessoal.

Penso que porque os ministros, os governadores assim não o faziam, os directores nacionais, provinciais, administradores distritais, directores de empresas e outras instituições não o faziam. Nós na base nem sabiamos isso de confiança política. Aliás, nessa altura falávamos mais contra o NEPOTISMO, a CORRUPÇÃO e nomeação com base na confiança pessoal podia ser vista como nepotismo, corrupção, entre os males a combater. Eu não vi nenhum nenhum administrador, nenhum director distrital, nenhum governador a nomear ou trazer de algum sítio pessoas da sua confiança. Por conta disso, a relação era mais profissional e actos de corrupção não eram em cadeia como é prático hoje.

Tanto quanto me lembro, a nomeação com base na confiança pessoal começõu a proliferar com advento da economia do mercado de mercado ,, nos meados dos anos 80, de uma forma informal sustentado “cabrito come onde está amarrado” e de forma formal (confiança política) com a ascencão a Secretário-Geral da Frelimo de Armando Guebuza. Tenho exemplos de casos de nomeações na segunda metade da década oitenta que eram autêntico canal de de corrupção. O indivíduo era ia para certo cargo para servir de via de drenagem de bens ou dinheiro para os seus superiores – “o cabrito come onde está amarrado”. Armando Guebuza institucionalizou partidarizando as instituições públicas e a base de nomeação para todos cargos sendo o cartão partidário e independentemente do seu mentor, a bajulação, a corrupção são critérios informais.

Muitas vezes, a confiança política e ou pessoal promove culto de personalidade, incompetência, bajulação, corrupção, nepotismo e até certo ponto regionalismo e ou tribalismo, destruindo assim todo um país ou uma organização.

A confiança política nas nomeações de cargos devia ter limites bem claros e muitos cargos deviam deviam ser de concurso público. A nível partidário, os cargos deviam ser sufragados como uma regra democrática.  

quinta-feira, maio 09, 2013

O que Augusto Paulino não disse ontem no Parlamento

No seu informe sobre o estado da justiça 

PGR contorna casos de ataques a sedes de partidos da oposição e actuação violenta da Força de Intervenção Rápida (FIR)
Maputo (Canalmoz) - No seu informe anual sobre o Estado Anual da Justiça no País, apresentado nesta quarta-feira na Assembleia da República, o procurador-geral da República, Augusto Raul Paulino, não fez menção como crimes os frequentes ataques e vandalização protagonizados pelas Forças de Intervenção Rápida (FIR) e membros do partido Frelimo às sedes dos partidos políticos na oposição.
Ou seja, para a Procuradoria-Geral da República, as sedes de partidos políticos da oposição incendiadas por “populares” e ocupadas pelas forças policiais não fazem parte da situação da justiça em Moçambique.
O contorno destas questões pareceu obvio para não implicar os membros do partido Frelimo e altos quadros da Polícia da República de Moçambique (PRM), muitas vezes acusados de invasão, destruição e vandalização de edifícios, bandeiras e actividades políticas. Ler mais