Por Machado da
Graça
A sensação que
tenho, depois do chumbo da proposta da Renamo no Parlamento, é de que a ala
radical e guerreira do partido Frelimo deu, consciente ou inconscientemente,
mais um passo no sentido de envolver o país em novo confronto armado.
O palavreado
jurídico que levou a este resultado (e o parecer da Primeira Comissão,
longuissimamente lido por Edson Macuácua, ultrapassou as piores expectativas) é
um exemplo de que há quem não compreenda, ou não queira compreender, que o que
se precisa agora é de decisões políticas e não de erudição jurídica.
Esta última teria
sido útil, em Outubro passado, como base para a severa punição do(s)
mandante(s) e dos executantes da fraude eleitoral que nos colocou na situação
em que agora estamos. Mas aí os ilustres jurisconsultos brilharam pelo
silêncio.




