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terça-feira, janeiro 15, 2019

Polícia confirma detenção de Amade Abubacar em Cabo Delgado

Mesmo sem avançar detalhes do caso que as autoridades consideram de delicado, o Comando Provincial da polícia, em Cabo Delgado, confirmou a detenção do jornalista Amade Abubacar. A confirmação foi avançada pelo Porta-voz da Polícia naquela parcela do país, Augusto Guta, numa conferencia de imprensa, onde negou avançar as causas da detenção, o paradeiro e o estado de saúde do jornalista.
Entretanto, para MISA Moçambique, uma organização de jornalistas da África Austral, Amade Abubacar foi raptado e não detido como acaba de confirmar a Polícia em Cabo Delgado, segundo afirmou Jonas Wazir, daquela instituição.  
O Misa está, igualmente, preocupado com a Direcção do Instituto de Comunicação Social, que não está a ajudar no suposto resgate do jornalista, que trabalha na instituição há cerca de nove anos,
Amade Abubacar foi detido no dia 5 de Janeiro corrente, e, até hoje, a direcção do órgão onde trabalha ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Fonte: O País – 15.01.2019

quinta-feira, janeiro 18, 2018

Organização denuncia alegado apoio de jornalistas a candidatura autárquica em Moçambique

Uma organização de defesa da liberdade de imprensa denunciou hoje um alegado apoio de jornalistas a um candidato às eleições autárquicas intercalares em Nampula, norte de Moçambique.
"O Instituto de Comunicação Social da África Austral em Moçambique (Misa-Moçambique) entende que os jornalistas não podem apoiar nenhuma candidatura ou partido político", refere-se num comunicado da instituição.
Em causa, está um encontro que Amisse Cololo, candidato da Frelimo à presidência do município, manteve na quarta-feira com várias figuras em Nampula, entre as quais jornalistas, que, segundo o Misa-Moçambique, manifestaram o seu apoio ao cabeça de lista.
Para o Misa-Moçambique, esta posição viola o Código de Conduta de Cobertura Eleitoral, um documento produzido na África do Sul em 2012 e que foi assinado por vários órgãos de informação moçambicanos.
A organização lembra ainda que em 2009 assinou um memorando com o Sindicato Nacional de Jornalistas que contemplava oito valores na actuação da imprensa em Moçambique, entre os quais a independência e imparcialidade.
O Misa-Moçambique distancia-se da posição dos jornalistas que assumiram o apoio à candidatura da Frelimo e informa que esta posição não representa nem vincula os jornalistas moçambicanos", concluiu a instituição.
Contactado pela Lusa, o porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse, referiu que o candidato não pretendia influenciar os jornalistas que estavam no encontro no exercício das suas actividades.
"O candidato da Frelimo apenas pediu o apoio, tendo em conta o facto de que eles também vão votar nas eleições. Também defendemos a liberdade de imprensa e os princípios de independência e imparcialidade no exercício da actividade", afirmou o porta-voz do partido no poder em Moçambique desde a independência.

Fonte: otícias Sapo – 18.01.2018

terça-feira, janeiro 16, 2018

Nampula: Rádio Encontro intimidada

O Núcleo Provincial do MISA em Nampula recebeu, com preocupação, a exposição da Rádio Encontro, pertencente à Igreja Católica, com sede na cidade de Nampula, de que estava a receber ameaças e intimidações vindas de “altas figuras do país”.

De acordo com a direcção da Rádio Encontro, tudo começou após esta ter denunciado, entre outras irregularidades, “actos anti-democráticos como inscrições de 50 cidadãos de alguns distritos da província de Nampula para votarem a favor do candidato do partido no poder” nas eleições intercalares de 24 de Janeiro em curso, no Município de Nampula.

“A Rádio Encontro está sendo alvo de intimidação levada a cabo por figuras de Alta Personalidade do País, que estão em campanha eleitoral na cidade de Nampula. Fomos advertidos que a Rádio Encontro vai receber nestes dias uma figura de Alto Nível do Estado Moçambicano, cuja agenda é perceber o funcionamento dessa Estação religiosa católica”, lê-se na exposição da rádio Encontro.

Na mesma denúncia, a Rádio Encontro recorda que ela “trabalha em parceria com a Comissão da Justiça e Paz da Arquidiocese de Nampula” e afirma estar “firmes na fé” e que "Se calarem a voz dos profetas as pedras falarão".

segunda-feira, julho 24, 2017

MISA PREOCUPADO COM RECRUDESCIMENTO DE ATAQUES ÀS LIBERDADES DE IMPRENSA E DE EXPRESSÃO ENTRE JUNHO E JULHO EM CURSO

O MISA Moçambique tem acompanhado com certa preocupação algumas tentativas visando silenciar a imprensa e organizações da sociedade civil, principalmente nos últimos meses de Junho e Julho do ano em curso. Para além de outros casos sobre os quais o MISA teve a ocasião de se pronunciar no devido tempo, foram registados outros cinco casos, nos últimos 30 dias.Ler mais

segunda-feira, abril 10, 2017

Comunicado sobre a Detenção do jornalista Estácio Valoi

Foi com muita preocupação que Instituto de Comunicação Social da África Austral, capítulo de Moçambique (MISA- Moçambique), tomou conhecimento da detenção do jornalista Estácio Valoi, em pleno exercício da sua profissão, ocorrido no dia 7 de Abril, na cidade de Pemba, na Província de Cabo Delgado.
Valoi foi detido durante quatro horas na 2ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique na Cidade de Pemba, quando estava a fazer a cobertura das cerimónias alusivas ao dia 7 de Abril, dia da Mulher Moçambicana (evento público). O jornalista foi levado algemado para a Esquadra.
Segundo apurámos, o comandante da Polícia que ordenou a detenção do jornalista estava acompanhado de agentes da polícia à paisana e uniformizados. Tudo começou quando o comandante, Aires Aureliano, ordenou que o jornalista não fizesse a cobertura fotográfica do evento alusivo ao dia da Mulher Moçambicana. O jornalista não acatou a decisão e justificou que se tratava de um evento público que qualquer pessoa podia tirar fotos.
A seguir o comandante pediu ao jornalista que se identificasse, mediante a apresentação de crachá ou credencial como jornalista.

quinta-feira, junho 16, 2016

ONG da África Austral acusa polícia moçambicana de intimidação a jornalistas

O Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA), uma ONG de defesa da liberdade de imprensa, acusou hoje a polícia moçambicana de intimidação em interrogatórios a jornalistas sobre notícias relacionadas com a crise militar no país.
"As notificações por parte das autoridades policiais a jornalistas para prestarem declarações relacionadas com matérias por si publicadas configuram atos de intimidação e ameaças à liberdade de imprensa e de expressão", diz o escritório moçambicano do MISA, em comunicado enviado hoje à Lusa.
A nota de imprensa diz que a Polícia de Investigação Criminal (PIC) notificou na terça-feira o diretor do semanário Zambeze, João Chamusse, e o editor da mesma publicação, Egídio Plácido, para interrogatórios, no mesmo dia e na sede da entidade em Maputo, sobre matérias feitas pelo correspondente do jornal na Beira, centro do país, relacionadas com o conflito armado na região.

sábado, maio 07, 2011

Ligações de jornalistas à FRELIMO ameaçam liberdade de imprensa

Maputo - As fortes ligações de muitos jornalistas moçambicanos ao partido no poder, FRELIMO, são um desafio à liberdade de imprensa no país, considera o relatório do Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA) 2010, divulgado hoje (sexta-feira) em Maputo.
Com o título "Assim é a Democracia?", no capítulo sobre Moçambique, o MISA refere ainda que jornalistas moçambicanos têm sido utilizados como agentes pelos serviços de informação do Estado, cita a LUSA.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Cobertura parcial das eleições

Os órgãos de informação não estão a realizar uma cobertura equilibrada
e imparcial, conforme prescrito no código de conduta de cobertura eleitoral assinado pelos jornalistas moçambicanos, revela um estudo feito pelo Instituto dos Media da África Austral, MISA.
O estudo abrangeu órgãos da imprensa escrita diária e semanal, televisiva e radiofónica de todo o país. Entrevistado pela nossa enviada às eleições,Teresa Lima, o oficial de pesquisa do MISA, Ericino Salema referiu ter constatado que alguns sectores, particularmente da imprensa com fortes ligações históricas aos Estado estavam a dar maior destaque ao partido no poder e ao seu candidato.
"Estamos a falar do princípio de igualdade de tratamento entre as diferentes candidaturas, estamos a falar do princípio de independência e também do respeito pelos valores supremos do jornalismo que é a verdade"", disse Ericino Salema.
Ele referiu que os casos mais notórios de parcialidade diziam respeito ao jornal diário Notícias e também à televisão pública, TVM. Considerou, no entanto, "razoável" a cobertura eleitoral da Rádio Moçambique.
"Na nossa opinião, a TVM não usa os critérios universais de jornalismo. Já estabeleceu que quem abre os seus serviços noticiosos, é sempre o partido no poder e o seu candidato".
Em Moçambique a actualidade noticiosa é divulgada actualmente por sete jornais semanários, três diários, 12 Boletins de Fax diários, 6 canais de Televisão e apenas uma estação de rádio a nível nacional, embora estejam a surgir rádios locais e comunitárias, mas cujo conteúdo é mais de entretenimento do que noticioso.