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segunda-feira, janeiro 23, 2017

Gâmbia vai criar uma Comissão da Verdade e Reconciliação

O novo Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, diz que será criada uma Comissão da Verdade e Reconciliação para analisar as acusações de má governação durante os 22 anos em que Yahya Jammeh dirigiu o país.
Numa entrevista à VOA, Adama Barrow disse que 22 anos foi um longo período e o povo quer conhecer a verdade.
Um conselheiro de Adama Barrow disse à imprensa que antes de deixar o país, Yahya Jammeh roubou 11 milhões de dólares americanos e carros de luxo saíram de Banjul, a capital, num cargueiro.
Grupos de direitos humanos denunciaram abusos de Jammeh durante os anos em que esteve no poder, incluindo a prisão de opositores políticos e jornalistas.
Jammeh deixou a Gâmbia, no sábado, com destino a Guiné-Conacri, após várias rondas de negociações lideradas pela Comunidade Económica da África ocidental.
Nessas negociações, os líderes da África ocidental não concordaram em conceder imunidade a Jammeh, disse, ontem, o ministro dos negócios estrangeiros do Senegal, Mankeur Ndiaye.

Barrow promete reformas…

Após perder as eleições de 1 de Dezembro, Jammeh aceitou os resultados, mas uma semana depois alegou fraude para justificar a sua continuidade no poder.
O novo Presidente recusou um pedido de Jammeh continuar na Gâmbia baseado no facto de que não poderia garantir a sua segurança.
Barrow, de 51 anos, promete reformas eleitorais para garantir que os futuros presidentes não manipulem os seus mandatos.
Mas em relação aos mandatos que gostaria de ter na presidência, Barrow diz que o povo é que decidirá.
Outra promessa de Barrow é a profissionalização das forças de defesa e segurança.

Fonte: Voz da AMérica – 23.01.2017

terça-feira, outubro 27, 2015

"Lei da Amnistia em Moçambique não foi feita de boa fé"

Especialista em políticas de violência e reconciliação critica forma como amnistia foi utilizada em Moçambique e defende que a criação de uma Comissão de Verdade "poderia resolver ódios entre a RENAMO e a FRELIMO".

Em Moçambique, há analistas que defendem que a falta de confiança entre a RENAMO e o Governo da FRELIMO dificulta o alcance de uma paz efetiva.


Um dos mecanismos mais utilizados para restabelecer a confiança entre as partes e promover a estabilidade política, após conflitos militares, é a amnistia. Que peso tiveram as amnistias concedidas no país? Moçambique precisa de uma Comissão de Verdade e Reconciliação?


Estas são algumas das perguntas que a DW África coloca ao especialista moçambicano em políticas de violência em África, leis de amnistia e reconciliação, Victor Igreja.


DW África: As amnistias foram um erro no caminho para alcançar a paz duradoura em Mocambique?