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segunda-feira, janeiro 23, 2017

Antigo presidente da Gâmbia é acusado de saquear cofres do Estado

O novo Governo da Gâmbia acusa o antigo presidente, Yahya Jammeh, de ter saqueado, nas últimas duas semanas 500 milhões de Dalasis, moeda local, o correspondente a perto de 800 milhões de meticais dos cofres do Estado. A denúncia surge dias depois de Jammeh ter cedido o poder a Adama Barrow, na sequência de uma forte pressão para que o antigo estadista deixasse a presidência.
 “Cerca de 500 milhões de Dalasis foram levantados pelo antigo presidente. Trata-se de muito dinheiro”, afirma Mai Ahmad Fatty, conselheiro do novo presidente, Adama Barrow.
Yahya Jammeh teria mesmo tentado levar até as viaturas de luxo da presidência, fotografadas na madrugada desta segunda-feira no aeroporto da capital, Banjul. As novas autoridades bloquearam a saída dos veículos.
As acusações surgem num momento em que o novo presidente da Gâmbia, Adama Barrow, rejeita regressar imediatamente ao país, depois de ter tomado posse exilado no Senegal. Barrow evoca questões de segurança, tendo pedido aos principais responsáveis dos serviços do Estado gambiano que se aliem a ele.
As forças senegalesas, integradas numa operação apoiada pela União Africana e pelas Nações Unidas deverão permanecer no país para assegurar a transição pacífica do poder.

Fonte: O País – 23.01.2017

sexta-feira, janeiro 20, 2017

Yahya Jammeh aceita deixar o poder na Gâmbia

Depois de forte pressão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Jammeh aceitou retirar-se, avança a Associated Press citando fonte do Governo senegalês.
Na rede social Twitter, o Presidente Adama Barrow, vencedor das eleições de 1 de dezembro, anunciou também que Jammeh aceitou abandonar o poder.
"Gostaria de informar que Yahha Jammeh concordou em deixar o poder. Deverá deixar a Gâmbia hoje", escreveu Barrow.
Esta sexta-feira, os Presidentes da Mauritânea e da Guiné-Conacri, Mohamed Ould Abdel Aziz e Alpha Condé, respetivamente, estiveram em Banjul, num último esforço para convencer Yahya Jammeh a deixar o poder, que detém há 22 anos. Ler mais (Deutche – 20.01.2017)

quinta-feira, janeiro 19, 2017

DOIS PRESIDENTES PARA AQUELE PAÍS PEQUENO?


O novo presidente gambiano, Adama Barrow, prestou juramento na tarde desta quinta-feira, na embaixada da Gâmbia no Senegal, durante uma cerimónia oficial, após a expiração do mandato do chefe do Estado cessante Yahya Jammeh, que se recusa a ceder-lhe o poder, noticiou a AFP.
Barrow prestou juramento pouco antes das 17h00 locais, perante o presidente da Ordem dos advogados da Gâmbia Sherif Tambadou, na presença de inúmeras personalidades das organizações internacionais e regionais.

Fonte: Angola Press – 19.01.2017

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Gâmbia: Senegal solicita apoio do Conselho de Segurança da ONU

O Senegal apresentou esta quarta-feira, em Nova Iorque, um projecto de resolução ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, para apoiar os esforços da CEDEAO visando a que o presidente cessante da Gâmbia Yahya Jammeh aceita a ceder o poder após a sua derrota eleitoral, segundo os diplomatas, citados pela AFP.
Contudo, o pedido não procura explicitamente obter a autorização do Conselho para o envio de tropas na Gâmbia, acrescentaram as mesmas fontes.
Yahya Jammeh, que dirige o país com uma mão de ferro desde há 22 anos e que inicialmente aceitou a vitória de Adama Barrow ao escrutínio de 01 de Dezembro, recusa-se a transmitir-lhe os poderes, tendo terça-feira, proclamado o estado de urgência para 90 dias.
O presidente eleito foi acolhido a 15 de Janeiro no Senegal, aguardando pela sua investidura.
A Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO, 15 países), que pressiona Jammeh a deixar o poder, advertiu em várias ocasiões que poderá recorrer à força como a última alternativa.

Gâmbia: Presidente decreta estado de urgência contra intervenção externa

 O presidente gambiano, Yahya Jammeh, decretou estado de emergência na terça-feira, alegando que há "um nível de ingerência estrangeira excepcional e sem precedentes" no processo eleitoral do país, num pronunciamento transmitido pela televisão.
Na sua aparição, lamentou "a atmosfera hostil injustificada que ameaça a soberania, a paz e a estabilidade do país".
O anúncio foi feito a dois dias do fim do mandato de Jammeh, que está a ser pressionado a ceder o poder ao seu adversário das presidenciais Adama Barrow, actualmente no Senegal.
O país encontra-se em crise desde que Jammeh anunciou, a 09 de Dezembro, que não reconheceria os resultados das eleições eleitorais de 01 de Dezembro. Foi uma mudança de postura radical, já que, uma semana antes, chegou a felicitar Barrow pela vitória.

terça-feira, janeiro 17, 2017

Gâmbia: CEDEAO prepara intervenção militar caso Jammeh persiste em abandonar o poder

Os países da África Ocidental preparam uma intervenção militar na Gâmbia face a persistência do seu presidente, Yahya Jammeh, de abandonar o poder, numa altura em que o seu mandato expira quinta-feira, informou esta terça-feira o governo nigeriano, citado pela Prensa Latina.
Entre os Estados implicados nessa acção destacam-se a Nigéria e o Senegal, que dispõem já de forças conjuntas para um desdobramento das suas tropas em território gambiano caso Jammeh insiste em manter-se no poder.
"Tomou-se uma decisão de não permitir que o presidente cessante da Gâmbia permaneça no poder, e isso ocorrerá por meio de uma intervenção, a menos que renuncie", disse uma fonte militar, referindo-se ao governante.

Fonte: Angola Press – 17.01.2017

Gâmbia: Quatro novos ministros deixam o governo

Quatro novos ministros do presidente gambiano Yahya Jammeh, deixaram o governo, já assolado por uma série de demissões desde a sua recusa de ceder o poder ao seu sucessor eleito Adama Barrow a 19 de Janeiro, soube esta terça-feira a AFP de fonte próximo do poder.
Por outro lado, alguns oficiais que se recusaram a estabelecer aliança ao regime foram detidos nos últimos dias, segundo uma fonte securitária da oposição, que reclama pela sua libertação imediata.
A Gâmbia está mergulhada numa grave crise desde que Jammeh anunciou a 09 de Dezembro que não reconheceria mais os resultados da presidencial de 01 de Dezembro, uma semana após de ter portanto felecitado Barrow pela sua vitória.
Muitos ministros foram recentemente exonerados ou demitidos, numa altura em que Yahya Jammeh afirma querer continuar no poder enquanto a justiça não decidir sobre os seus recursos eleitorais, apesar das pressões internacionais para que o mesmo entregue o poder quinta-feira, tendo em vista a expiração do seu mandato.

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Gâmbia: Presidente eleito recebido em Dakar

A Agência de Notícias Senegalesa (APS) anunciou ter sabido "de fontes oficiais" da chegada ao Senegal do Presidente eleito da Gâmbia, Adama Barrow, à madrugada de domingo.
Segundo a APS, o Presidente senegalês, Macky Sall, aceitou acolher Barrow até 19 de Janeiro de 2017, dia da sua investidura na Gâmbia, a pedido do seu homólogo da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
A decisão foi tomada à margem da cimeira África-França que terminou sábado, na capital maliana, Bamako.
A situação política na Gâmbia foi discutida pelos chefes de Estado presentes na cimeira de Bamako onde estava igualmente presente Adama Barrow.

domingo, janeiro 15, 2017

UNIÃO AFRICANA NÃO VAI RECONHECER PRESIDENTE GAMBIANO

A União Africana (UA) adverte que deixará de reconhecer Yahya Jammeh como o presidente legítimo da Gâmbia depois de 19 de Janeiro corrente, data em que expira o seu mandato.
A decisão da UA surge na sequência do fracasso da última tentativa para persuadi-lo a abandonar pacificamente o poder.
Jammeh, que ascendeu ao poder após um golpe de estado em 1994, perdeu as eleições de 1 de Dezembro último a favor do seu adversário Adama Barrow. Inicialmente, Jammeh aceitou a derrota, mas uma semana decidiu rejeitar os resultados das eleições alegando irregularidades.
Em um comunicado emitido sexta-feira, no término de uma reunião em Addis Abeba, capital etíope, o Conselho de Paz e Segurança da UA advertiu sobre 'sérias consequências' se as acções de Jammeh levarem a desordem política e a 'perda de vidas inocentes'.
Também pediu às forças de segurança da Gâmbia para que 'exerçam a maior contenção' antes da investidura do presidente.

quarta-feira, janeiro 11, 2017

Gâmbia: Demitidos embaixadores por terem reclamado partida de Jammeh

Doze embaixadores gambianos foram demitidos pelo chefe de Estado, Yahya Jammeh, por causa de o terem convidado à ceder o poder ao vencedor declarado da eleição presidencial de 01 Dezembro, Adama Barrow, soube hoje, segunda-feira, junto do ministério dos Negócios Estrangeiros.
O governo gambiano mandou regressar os 12 embaixadores, após ter posto fim à suas funções”, disse à AFP uma fonte no ministério que solicitou o anonimato.
“Eu não sei porque o presidente Yahya Jammeh nos demitiu, mas eu posso vós dizer que esses são os embaixadores que felicitaram o presidente eleito, Adama Barrow pela sua vitória”, precisou esta fonte.

quarta-feira, janeiro 04, 2017

Gâmbia: Presidente da Comissão eleitoral foge para o Senegal

O presidente da Comissão eleitoral independente (CEI), Alieu Momarr Njie, fugiu da Gâmbia para o Senegal, num exílio forçado, tendo em conta as ameaças que recebeu desde que declarou Adama Barrow, vencedor do escrutíno presidencial de 01 de Dezembro de 2016, noticiou esta quarta-feira a imprensa local, citando fontes familiares.

Fonte: Angola press – 04.01.2017

terça-feira, janeiro 03, 2017

Gâmbia: Governo reprime oposição e imprensa

O opositor Daba Muhammed Kuyateh foi detido, domingo, na sua residência em Bakoteh, e está actualmente aprisionado na sede da Agência Nacional de Inteligência (NIA).
Sam Sar, editor-chefe do jornal independente "Foroyaa", confirmou o encerramento da rádio FM Tanraga em declarações à PANA, segunda-feira.
A repressão segue-se à afixação de cartazes nas ruas de Banjul, a capital, e a impressão em camisolas das palavras "GambiaHasDecided" (A Gâmbia Já Decidiu), por membros da oposição.
A NIA ameaçou deter a equipa de campanha #GambiaHasDecided e os seus simpatizantes, indicaram fontes na cidade comercial de Serrekunda, onde testemunhas oculares revelaram que elementos das Forças Armadas retiraram todos os cartazes e perseguiram jovens nas suas casas.
A rádio FM Tanraga, que foi alvo de várias perseguições sob o Governo do presidente Yahya Jammeh, já foi encerrada quatro vezes e seu director-geral, Alhagi Ceesay, também conheceu várias detenções.

quarta-feira, dezembro 21, 2016

Presidente gambiano diz que não vai deixar o poder após o fim do mandato

O Presidente da Gâmbia, Yahya Jahmmeh, desafia a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e diz que não vai deixar o poder após o fim do seu mandato.
Num pronunciamento, através da televisão estatal, emitido ontem, Jahmmeh rejeitou a declaração da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, que prometeu tomar todas as medidas necessárias, incluindo o uso da força para garantir que o resultado das eleições presidenciais seja respeitado.
O mandato do Presidente da Gâmbia termina a 18 de Janeiro de 2017, altura em que o Presidente eleito Adama Barrow deve tomar posse, mas Yahya Jahmmeh rejeitou a derrota nas eleições de 1 de Dezembro.
De acordo com a comissão eleitoral, o opositor Adama Barrow venceu com 43,3% dos votos, com mais de 20 mil votos à frente do actual presidente.
Depois de reconhecer a derrota, numa primeira fase, Jahmmeh anunciou, no dia 9, que havia mudado de ideia e exigiu novas eleições sem influência estrangeira.
Há 22 anos na presidência, Jahmmeh chegou ao poder através de um golpe de Estado e já  foi eleito quatro vezes para continuar no cargo,  embora os resultados sempre tenham sido contestados.

Fonte: O País – 21.12.2016

domingo, dezembro 18, 2016

Gâmbia: ONU anula visita do chefe da MINUAD aos capecetes azuis gambianos

A ONU anulou uma visita as tropas gambianas que deveria efectuar a 20 de Dezembro, o chefe do Estado-maior gambiano no seio da força internacional desdobrada na província sudanesa de Darfur, soube-se esta sexta-feira de fonte diplomática, citada pela AFP.
A decisão surge após do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ter condenado o controlo terça-feira, pelas forças gambianas, da sede da Comissão eleitoral independente, num período de transição entre o Presidente cessante, Yahya Jammeh, e o seu sucessor eleito, Adama Barrow, em que o exército deve manter a sua neutralidade.

sábado, dezembro 10, 2016

NÃO FUGINDO DA REGRA GERAL DAS ELEIÇÕES EM ÁFRICA?

Presidente da Gâmbia recua e rejeita derrota nas presidenciais

Há 22 anos no poder, Yahya Jammeh anunciou que, afinal, não reconhece os resultados das eleições de 1 de dezembro. Acusou a Comissão Eleitoral Independente de "erros inaceitáveis".
Num discurso transmitido pela televisão, na noite de sexta-feira (09.12), o Presidente em exercício da Gâmbia anunciou que "não vai aceitar os resultados das eleições presidenciais". Yahya Jammeh recua assim em relação ao que afirmara anteriormente. Depois do anúncio da vitória de Adama Barrow, Jammeh reconheceu a derrota e anunciou estar disponível para uma transição pacífica de poder.
"Da mesma forma que aceitei os resultados acreditando que a Comissão Eleitoral Independente era independente, honesta e credível, rejeito [agora] os resultados na sua totalidade", afirmou Jammeh. Investigações ao escrutínio de 1 de dezembro revelaram "erros inaceitáveis" por parte da Comissão Eleitoral Independente, justificou o Presidente gambiano.
"Vamos voltar às urnas, porque quero ter a certeza de que todos os gambianos votam sob uma comissão imparcial, independente, neutral e livre da influência internacional", acrescentou Jammeh, há 22 anos no poder. Ler mais ( Deutsche Welle - 09.12.2016)

terça-feira, dezembro 06, 2016

GÂMBIA: PRESIDENTE ELEITO LIBERTA PRISIONEIROS POLÍTICOS

As autoridades gambianas libertaram segunda-feira Ousainou Darboe, líder do Partido Democrático Unido (UPD), a maior formação política da oposição, e 18 outros membros condenados a três anos de prisão em Julho último.

A sua libertação acontece dias depois da eleição de Adama Barrow que pôs fim a 22 anos de governação de Yahya Jammeh.

Eles foram libertos sob fiança por um tribunal de recurso depois de uma audição na tarde de segunda-feira e deverão ser absolvidos inteiramente como parte de uma promessa feita pelo presidente eleito de libertar todos os prisioneiros políticos.

Estes membros da oposição foram presos em Abril por decisão do Tribunal Supremo em Banjul acusados de reunião ilegal, incitamento à violência e conspiração. A sua detenção ocorreu depois de uma manifestação que exigia reformas políticas e contra a morte de um membro sénior da UDP na prisão.

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Presidente da Gâmbia admite derrota eleitoral e sai do poder ao fim de 22 anos

Quando um povo é sério, mesmo aquele que se faz de Deus na Terra acaba de ser retirado do poder. De facto, o voto é a força de um povo. O Senhor Yahya Jammeh, Presidente da Gâmbia, foi derrotado e felizmente reconhece a derrota.

Presidente da Gâmbia admite derrota eleitoral e sai do poder ao fim de 22 anos

O Presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, admitiu a derrota nas eleições presidenciais, disse o director da comissão eleitoral, anunciando assim o fim de uma liderança de 22 anos na mais pequena nação da África continental.
"É realmente único que alguém que tem governado este país durante tanto tempo tenha aceitado a derrota", disse Alieu Momar Njie aos repórteres em Banjul, a capital da Gâmbia.
Jammeh, que chegou a dizer que governaria o país durante um milhões de anos se Deus permitisse, estava a tentar ganhar o seu quinto mandato presidencial à frente da Aliança para a Construção e Reorientação Patriótica (ACRP), depois de ter tomado o poder em 1994, num golpe de Estado.
A televisão estatal noticiou, segundo a AFP, que o Presidente derrotado faria uma declaração ainda hoje para congratular o líder da oposição, Adama Barrow, de 51 anos.
Barrow, até agora um desconhecido empresário, era o candidato presidencial apoiado por vários partidos políticos que se juntaram pela primeira vez e ganharam um apoio popular até então sem precedentes.
A eleição de Quinta-feira foi marcada por um 'apagão' da internet e das comunicações internacionais, levando alguns grupos de direitos e os Estados Unidos a condenarem a iniciativa.
A Gâmbia é uma pequena ex-colónia britânica, tendo o formato de uma língua de terra rodeada pelo Senegal, que faz fronteira a sul com a Guiné-Bissau.

Fonte: SAPO – 02.12.2016

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Gâmbia: Eleições em 'clima de medo'

Os gambianos vão esta quinta-feira às urnas. O atual chefe de Estado, Yahya Jammeh, venceu três eleições presidenciais e não tenciona abandonar as rédeas do poder. A oposição tem sido intimidada.
De repente, o taxista pára e olha para mim, nervoso. Esteve minutos a fio a queixar-se da situação na Gâmbia: a economia está pela hora da morte; ele a família mal conseguem sobreviver com os seus trabalhos esporádicos - como taxista e eletricista. Digo-lhe que sou jornalista, e, por segundos, ele não se mexe. Mas diz depois: "É perigoso falar abertamente, mesmo na minha família. Não podemos confiar em ninguém."

Detenções, tortura, raptos

É o medo de dizer algo de errado - não é a primeira vez que sou confrontado com isso no país, como jornalista estrangeiro. Entrevistas que tinha combinado são adiadas à última hora - "estou demasiado ocupado" é a justificação. A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch denuncia um clima de medo neste pequeno país da África Ocidental. Desde que chegou ao poder através de um golpe de Estado, há 22 anos, o Presidente Yahya Jammeh governa a Gâmbia com mão de ferro. O regime usa detenções arbitrárias, tortura e raptos para pressionar jornalistas e sociedade civil a auto-censurarem-se. Ler mais (Deutsche – 01.12.2016)

terça-feira, agosto 28, 2012