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segunda-feira, dezembro 19, 2016

“Não percebemos se é 'firme' na fome, na guerra, na desgraça”, Silvério Ronguane

A Bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique, MDM, considera que o informe do Presidente, relativamente ao estado da nação, representa alguns desafios que o país tem, particularmente na questão do vocabulário.
“O Presidente da República diz que o país continua firme. Nós não percebemos se é firme na fome, na guerra, na desgraça”, disse Silvério Ronguane, membro da bancada parlamentar do MDM, que entende que uso dessa frase revela que o Chefe de Estado e o Governo moçambicano não têm soluções efectivas para os problemas do Estado, que são os problemas da paz, crise, custo de vida e seca.
Relativamente à inclusão de outros partidos políticos no diálogo, o deputado do MDM espera que um dia todas as forças sejam envolvidas.

Fonte: O País – 19.12.2016

“A situação geral da nação mantém-se firme”, Filipe Nyusi

O Presidente da República não tem dúvidas, “a situação geral da nação mantem-se firme”. Assim defende Filipe Nyusi porque, no seu entender, apesar de todos os constrangimentos existentes, num contexto em que a crise mundial corroeu a capacidade de resiliência da produtividade nacional, pondo-a à prova, o país continua capaz de enfrentar os desafios presentes e futuros, com uma competência de resposta que será ainda maior. Foi deste modo que o Chefe do Estado sintetizou o Informe Anual da Nação, lido, nesta manhã, em sessão solene, na Assembleia da República.
Num discurso que levou mais de uma hora, Filipe Nyusi recuperou vários assuntos de interesse nacional, defendendo que não é o mero apontar de culpa que vai resolver os problemas dos moçambicanos. Na óptica de Nyusi, o país só vai ultrapassar os seus boicotes se todos os moçambicanos conseguirem trabalhar juntos no combate às máculas sociais – casos da corrupção, criminalidade –, no mesmo instante que se esmeram na busca da paz. Para o efeito, sublinhou o Presidente, é fundamental aprender-se a escutar os que pensam diferente, e que “só produzindo podemos reduzir importações e ficar menos expostos a vulnerabilidade da taxa de câmbio. Temos de produzir mais e melhor, juntos, Governo, produtores e sociedade civil, porque o país tem todas as condições necessárias”.

sábado, março 16, 2013

Um país senil

@Verdade Editorial

No país onde as liberdades individuais estão garantidas, a Força de Intervenção Rápida não descarrega sobre desmobilizados de guerra indefesos. No país onde a democracia é regra, a sobranceria partidária não estorva o trabalho de um edil. No país onde a justiça vigora, as indemnizações que se devem às famílias vítimas do crime violento e da cobardia das aves de rapina são pagas atempadamente.

segunda-feira, dezembro 17, 2012

Guebuza presta esta quarta-feira o seu informe anual

O presidente da República, Armando Guebuza, é esperado esta quarta-feira para prestar a sua informação anual sobre o Estado Geral da Nação, num acto solene e periódico onde Guebuza deverá passar em revista os aspectos económicos, sociais e políticos que marcaram o ano de 2012.

O informe do Chefe do Estado é, segundo o Regimento do Parlamento, um momento em que os deputados ouvem e nutrem a visão do Chefe do Executivo sobre a maneira como o país está a “caminhar” e a ser gerido, no entanto, sem qualquer direito a interpelar ou questionar.

O informe de Guebuza no Parlamento acontece dois dias antes da sessão de encerramento igualmente marcada para esta semana, concretamente na sexta-feira. O último é, em regra, de discursos dos chefes das bancadas e da presidente da Casa Magna.

Fonte: O País - 17.12.2012

domingo, dezembro 18, 2011

Guebuza apresenta Estado da Nação

O presidente moçambicano, Armando Guebuza, vai, esta terça-feira, a Assembleia da Republica, apresentar o informe anual sobre o Estado Geral da Nação, cujo conteúdo se espera faca uma radiografia do seu desempenho no ano prestes a findar.
Em sessão solene, o Chefe do Estado dirigir-se-á a Nação, esperando-se que o discurso incida sobre os avanços alcançados em todas as esferas, politico, socioeconómico e cultural do pais.
A deslocação de Guebuza ao parlamento acontece, segundo o jornal “Domingo” de hoje, numa altura em que os cidadãos nacionais estão ansiosos em conhecer a avaliação do Presidente da Republica sobre o momento em que se vive no pais.

Fonte: AIM - 18.12.2011

segunda-feira, janeiro 03, 2011

A Nação do Estado (3)

COMO AGEM AS PRESSÕES

Há dois tipos de pressão que agem sobre os nossos governantes. O primeiro é o que cada um de nós sofre no seu quotidiano, isto é a expectativa do seu meio mais imediato – família, amigos, etc. – que ele use a sua posição em benefício desse meio sob pena de ser considerado “kakata”, parvo ou associal. No caso dos governantes estas pressões são gigantescas porque as expectativas são enormes. E não só. Eles trabalham

2011 é ano novo?

Por Olívia Massango

“O homem é o único animal que é intrinsecamente descontente; daí o seu sentimento de vergonha – porque ele sabe que pode ser livre”, Osho.
A salada de acontecimentos esteve bem recheada em 2010, apenas não conseguiu aguçar o meu apetite para dela me degustar aspirando prosperidade. Meu olhar atento apenas captou inquietações cada vez que procurava o nexo de cada acontecimento. Aflições nascidas da incerteza do futuro.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

A Nação do Estado (conclusão)

INTERPRETAR A NAÇÃO

Mesmo aqui, porém, o mais fácil é gritar corrupção do que realmente procurar desenvolver uma atitude mais crítica. O que torna estas ligações perigosas (e vergonhosas) possível não é apenas a ganância individual. É um emaranhado de relações em que estamos todos envolvidos ao nível do quotidiano e que nos dizem o que realmente é moralmente correcto. Não é possível combater corrupção que seja quando o nosso sentido moral nos diz que a nossa primeira obrigação é perante os nossos amigos, familiares, correligionários,

domingo, dezembro 26, 2010

Abandono, rejeição e adoração (1)

Um informe, três posições

Por Emídio Beúla

O Presidente da República foi esta segunda-feira à Assembleia da República para informar sobre a situação geral da Nação, cumprindo com o disposto na alínea b) do artigo 159º da Constituição da República de Moçambique, conjugado com o número um do artigo 25º do Regimento do Parlamento. Armando Guebuza precisou de cerca de uma hora e meia para fazer a leitura do seu informe de 39 páginas, numa sessão solene marcada por dois episódios extraordinariamente ordinários: o abandono da sala pela bancada da Renamo ea síndrome de exaltação e culto de personalidade ao Chefe do Estado manifestada pela bancada da Frelimo.

sábado, dezembro 25, 2010

A Nação do Estado (2)

AUSÊNCIA DE SENTIDO CRÍTICO

Em várias ocasiões ao longo deste ano – mas também nos anos anteriores – concentrei a minha atenção crítica sobre os chamados críticos. Como sempre, alguns interpretaram esse meu interesse como uma forma de cair nas graças do poder. Mesmo na minha intervenção mais recente – que procurou fazer uma distinção entre o desabafo inoportuno de Jorge Rebelo e a crítica refrescante de Carlos Nuno Castel-Branco – houve quem foi ainda capaz de vislumbrar um académico lambe-botas, algo que, naturalmente, deixou de me

sexta-feira, dezembro 24, 2010

ECOS DO ESTADO GERAL DA NAÇÃO

Por: Gento Roque Cheleca Jr., em Bruxelas

“A vaidade pode toldar um homem, pode muito bem retorcer os seus mais sólidos princípios e, por muito humanista que esse homem se julgue, pô-lo a sonhar com a multidão da desgraça.” Joel Neto, jornalista e escritor português
Ainda nem sequer tinha jantado quando, por volta das vinte horas locais (hora de Lisboa, finalmente em Lisboa), entre a ressaca da vitória do Benfica (é assim em Portugal, quando o Benfica ganha é conversa que nunca mais se acaba, mas quando perde o cenário muda, é como se fosse luto nacional, o país pára!) e a actual crise financeira mundial que coloca Portugal de rastos, recebia de Salicuchepa (amigo dos tempos de milho amarelo e molho de carapau (era uma autêntica totobola e bênção a quem calhasse, no prato, nacos de peixe, lá para as bandas de Moatize, na província de Tete) o informe anual do Chefe do Estado apresentado esta segunda-feira à Nação.

A Nação do Estado (1)

Por Elísio Macamo

DO estado da Nação fala o Chefe do Estado. É sua função. Aliás, só ele é que pode dizer em que estado – ou em que estado ele gostaria que os moçambicanos pensassem que – a nação se encontra. Neste sentido, o discurso do estado da nação vale o que o nosso sistema político permite que ele valha. Pouco. Isto é, como a atribuição principal do Chefe do Estado é garantir o funcionamento do aparelho estatal, o estado da nação sobre o qual ele pode falar é o que lhe permite fazer a reportagem das suas realizações para garantir, entre outras coisas, que o favor do povo continue do seu lado. Sendo assim, a pergunta que se coloca é de se saber quem, nestas circunstâncias, pode, então, falar da nação do estado, isto é daquilo que está acima, muito acima, na verdade, da máquina estatal. A resposta a esta pergunta constitui o tema deste texto.

sábado, dezembro 27, 2008

Boas Festas ao Povo: O Estado da Nação é Bom!

Defesa de Direitos Humanos

... houve alguém que afirmou categoricamente que estamos todos bem. Isso só pode significar que este país continua com aquelas sub repúblicas de que te falei outra vez, uma sub república de Maputo, outra sub república das cidades capitais, mais outra sub república das sedes dos distritos, alguns agora municípios e por fim a sub república do povo, ou seja, a sub república do mato, das machambas e das aldeias.

Infelizmente, é na sub república das machambas familiares onde tu te encontras e quando se diz que não ha crise ou que tudo está bom, pretende-se usar as pequenas sub repúblicas como referencia ou amostra da realidade em que vives.

Na tua república o tempo não corre, o sino não toca e a folga não chega. Todos os dias te são iguais, Sábado e Domingo, Natal e Ano Novo, porque nada de novo te vai acontecer tirando está carta que continuarás a receber. Fora desta, não esperas decimo terceiro porque nem o primeiro nem o segundo tens, o teu rendimento vem da terra, quando não há cheias ou secas.

Na tua república a emoção é a mesma, não te assustas, não te alegras e nem ficas na expectativa. Tudo te é obvio o que te dá o poder de visualizar o futuro com exactidão. Quando uma lei se aprova não sabes dela, alias, nem és incluso na lista dos a ser consultados, entretanto essa lei vai te vincular e ainda por cima diz o nosso direito que “a ignorância da lei não exime a responsabilidade”.

Tu não recebes presentes e as toleranças de ponto não te servem absolutamente de nada, pelo contrário, as vezes só atrapalham a tua luta pela sobrevivência. Nessa mesma Noite que chamam de Natal, enquanto na primeira república se festejava e se comia o perú, tua filha trabalhava no Luso, para garantir a refeição do dia 25 e forças para a noite voltar a trabalhar e garantir a refeição do dia 26 e assim sucessivamente... Leia +