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quinta-feira, maio 04, 2017

As constatações do PR na sua visita às instituições são uma descoberta?

Em Agosto de 2011, o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil, em parceria com o Movimento de Educação para Todos (MEPT), baseando nas constatações num estudo dirigido o investigado Manuel Francisco Lobo fez uma recomendacão importantíssima que foi:

Dhlakama diz que exigência da Renamo de nomear governadores não é prioritária

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, afirmou hoje que a exigência do principal partido da oposição em Moçambique de nomear governadores provinciais já não é prioridade, defendendo a eleição destes dirigentes nas gerais de 2019.
"[A exigência de nomeação de governadores provinciais] não é descartada, já não é prioritária, não posso dizer que está descartada, ou está esquecida, porque havia de confusionar as cabeças dos membros e simpatizantes e mesmo do povo", disse Afonso Dhlakama, falando a partir do distrito de Gorongosa, centro do país, onde se encontra refugiado desde 2015.
A exigência da Renamo de governar nas seis províncias onde o partido reivindica vitória nas eleições gerais de 2014 e a consequente recusa do Governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) foi a principal razão para o retorno do país ao conflito armado, opondo as duas partes.

sexta-feira, abril 28, 2017

Cleaning up after Guebuza

By Joseph Hanlon

The presidency of Armando Guebuza has left a host of problems in government and the civil service. The $2 bn secret debt is tip of an iceberg of corruption and sense of entitlement at all levels. US legal actions revealed bribes paid to senior people in LAM and the airports authority. Demands for money by the traffic police, at airports, and for services have become endemic. There is a long list of dubious government contracts issued outside the normal public tender system, which often mean poorer services for ordinary Mozambicans.

One of the problems has been the entrenchment of patronage. Jobs are dependent on Frelimo party member and/or family or social links. There is a sense of entitlement - to perks, extra money, a car, etc. Priority becomes serving the patron - doing party work rather than doing a good job. At the same time there are no rewards for taking risks or doing the job well; indeed the good and honest people are often marginalised because they show up the others. Taken together it has led to a sharp deterioration in state services. LAM has four of seven airplanes grounded, a result partly of difficulty maintaining a fleet of too many kinds of aircraft, resulting from bribes, and flights are cancelled arbitrarily and no revised schedule is announced. Maputo has water shortages now because no one was brave enough to announce water rationing a year ago or push for new wells and pipelines two years ago. There are electricity cuts because EDM does not maintain or replace its aging equipment or keep enough spares. MCel crumbles because there is no pressure to keep up with the competition and changing technology. The IMF and donors are now demanding privatization of the remaining state companies, which would surely be supported by the disgruntled customers.

quinta-feira, abril 27, 2017

Nyusi anuncia saída das Forças de Defesa e Segurança de Gorongosa

Filipe Nyusi anunciou a retirada das Forças de Defesa e Segurança de duas bases em Gorongosa
O presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou, hoje, que o Governo decidiu retirar as Forças de Defesa e Segurança de Gorongosa. De acordo com Chefe de Estado as forças já deixaram duas bases e o abandono da terceira está em curso.
Nyusi anunciou ainda a criação de dois centros de verificação das tréguas compostos por membros da Renamo e do Governo em Maputo e em Gorongosa.

Fonte: O País – 27.04.2017

quarta-feira, abril 26, 2017

"Secretismo" nas negociações de paz em Moçambique pode condicionar solução definitiva

A forma "fechada e secreta" como as negociações para o fim da crise política e militar em Moçambique estão a ser dirigidas pode condicionar o alcance de uma paz permanente, disseram à Lusa diferentes analistas.
"Historicamente falando, é muito pouco provável que este conflito seja resolvido num processo negocial que exclui outros segmentos da sociedade", declarou o ativista social moçambicano, Roberto Tibana.
A forma como esta fase do diálogo foi desenhada revela que há um interesse comum entre a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal força de oposição, em manter as negociações de paz à porta fechada, referiu.
"É um formato que consolida a hegemonia deles e que não vai ter em conta os interesses de toda sociedade", observou Roberto Tibana, que fez parte do Painel de Monitorização do Diálogo Político, um grupo de personalidades da sociedade civil que exigem a abertura do processo.
De acordo com o ativista, o processo negocial deve ser extensivo à sociedade civil, na medida em que o problema político moçambicano não passa apenas pela descentralização e pela cessação das hostilidades militares - dois dos principais pontos da agenda desta fase de diálogo.
"Eles vão ter de chegar a um acordo. A Renamo usa as armas para fazer a pressão e a Frelimo quer um ciclo eleitoral calmo", acrescenta.

No entanto, Roberto Tibana não acredita que esta seja "uma solução definitiva". Ler mais (DN - 26.04.2017)

sexta-feira, abril 21, 2017

“Não há problema” afirma Nyusi, em endividar Moçambique em mais 50 milhões de dólares para construir aeroporto no Xai-Xai

O Presidente Filipe Jacinto Nyusi disse nesta quarta-feira que “não há nenhum problema” em juntar mais 50 milhões de dólares norte-americanos a insustentável Dívida Pública de Moçambique para construir um aeroporto na cidade de Xai-Xai cuja utilidade será servir de alternativa ao internacional de Mavalane, “(...)quando chove muito ou está escuro na pista do aeroporto de Maputo os nossos aviões têm sempre que ir aterrar na África do Sul e esperar. Havendo esta pista aqui, este aeroporto nem sempre será necessário ir a África do Sul e podem vir aqui como aeroporto alternativo”.
“Quando tivermos que socorrer as cheias aqui não havia para onde chegar para abastecer, os Antonov tentavam ir ao Chókwè mas também estava debaixo de água, Inhambane fica muito longe. Este é uma alternativa, como ciclicamente é uma província que tem tido problemas de seca ou de cheias, esta é uma alternativa para trazer apoios para aqui” explicou Nyusi a multidão que o acompanhou durante a visita ao local onde a infra-estrutura aeroportuária será edificada. Ler mais (@Verdade - 21.04.2017)

sexta-feira, abril 14, 2017

Quem são os que decidiram no EMATUM, Proindiculos e MAM?


Filipe Nyusi diz que Ministério dos Transportes e Comunicações  está a tornar-se campeão em projectos que mal terminam
Durante a vista ao MTC, o PR passou pelo Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATTER) e pelo Porto de Maputo, antes de dirigir o Conselho Consultivo no INCM. Aqui, Filipe Nyusi dispensou a apresentação do relatório de Carlos Mesquita e pediu que alguns dirigentes falassem dos desafios nas respectivas áreas. Alguns passaram no teste oral e outros gaguejaram, com destaque para a chefe do Departamento dos Recursos Humanos do Ministério. Depois de ouvir e anotar, o Chefe de Estado resumiu as suas conclusões da seguinte maneira: “No Ministério, há muito pouca clareza sobre as funções e tarefas que estão a exercer. E, nas empresas, há défice de uma visão empresarial”. Depois das conclusões, as críticas: disse que o MTC está a tornar-se campeão em projectos que mal terminam. “Temos muitas embarcações no país que não estão a funcionar, que foram compradas com muito dinheiro. Agora, temos que pagar dívidas de coisas que não funcionam”, desabafou.

“É preciso quebrar o mito de companhia de bandeira e restruturar a empresa LAM”

Chefe de Estado diz não fazer sentido continuar a falar de uma companhia de bandeira com aviões no chão
Depois de um intervalo de mais de um mês, Filipe Nyusi retomou, ontem, as ofensivas ministeriais. O alvo foi o Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), provavelmente aquele que tem sob sua tutela o maior número de empresas e institutos públicos (mais de 15). E a porta de entrada foi a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), uma das empresas públicas que atravessam uma profunda crise financeira e de gestão. Por essa e outras razões, era expectável, no seio da imprensa, que o Presidente da República fosse contundente durante a visita. Entretanto, Nyusi foi brando na interacção com os trabalhadores e no hangar de manutenção de aviões recordou alguns conceitos de engenharia com dois técnicos que remexiam nos motores do Bombardier Q400. Desengane-se quem pensa que o PR gostou do viu na LAM. Aliás, foi preciso esperar pelo conselho consultivo para perceber que Filipe Nyusi só esteve “tranquilo” porque não queria enervar-se. “Hoje senti que a frota diversificada não ajudou em nada. Só contribuiu para dar cabo à LAM. Se tivéssemos uma frota com uma única marca, não teríamos problemas de compra de peças de diferentes tipos de aviões. Isso não é tecnologia, é uma questão comercial”, defendeu. Nyusi disse, ainda, que a falta de pilotos que afecta a transportadora aérea nacional se deve à diversificação de aviões. “Os pilotos devem ser certificados para diferentes tipos de aviões. Se tivéssemos uma ou duas marcas, não teríamos tanta falta de pilotos”. Como solução, o Chefe de Estado anunciou uma restruturação profunda da LAM, que poderá implicar entrada de capitais privados ou uma gestão estrangeira. Nyusi diz que não faz sentido falar em companhia de bandeira com aviões no chão. “Vamos quebrar o mito de que somos a companhia de bandeira. Bandeira de quê? Nós podemos negociar e continuar a sermos uma companhia com qualidade, sem necessariamente sermos nós a fazer uma coisa que não dominamos”.

quinta-feira, abril 13, 2017

Governo vai restruturar Linhas Aéreas de Moçambique

Filipe Nyusi disse que esteve tranquilo durante a visita às LAM porque não queria se enervar
A LAM foi a porta de entrada de Filipe Nyusi na visita que efectuou, hoje, a várias empresas e institutos tutelados pelo Ministério dos Transportes e Comunicações.
Logo à entrada, o Chefe de Estado recebeu explicações sobre o funcionamento da empresa e visitou alguns departamentos.
Devido ao momento de crise que a companhia de bandeira atravessa, era suposto que o Presidente da República fosse contundente durante a visita. Mas nem por isso, o Chefe de Estado mostrou-se tranquilo no diálogo com os trabalhadores. Foi preciso esperar pelo conselho consultivo para saber que, afinal, Filipe Nyusi não gostou nada do que viu.
O Chefe de Estado disse que o Governo vai fazer uma intervenção profunda na LAM e justificou que não faz sentido ter uma companhia de bandeira com aviões no chão.
Além da transportadora aérea nacional, Filipe Nyusi anunciou que o governo vai intervir rapidamente na Mcel e nas TDM, duas empresas públicas que atravessam uma grave crise financeira.

Fonte: O País – 13.04.2017

sábado, abril 08, 2017

Última Hora *Última Hora *Última Hora *Última Hora *Última Hora *

Guerra aberta entre Nyusi e Guebuza?

Nyusi está metido na Proindius

Maputo (CanalMoz) - Como já se suspeitava (porque ainda não haviam documentos), o Presidente da República, Filipe Nyusi está metido na Proindicus, a empresa que se beneficiou de um empréstimo de 622 milhões de dólares. Segundo documentos confidenciais na posse do CanalMoz/Canal de Moçambique Filipe Nyusi, na qualidade de ministro da Defesa, trabalhou juntamente com o Instituto Nacional do Marinha (INAMAR) para concepção incluindo financiamento do projecto Proindicus que iria operar na chamada Zona Económica e Exclusiva de Moçambique, ou seja, na protecção costeira.
No dia 13 de Janeiro de 2014, Filipe Nyusi na qualidade de ministro da Defesa, escreveu uma carta ao então ministro das Finanças Manuel Chang, através da qual remetia à apreciação e aprovação (do Ministério das Finanças), a proposta de contrato de concessão que seria celebrado entre o Governo e a Proindicus SA, tal como um diploma ministerial da Defesa com vista a consignação das receitas a favor do INAMAR.

Estes documentos foram vazados, depois de na semana passada, a Procuradoria Geral da República (PGR) ter vazado a lista das individualidades ligadas a Armando Guebuza, incluindo ele próprio, através da qual, o Ministério Público, solicita a quebra do sigilo bancário de tais individualidades. O vazamento destes novos documento está a ser interpretada como uma guerra aberta para mostrar que Nyusi também não é inocente. É uma espécie de retaliação entre a facção de Guebuza e Nyusi. (Mais detalhes no semanário Canal de Moçambique da próxima quarta-feira) (redacção)


CanalMoz foto.CanalMoz foto.

Fonte: Canal de Moçambique - 08.04.2017

segunda-feira, março 13, 2017

Daviz Simango e Filipe Nyusi falam da situação política nacional

O líder do MDM, Daviz Simango, foi, sábado último, recebido em audiência, na cidade da Beira, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, encontro no qual se “abordaram assuntos de interesse nacional.”
Parte da conversa mantida durante a audiência foi revelada por Daviz Simango, num contacto com a imprensa, no final do encontro.
De acordo com Simango, foram abordadas questões ligadas à atracção de investimentos e à situação político-militar, no âmbito das equipas de trabalho criadas para o alcance de uma paz efectiva no país. “Ficámos a saber, neste encontro, que estas equipas estão agora a trabalhar nos termos de referência, num esforço colectivo para que a paz seja efectiva”, disse Simango.

terça-feira, março 07, 2017

Renamo rejeita qualquer ligação a desaparecimento de cidadão português

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) rejeitou hoje, em declarações à Lusa, qualquer ligação ao desaparecimento de um comerciante português no centro do país, próximo das zonas de actuação do movimento de oposição. 
“A Renamo não tem nada a ver com o rapto do cidadão português”, afirmou hoje o porta-voz do partido, António Muchanga, que acusa a justiça moçambicana de não estar a fazer uma investigação adequada do caso.
"Houve pessoas que se voluntariaram para ajudar nas investigações e o governo recusou”, disse Muchanga, desafiando as autoridades judiciais moçambicanas a fazerem uma investigação séria do caso.
Sem concretizar, Muchanga afirmou que as pessoas na zona sabem quem raptou o cidadão português e quais os meios de transporte usados: “Quem não deve não teme, pelo que apelamos ao bom senso por parte dos enviados de Nyusi (Presidente moçambicano], só dessa maneira demonstrará que está a negociar a paz de coração aberto, não podemos nos deixar enganar”.
Hoje, em declarações à Lusa, a Renamo rejeitou qualquer insinuação de estar ligada ao caso, considerando absurdas as declarações do ministro do interior moçambicano, Jaime Basílio Monteiro, em Portugal, citadas pelo jornal Público.

sábado, março 04, 2017

Analistas questionam grupo de contacto criado por Filipe Nyusi

O grupo de contacto criado pelo Presidente moçambicano e integrado pelos embaixadores da Suíça, Estados Unidos da América, Reino Unido, Botswana, Irlanda, Noruega, China e da União Europeia foi publicamente apresentada na quarta-feira,1.
Entretanto, analistas dizem não perceber o que estará por detrás da decisão de Filipe Nyusi de pedir o envolvimento de embaixadores estrangeiros no diálogo político, depois de há cerca de um mês ter dispensado a mediação internacional.
O Presidente disse, na ocasião, que o grupo de contacto vai juntar-se às equipas do Governo e da Renamo na discussão dos assuntos militares e de descentralização, sem, no entanto, indicar o seu papel.

sexta-feira, março 03, 2017

AFONSO DLHAKAMA DECLARA PRORROGAÇÃO DA TRÉGUA, EM MODCAMBIQUE, POR MAIS 60 DIAS

O líder da Renamo, Afonso Dlhakama, anunciou, esta sexta-feira, em teleconferência, a prorrogação por sessenta dias, a trégua nas hostilidades militares.
A prorrogação da trégua, segundo Afonso Dlhakama, visa evitar mortes e permitir que o processo de diálogo em curso no país ocorra num ambiente de paz, factor essencial para a dinamização da economia nacional.
“Declaro mais uma trégua de sessenta dias, de 4 de Março a 4 de Maio de 2017. Acho que a paz e sagrada. Podemos ter problemas políticos e tudo, mas se as pessoas dormem bem, nas suas casas, viajam bem, sem disparos, mesmo nas nossas bases e nos quartéis dos outros, quero acreditar que é a paz para Moçambique”- disse Afonso Dlhakama.
Afonso Dlhakama afirmou que a paz que se pretende não é apenas o calar das armas, pelo que expressa a sua vontade de alcançar uma paz verdadeira.

quinta-feira, março 02, 2017

Eliseu Machava diz que prioridade do partido não é discutir próximo Presidente da República

Eduardo Mulémbwè aponta Filipe Nyusi como candidato e vencedor das presidenciais de 2019. Eliseu Machava rebate e diz que não é prioridade, neste momento, discutir o próximo candidato da Frelimo.
O revelador pronunciamento do membro da comissão política da Frelimo não é de todo um consenso dentro do partido dos “camaradas”, até porque para o secretário-geral, Eliseu Machava, é apenas opinião de um membro do partido e não de toda a formação política.
Na segunda-feiraEduardo Mulémbwe apontou Filipe Nyusi (Presidente da República) como candidato e vencedor das próximas eleições presidenciais, ao dizer que o partido estará com o Nyusi até 2024, período em que termina o próximo mandato presidencial.
“Neste barco, o camarada presidente é o timoneiro. Estamos a dizer que partimos com este meio de transporte em 2015 e estaremos consigo até ao porto do destino, em 2024”, disse Eduardo Mulémbwè, que falava numa felicitação a Filipe Nyusi, pelo seu aniversário assinalado a nove de Fevereiro.
Hoje, Eliseu Machava disse que os pronunciamentos de Eduardo Mulémbwè não são relevantes, neste momento, até porque a preocupação actual da Frelimo, e que vai a debate no congresso de Setembro próximo, é a presidência do partido.
O secretário-geral da Frelimo, que falava em conferência de imprensa, anunciou a visita que efectua à cidade de Maputo hoje e amanhã, com o objectivo de avaliar o nível de preparação do congresso do seu partido. Machava endereçou, por outro lado, mensagens de solidariedade para com as vítimas do mau tempo e apelou à consolidação da paz.

Fonte: O País – 01.03.2017

quarta-feira, março 01, 2017

Eduardo Mulémbwè aponta Nyusi como Presidente da República até 2024

Será candidato e vencedor das próximas eleições presidenciais. É esta a crença de Eduardo Mulémbwè sobre o futuro político de Filipe Nyusi, actual presidente da República e da Frelimo. Num acto simbólico, no qual os “camaradas” felicitavam, esta segunda-feira, Nyusi pelo seu aniversário natalício, assinalado a 9 de Fevereiro passado, o deputado da Assembleia da República pela bancada da Frelimo, Eduardo Mulémbwè, apontou o actual Chefe de Estado como candidato e vencedor do escrutínio de 2019, ao afirmar que o partido estará com Filipe Nyusi até 2024, período em que termina o mandato presidencial que arranca em 2020. “Neste barco, o camarada presidente é o timoneiro. Estamos a dizer que partimos com este meio de transporte em 2015 e estaremos consigo até ao porto do destino, em 2024”, disse Eduardo Mulémbwè.

terça-feira, fevereiro 28, 2017

Presidente moçambicano convida sete embaixadores e UE para processo de paz

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, convidou sete embaixadores acreditados em Maputo e o representante da União Europeia em Moçambique, para integrarem o Grupo de Contato para o apoio ao diálogo para a paz, anunciou hoje a Presidência da República.

Em comunicado de imprensa enviado à agência Lusa, a Presidência da República refere que Filipe Nyusi convidou os embaidores do Reino Unido, Suíça, Irlanda, Estados Unidos, China, Noruega e Botsuana e o chefe da Missão da União Europeia (UE) em Moçambique, para apoiarem nos esforços de estabelecimento de uma paz sustentável em Moçambique.
"Este Grupo de Trabalho, cujas atividades terão início ainda esta semana, juntar-se-á às comissões de trabalho constituídas por entidades nacionais já designadas pelo Presidente da República e pelo presidente da Renamo [Afonso Dhlakama] que juntos prosseguirão em busca da paz efetiva e definitiva, tendo como mandato debruçarem-se sobre questões militares e de descentralização", diz o comunicado.

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

PROCESSO DE PAZ: PRESIDENTE NYUSI REÚNE-SE COM LIDERANÇA DO MDM

O Presidente Filipe Nyusi reuniu-se hoje, em Maputo, com Daviz Simango, Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), tendo como agenda os últimos desenvolvimentos do processo de paz, no país.

Falando momentos após o encontro, Simango disse, a jornalistas, ser importante que o MDM esteja a par dos passos que tem sido dados e, particularmente, compreender melhor as iniciativas levadas acabo pelo Chefe do Estado moçambicano sobre este processo.

O encontro, segundo o líder da segunda maior força política da oposição com representação parlamentar, serviu de oportunidade para de uma forma clara e directa sabermos dos contactos que o Chefe de Estado tem mantido com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

Até soubemos que teve mais um contacto esta manha
, afirmou Simango.
Olhamos para isso com muita satisfação porque como partido político com representação parlamentar temos que nos comunicar com os moçambicanos sobre o processo, disse Simango.

terça-feira, janeiro 31, 2017

Preocupações sobre novo chefe da secreta de Moçambique

A nomeação de Lagos Lidimo para chefe dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE) deixou políticos e analistas perplexos e inquietados. É que ele arrasta consigo um passado militar conotado com a violência.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou a nomeação de Lagos Lidimo para o cargo de diretor-geral do SISE na segunda-feira (30.01).
O novo homem forte da secreta moçambicana substitui Gregório Leão José, cujo nome ficou associado às chamadas "dívidas ocultas" da Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM), de que a SISE é acionista. Mas Lidimo também entra para a secreta com uma fama que não abona a seu favor, que remonta aos tempos em que foi comandante da guerrilha da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).
"Ele foi sobretudo um operacional da guerra de guerrilha, da guerra pós-independência contra a Resistência Nacional Moçambicana", a RENAMO, recorda o jornalista e analista moçambicano Fernando Lima. O novo diretor-geral do SISE "dirigiu a contra-inteligência militar, um serviço que tinha mão dura e pesada em relação aos seus opositores do ponto de vista operacional."
Não é só o jornalista que tem más recordações associadas a Lagos Lidimo, que também foi Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
"A nomeação surpreendeu-nos de forma negativa, tomando em conta que o general Lagos Lidimo está ligado a todo o processo de violação dos direitos humanos a que se assistiu em Moçambique a seguir à independência; está ligado a todo o processo de violência que se viveu no país", afirma Lutero Simango, chefe da bancada parlamentar da segunda maior força da oposição, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Ler mais (Deutsche Welle - 31.01.2017)

segunda-feira, janeiro 30, 2017

NYUSI NOMEIA LAGOS LIDIMO PARA O CARGO DE DIRECTOR-GERAL DO SISE

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou hoje Lagos Henriques Lidimo para exercer o cargo de Director-Geral do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE).
A informação consta de um comunicado de imprensa da Presidência da Republica recebido hoje pela AIM.
Segundo a nota, Lagos Henriques Lidimo substitui Gregório Leão José, que ocupava aquele cargo há mais de dez anos.
Num outro dispositivo legal, o Presidente Nyusi nomeou Sérgio Nathú Cabá para o cargo de Director-geral Adjunto do Serviço de Informação e Segurança do Estado.
Até a data da sua nomeação, Lagos Henriques Lidimo era General na reserva, depois de ter sido Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Fonte: AIM – 30.01.2017