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quinta-feira, dezembro 03, 2015

Frelimo reprova pela segunda vez as autarquias provinciais

Acabou o sonho da Renamo?

A Frelimo diz que as regras do jogo são fixadas antes do início do jogo e não no fim do mesmo.

O MDM considera que o projecto deve ser aprofundado, para se resolver a situação dos confrontos militares.

O partido Frelimo, através do seu grupo parlamentar na Comissão dos Assuntos

Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, reprovou a mais recente proposta de revisão pontual da Constituição da República apresentada pela Renamo, com vista à criação de autarquias provinciais. Assim, a Frelimo, que possui a maioria no parlamento, irá, nos próximos dias, em sessão plenária, reprovar oficialmente aquela que era considerada a última esperança da Renamo para se ultrapassar a crise pós-eleitoral que está a criar no país uma situação de guerra civil iminente.

quinta-feira, março 05, 2015

Quando o assassino é o juiz!

Por Matias Guente

O que me impressiona em Moçambique não é capacidade do partido Frelimo em fazer mal às pessoas. Entenda-se aqui o mal como um circunscrito acto de torturar e até assassinar, que é a subdivisão máxima da maldade e o muro mais alto da estupidez humana. Não me impressiona e já nem assusta o facto de eu saber que a Frelimo assassina pessoas e depois envia condolências às famílias enlutadas. Não é isso que me impressiona. Nem tão pouco me causa mossa o facto de eu saber que a qualquer altura também posso ser vítima de uma encomenda de morte, com retoques disfarçantes do tipo atropelamento, bala perdida ou mesmo acidente de viação. Estas possibilidades não me assustam. Não me assusta a ideia de saber que estamos numa coutada em que o pensamento próprio paga-se com a vida própria. Isso também não me assusta. Tal como não me causa o mínimo desconforto o facto de eu saber que o que eles querem é que todos pensemos segundo a estupidificante lógica de rebanho, em que a directiva máxima é reproduzir e seguir. Tudo isso não me assusta.

sexta-feira, julho 11, 2014

A freguesia do caos!

Por Matias Guente

Está instalado o pânico e o desespero. A freguesia adepta do caos, que vive acossada pelos prazos constitucionais de abandonar o poder, não esperava uma reacção ponderada e um tom conciliatório por parte de Afonso Dhlakama. É que, depois de terem mandado raptar António Muchanga, esperavam uma reacção violenta, em larga escala, por parte da Renamo, para, com base nela, justificar o uso do material bélico que vêm coleccionando nos últimos meses, para com ele patrocinar o caos, suspenderem a ordem constitucional e adiar eleições. Dhlakama não respondeu do modo como se pretendia, e o plano deu para o torto. É que não se compreende que enquanto estamos todos concentrados a procura de soluções que nos possam tirar do caos e com penitências para que haja cedências de parte a parte, para o bem mais comum a abrangente, haja cidadãos que estejam a investir o seu intelecto a elaborar estratégias que nos levem aos caos. Não se compreende que estejamos todos a olhar para moderação e o bom senso como alternativa para paz, haja cidadãos que estejam a elaborar o seu caderno de encargos “anti-paz”.

segunda-feira, maio 19, 2014

Manual para assassinar pobres e continuar rico

Por Matias Guente

É de extrema urgência que recusemos que a propaganda nos tolde o discernimento e nos arrebate para o mórbido estado de ausência de capacidade craniana. É que, deixando de lado o ensaio de hipocrisia, é preciso dizer que, caso o espectro de guerra civil que se vive no país se generalize, o mais benef
iciado com a situação será o cidadão Armando Guebuza. Isso não desculpabiliza a própria Renamo, pois não vejo argumento algum que justifique tirar a vida ao outro homem, por mais justa que seja a nossa causa!
 
Mas, é muito verdade que com uma guerra a rebentar com tudo e todos não teremos eleições, e Guebuza livra-se de ter de submeter o partido Frelimo e o seu fraco candidato às eleições em que os cidadãos vão com o seu voto, não julgar Filipe Nyusi, mas sim Guebuza e a Frelimo.

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Partido grande ou grande partido?!

Comité Central começa a decidir hoje:


Os membros do Comité Central (CC) do partido Frelimo reúnem-se a partir de hoje até ao próximo domingo no derradeiro “conclave”, onde se joga o futuro do partido. É a mais importante reunião da Frelimo, nos últimos 10 anos, se tivermos em conta os últimos acontecimentos. Todas as facções que foram sendo criadas pelas guerrinhas internas jogam a sua última cartada. Manter o caos ou mudar? Eis a questão.

É uma reunião que acontece numa altura em que o partido tem experimentado níveis de impopularidade quase que olímpicos, com os últimos resultados eleitorais a serem a prova mais evidente, fiel e próxima. A forma como a actual direcção do partido conduziu o País atraiu mais críticas e apupos que elogios sinceros.

sexta-feira, janeiro 10, 2014

O vídeo game de Armando Guebuza

Por Matias Guente


Um dos grandes problemas dos que estão a governar o País é a sua obsessão pela disposição feudal. Nutrem um invulgar amor pelo feudalismo. Contrariamente às outras organizações democráticas, o partido Frelimo assaltou o Estado e transformou-o num sistema de exploradores e explorados.

terça-feira, maio 28, 2013

O perigo de governar na ilegitimidade!

"...O tratamento que se dá à greve dos médicos é disso um vivo exemplo. A intervenção pública dos dirigentes da Frelimo e do Governo, mais confunde-se com a intervenção de membros de ceitas espirituais que pregam o ódio. Ficamos com a sensação de que estes mesmos dirigentes possuídos de um espírito maligno qualquer atingem êxtase parente os microfones dos órgãos de comunicação social, e este mesmo demónio os oprime pública e humilhantemente.
As declarações da porta-voz do Ministério da Saúde, a senhora Francelina Romão, mostram sem réstia de equívoco que a ceita de pregação e propaganda ao ódio encontrou discípulos mais dedicados capazes de levar a obra do mal para frente se por alguma imprevisão o líder deixar o rebanho... " (Matias Guente) Ler mais

Fonte: Canalmoz - 29.05.2013

segunda-feira, abril 22, 2013

A bancada da Renamo tinha razão!

Por Matias Guente

Maputo (Canalmoz) – Ao recusar-se a fazer parte de qualquer processo que visasse a organização dos próximos pleitos eleitorais, a Renamo não poderia ser mais inteligente e coerente! O vilipêndio a que a Renamo foi vítima após ter tomado tão lúcida decisão é, digamos, uma espécie de manifestação inequívoca de que o embuste eleitoral que a Frelimo desenhou foi quase que perfeito e pegou os tais vilipendiadores em estado avançado de cegueira política. A Renamo descobriu, por força da experiência, que com a Frelimo tudo é às “trafulhices”. Ora vejamos: A nível das Comissões Provinciais de Eleições, a Frelimo, tal como noticiámos neste jornal, abocanhou tudo e montou seus lacaios todos disfarçados em sociedade civil, e que por razão da norma acabaram eleitos presidentes destas mesmas Comissões Provinciais.

terça-feira, março 19, 2013

O problema da Frelimo não é incompetência de Nhancale

... O problema da Frelimo não é incompetência de Nhancale. A questão de fundo ultrapassa a incompetência: é o medo das eleições e alguém tinha de ser sacrificado e calha a ser o coitado de Nhancale. Porque se o problema fosse incompetência, David Simango, edil de Maputo, já deveria ter recebido a mesma censura há muito tempo. Se a razão de fundo da moção fosse a desgovernação, haveria uma moção ainda maior para todo o Governo que a cada dia que passa demonstra créditos de incompetência. Custa acreditar que a moção venha da mesma Frelimo que ficou calada quando um membro da sua Comissão Política (José Pacheco) foi denunciado como um dos grandes vendedores da nossa própria madeira. A desgovernação e a falta de moral pública nunca vão preocupar a Frelimo, pelo menos por enquanto! Por isso mesmo não fiquemos preocupados, a Frelimo não perdeu confiança em Nhancale, continua a amá-lo com o mesmo amor com que ama David Simango ou mesmo José Pacheco! (Matias Guente) in Canalmoz(19.03.2013)

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

As atrapalhações de primeira classe!

Por Matias Guente

Penso que o Professor Elísio Macamo, mesmo a partir do ocidente tem dado várias contribuições para o nosso debate público, o que por si deve ser saudado a todos os níveis muito pelo condão participativo. Mostra que não está alheio aos processos da sua terra e, sobretudo, como os seus compatriotas analisam os seus acontecimentos. Saúdo-lhe, pois, por isso, e faço votos para que continue a acompanhar o que acontece no seu País. É um acto de patriotismo simbólico.  Só que as leituras do Prof. têm não poucas vezes me deixado deveras preocupado, sobretudo pelo número de pessoas que o têm como exemplo de académico.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

MDM e o eterno problema de contextos!

Por Matias Guente

Quando se propôs como partido político, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) assumiu a democracia e a participação como bússola de orientação com a qual poder-se-ia apresentar como alternativa política válida ao então menu político que era servido aos cidadãos moçambicanos, que se circunscrevia à bipolarização Frelimo/Renamo. Até porque a forma como Daviz Simango, actual líder do MDM, saiu da Renamo deu corpo ao manifesto da democracia e domínio da vontade da maioria.

Foi por isso que num piscar de olhos Daviz Simango se tornou edil da Beira, como independente depois de ter sido edil pela Renamo no primeiro mandato e arrastou para si muita simpatia dos descontentes da Renamo e também da Frelimo e mais recentemente conseguiu conquistar os eleitores cuja intenção de voto não é fiel nem à Renamo nem à Frelimo, ou seja, eleitores em estado latente. Foi pela forma como surgiu o movimento e pelo desiderato que se propôs perseguir que o MDM conseguiu muita inserção até no seio daqueles que de política só ouvem falar. Ler mais

segunda-feira, janeiro 28, 2013

O desespero de um director faminto que já devia estar detido!

Por: Matias Guente

– Não me é característico debater pessoas, principalmente quando são de uma monumental insignificância que só um País “interessante” como este lhes pode ainda dar crédito. E mais grave: crédito e um cargo numa empresa pública.
Vem isto muito a propósito do senhor Gustavo Mavie que por acaso, explicado só pelo contexto decadente em que vivemos, é antieticamente director da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e propagandista do Governo da Frelimo fazendo uso de uma instituição do Estado.
Vamos aos factos: Gustavo Mavie, um PhD em Culambismo ao regime, escreveu no boletim da AIM que o texto que eu próprio escrevi e que fez capa no semanário Canal de Moçambique (onde trabalho com muito orgulho) está prenhe de demagogia porque o framing textual por mim dado leva à interpretação de que houve insensibilidade por parte do chefe de Estado e seus assessores ao festejarem o aniversário do Senhor Armando Guebuza com direito a oito horas de transmissão em director pela TV pública, enquanto famílias choravam, a poucos quilómetros, a desgraça de que foram vítimas, causada pelas enxurradas. Ler mais

quinta-feira, novembro 01, 2012

Para quê morrer para conhecer o inferno?

Por: Matias Guente

Maputo (Canalmoz) – Mahatma Ghandi já dizia que “aquele que não é capaz de se governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros”.

A sessão de informações ao Governo (na semana passada) veio mais uma vez mostrar que a mentira anda de mãos dadas com a Frelimo e a sua implicação na forma como vamos construindo este País, que se diz albergar um povo que na língua de uns teima em ser “maravilhoso”, muito em função da sua generosidade em proporcionar aos políticos, principalmente aos que estão no poder, uma vida muito folgada sem precisarem de trabalhar. Mas cá por mim é um exercício de pura demagogia da nossa parte esperar um debate político de qualidade com gente, regra geral, de má qualidade.

A seguir me explico:

Quando o primeiro-ministro, Alberto Vaquina, foi estrear-se no parlamento aquando das informações do Governo, solicitadas pelas bancadas parlamentares, houve uma tremenda coincidência. Enquanto Vaquina falava de Cateme, eu estava em Cateme e escutava o debate em directo.

Escutei o ministro a dizer – o que aliás acabou por ser reproduzido por todos os órgãos de comunicação social – que a vida da população de Cateme não tem comparação com qualquer outro povoado de Tete; Em Cateme há casas melhoradas; Em Cateme vive-se bem; Que em suma a população de Cateme anda feliz da vida porque o Governo de que Vaquina é primeiro-ministro e ex-governador salvou-o. Ler mais

sexta-feira, junho 15, 2012

República de má qualidade!

Por Matias Guente

O psicólogo “austríaco-americano”, Wilhelm Reich, escreveu que “o desejo intenso de liberdade, aliado ao medo da responsabilidade tem como resultado a mente fascista”. É o que acontece com a oposição moçambicana. Está permanentemente a construir a sua servidão por ter medo da responsabilidade.

domingo, janeiro 31, 2010

O Provedor de Pobreza

Canal de Opinião

Por Matias Guente

Maputo (Canalmoz) - Correm nos últimos dias, debates informais sobre a questão da nomeação ou não de um Provedor de Justiça – aquele que, por regra, é responsável por defender o cidadão comum caso este seja vítima de abuso de poder ou de uma instituição pública (escrevo nomeação porque o nosso parlamento não elege, apenas um partido aponta a dedo, independentemente da competência do proposto).
Os vaticinadores já adiantavam o nome de Eduardo Mulémbwè como provável Provedor. Em mim, a notícia foi tão desarmónica e desprovida de sentido, porque Mulémbwè é da Frelimo, o que não faz sentido nenhum, que o mesmo ocupe um cargo que por tarefa tem de se confrontar com o Poder. Aliás, com a Frelimo, o seu partido.
Como não gostei da ideia, decidi contactar o próprio Mulémbwè em pessoa, para melhor explicar-me como aquilo seria possível, e aproveitar para lhe informar que não era de bom-tom que um indivíduo da Frelimo ocupasse aquele cargo, devido à já calculável esteira de promiscuidades. Mulémbwè sossegou-me e disse-me que não seria o Provedor de Justiça. Acreditei nele, com base em argumentos por ele alistados. Espero que o ilustre não me passe a perna.
Mas, depois fui pensando sobre a questão do Provedor no geral, e cheguei à conclusão de que como não temos condições orgânicas e estruturais, para através da AR arranjarmos um Provedor de Justiça, num País basicamente de injustiças como o nosso, talvez arranjássemos um outro Provedor, que de facto nos faz falta – O Provedor da Miséria ou de Pobreza. Arranjávamos para esse Profissional ou órgão, um bom escritório, carro e casa protocolar, salário chorudo e outros acessórios tranquilizantes.
O Provedor da Miséria ou de Pobreza seria um órgão ou instituição que teria por função receber críticas, sugestões, reclamações dos pobres, vítimas da distribuição desigual da riqueza comum e do esquecimento político. Seguindo à risca o plasmado em regimentos dos demais provedores legais, este órgão teria o dever de agir em defesa imparcial da comunidade pobre.
Este, em jeito de informe e balanço, depois tinha que aparecer na TV e na rádio públicas para nos desagregar sobre os níveis comportamentais do quadro numérico de pessoas que forçosamente vivem e viverão em situação de necessidade extrema.
Em seguida, o mesmo Provedor apresentava-nos gráficos comparados, com respectivos desvios padrão, e frequências relativas sobre a forma idiota como a riqueza tem aumentado para indivíduos, diga-se, sempre os mesmos, e ligados ao poder político nacional. Os gráficos deviam ter nos seus rodapés ou legendas a descrição exacta dos negócios movimentados por tal gente, e obviamente relacionados com a TFAE (a Taxa de Facilidades Adquiridas no Aparelho do Estado). Aí ficávamos a saber também quantos dirigentes são empresários à custa dos impostos, e quantos dirigentes montam seus negócios nas empresas do Estado, através das subfacturações e outras tramóias de aquisição dolosa de capital. Paralelamente ficávamos a conhecer, as previsões pobre-comportamentais para os próximos tempos: Isto é qual será o próximo indicador numérico de pobres, relacionado com número de empresas de dirigentes políticos que poderão advir da referida pobreza do povo.

(Matias Guente)

Fonte: CanalMoz (29.01.2010)