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terça-feira, novembro 21, 2017

Com Nyusi a Governação está pior em Moçambique, segundo índice Mo Ibrahim

Apesar de todo o benefício da dúvida que os moçambicanos, académicos e sociedade civil incluídos, têm dado ao Presidente Filipe Nyusi a sua governação não está a ser melhor do que a do seu antecessor. No índice de Governação Africana(IIAG) de 2017, Moçambique caiu duas posições, “com a aceleração do declínio nos últimos cinco anos, a uma taxa média anual de -0,45”.
A evidente degradação da governação de Filipe Jacinto Nyusi ao longo destes dois anos em que é Presidente de Moçambique também aparece refletida nas avaliações internacionais. Depois de mau desempenho no Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, da regressão no ranking de Competitividade do Fórum Económico Mundial, de mais uma queda no Doing Business do Banco Mundial o nosso país também regrediu no índice Ibrahim de Governação Africana, publicado nesta segunda-feira(20) pela Fundação Mo Ibrahim, em clara contra-mão da trajectória da Governação Global do continente que continua, em média, positiva. Ler mais (@Verdade, 21.11.2017)

segunda-feira, setembro 29, 2014

Costa do Marfim foi o país que mais evoluiu em cinco anos no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana

A Costa do Marfim, Guiné, Niger, Zimbabué e Senegal são dos 52 países que mais evoluíram nos últimos cinco anos, segundo o Índice Ibrahim de Boa Governação Africana 2014, publicado hoje.
A melhor evolução dos últimos cinco anos pertence à Costa do Marfim (44,3 pontos), que desde 2009 subiu 7,8 pontos e seis lugares para a 40.ª posição da tabela.
No topo dos cinco melhores mantêm-se Ilhas Maurícias (81,7 pontos), seguidas por Cabo Verde (76,6), Botsuana, (76,2), África do Sul (73,3) - que conquistou a quarta posição - às Ilhas Seicheles (73,2).

Insegurança fez Moçambique descer no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana

Moçambique recuou duas posições no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana (IIGA) 2014, publicado hoje, para 22.º entre 52 países avaliados, sobretudo devido à maior insegurança registada no país.
Moçambique, cuja estabilidade estava reflectida na avaliação do índice nos últimos anos, perdeu dois pontos no espaço de 12 meses devido às questões relacionadas com a segurança nacional e pessoal por causa do conflito entre o governo da Frelimo e as forças da Renamo, na oposição.

quarta-feira, outubro 17, 2012

Moçambique entre os seis piores na África Austral

Índice de Boa Governação-2012

Na categoria de Segurança e Estado de direito, por exemplo, o país está na 17ª posição, tendo descido dos 63 para 53 pontos. No desenvolvimento humano, está no 35º lugar; assistência social, na posição 46. Esta fundação decidiu ainda em não atribuir o Prémio Mo Ibrahim para a Excelência na Liderança africana.

segunda-feira, outubro 15, 2012

Prémio Mo Ibrahim de boa governação em África sem vencedor

O júri do prémio da Fundação Mo Ibrahim, destinado a distinguir a boa governação em África, decidiu não nomear nenhum vencedor para a edição deste ano, foi hoje anunciado em Londres.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Governação de Moçambique piorou

O Índice Ibrahim 2011 de Governação Africana, lançado segunda-feira (10), em Londres, colocou Moçambique na 21ª posição de um total de 53 países avaliados nas categorias de segurança e Estado de Direito, participação e Direitos Humanos, oportunidade económica sustentável e desenvolvimento humano.

quarta-feira, outubro 12, 2011

Moçambique na 21ª posição no Índice Mo Ibrahim de Governação Africana 2011

O Índice Ibrahim 2011 de Governação Africana, ontem lançado, revela que Moçambique ocupa a 21ª posição de um total de 53 países avaliados nas categorias de segurança e Estado de direito, participação e direitos humanos, oportunidade económica sustentável e desenvolvimento humano.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Prémio Ibrahim 2011 atribuido ao ex-presidente de Cabo Verde Pedro Pires

Londres- O ex-presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, recebeu o prémio Ibrahim 2011 "de boa governação " em África, o prémio mais rico do mundo com cinco milhões de dólares durante dez anos e 200.000 dólares por ano, anunciou hoje (segunda-feira) a Fundação Mo Ibrahim em Londres, citada pela AFP.

O comité de atribuição do prémio ficou "impressionado " pela acção do presidente Pedro Pires "que conduziu a transformar o seu país a um modelo de democracia, de estabilidade e de desenvolvimento", segundo um comunicado da Fundação.

terça-feira, março 29, 2011

Mo Ibrahim insta Europa a apoiar democracia em África

Paris, França (PANA) – Os interesses da Europa apenas podem ser duravelmente garantidos pela democracia e não pelo apoio aos ditadores, defendeu terça-feira em Paris o empresário de origem sudanesa Mohammed "Mo" Ibrahim.

terça-feira, março 16, 2010

Lugar de dirigentes que não cumprem as suas promessas devia ser na prisão

afirma Mo Ibrahim, em palestra na cidade de Maputo

Maputo (Canalmoz) – Os dirigentes políticos que não cumprem as suas promessas de governação, sobretudo as promessas de alívio do sofrimento dos seus povos (pobreza, doenças, falta de meios de produção) não deviam ter um novo mandato, porque os mesmos não o merecem. O lugar destes dirigentes devia ser na prisão. Quem exprimiu esta opinião foi o magnata Mo Ibrahim, presidente da Fundação com o mesmo nome que se encontra em Maputo fazendo-se acompanhar de Bono, o famoso músico dos U2.
Mo Ibrahim considera que os dirigentes que não usam os recursos ou a riqueza gerada pelo Estado para satisfazer as necessidade dos seus povos não mais deviam estar no poder, porque, no seu entender, presidentes desta estirpe promovem, com os seus actos, autênticas carnificinas.
Ibrahim fez estas afirmações durante uma palestra realizada, ontem, em Maputo, e que contou com a presença de governantes, de antigos primeiros-ministros, ministros, directores-gerais e também de professores universitários e estudantes.
A palestra foi organizada pela Fundação Joaquim Chissano cujo patrono fez parte do painel principal. A mesma versou sobre a integração económica de África. Mas, durante o debate, a questão da governação constituiu a tónica dominante.

Africanos devem fazer nova África

Mo Ibrahim disse que a sua geração falhou muito naquilo que se chama a responsabilidade da nova geração para a construção de uma África renovada. Tudo depende da actual liderança, pois, no seu entender, o empenho da actual geração de dirigentes na causa comum poderá ditar o futuro de África. “Precisamos, em África, de uma liderança que deve caminhar para a frente”, afirmou Ibrahim.

Não são as ajudas que acabam com a pobreza

Ibrahim explicou que não são as ajudas que acabam com os problemas de pobreza nos países africanos, mas sim a reforma na maneira de gerir os recursos que vêm como ajuda. Segundo o orador, um Estado é digno de ajuda quando sabe gerir os seus recursos internos: “Mesmo com ajudas, não é possível acabar com os problemas, enquanto não mudarmos a mentalidade”. Aquele magnata disse ainda que existem mecanismos que podem fazer a África sair da pobreza, como é o caso do aumento da produção através da agricultura. Mas, segundo ele, o que o que acontece é que os dirigentes preferem investir em coisas que não ajudam a desenvolver, tendo citado como exemplo o seu próprio país de origem: “Estamos mais empenhados em fomentar e sustentar guerras. Nisso, somos muito inteligentes”.

Estados Unidos da África e o futuro

Falando dos Estados Unidos da África e da integração económica, questão levantada por muitos dirigentes moçambicanos durante o debate, Mo Ibrahim disse que é um sonho muito bom e com muitas vantagens, mas o problema está na lentidão do processo. Disse que o processo da materialização dos Estados Unidos de África está a ser muito burocrático, por isso é preciso caminhar mais depressa rumo à criação de uma verdadeira União. No seu entender, há que parar com “politiquices desnecessárias”, porque o que as pessoas querem é ter comida na mesa e as suas vidas melhoradas.
Para Ibrahim, a criação dos Estados Unidos da África poderia ajudar na contenção de despesas em África. Como exemplo, disse que “nos Estados Unidos da África não precisaríamos de tantos diplomatas que vivem em casas caras, com carros caríssimos e com muitas outras mordomias, enquanto temos uma África real de fome e miséria”.

Quem é Mo Ibrahim

Mo Ibrahim é um britânico de origem sudanesa, empenhado no desenvolvimento do continente africano. A fundação que tem o seu nome instituiu, em 2007, o Prémio Mo Ibrahim, que distingue com cinco milhões de dólares um ex-chefe de Estado africano que tenha abandonado voluntariamente o poder cujo exercício tenha sido marcado pelo compromisso com os valores do Estado de Direito.
No primeiro ano da sua criação, o Prémio Mo Ibrahim foi atribuído a Joaquim Chissano, que foi Presidente da República de Moçambique entre 1986 e 2004.

(Matias Guente)

Fonte: CanalMoz - 16.03.2010