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quarta-feira, fevereiro 20, 2019

Centralismo democrático vs democracia contemporânea


Se a Frelimo continua guiar-se por centralismo democrático, um sistema de organização interna adotado nos partidos comunistas leninistas, eu entendo. Embora a Frelimo tenha se transformado em partido de capitalistas selvagens, changuinistas, nunca oficialmente se declarou partido não-socialista. Aliás, a Frelimo continua membro da Internacional Socialista.
O que eu não entendo é como os partidos oficialmente do centro-direita queiram-se se guia por centralismo democrático e não por uma democracia contemporânea. Aliás, entendo.  Nestes partidos não estudo político e consequentemente ninguém sabe distinguir entre centralismo democrático e democracia contemporânea. Não se enganem pelos graus académicos, o tempo na Assembleia da República como deputados ou o tempo no partido de certas pessoas que possam não ter nada em ciências políticas.

quinta-feira, janeiro 11, 2018

Centralismo democrático vs democracia participativa

Há quase uma semana lancei a questão sobre o CENTRALISMO DEMOCRÁTICO. Infelizmente não tive nenhuma contribuição talvez por ser algo que não se fala tanto praticamente desde os meados dos anos 80. Contudo, o que me fez levantar esta questão, é o facto de segundo a observação o que mais se pratica em Moçambique em todos os partidos políticos, associações, etc, ser uma mistura entre o CENTRALISMO DEMOCRÁTICO, tipo de democracia em regimes comunistas-leninistas e a democracia contemporânea que se caracteriza por representativa e participativa. Nessa minha observação,exerce-se a representativa através de eleições cíclicas e no lugar da participativa exerce-se o centralismo democrático. 

A principal característica do centralismo democrático é diante de qualquer questão importante dum partido ou associação as bases tem o direito à discussão livre da mesma, eventualmente podendo até mesmo constituir facções, mas a decisão final cabe à liderança ou seja ao líder a que ou quem se considera extraordinariamente sábia/o, clarividente, visionária/o.
 
Estranhamente, o centralismo democrático é a que quase toda a nossa sociedade está imbuida apesar de um desejo ardente à democracia participativa. A título de exemplo, e eu já havia colocado esta questão na altura, aquando do congresso da Frelimo, jornalistas e comentadores nacionais falavam de Filipe Nyusi de quem ia tomar esta e aquela decisão. O mesmo se fez aquando do congresso do MDM em que quem ia tomar decisões era Daviz Simango. Portanto, em nenhum momento se falava de decisões de congressitas ou apenas do congresso. Por consequência desta concepção, tenho em mim que muitos membros de partidos políticos, associações em Moçambique se perdem à procura de agradar os supostos sábios, clarividentes e ou visionários, mas de uma forma camuflada o que estagna a democracia interna. Nas bases não há decisões locais para a solução dos problemas locais.

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1. Durante o congresso do MDM em que eu participei, Daviz interveio (discurso) apenas na abertura e no encerramento. Então, tínhamos o poder de decisão, se tivéssemos sido de uma outra escola que a do centralismo democrático.
2. Quanto ao conceito do centralismo democrático há muitos artigos na net.

quinta-feira, maio 16, 2013

Os vermes estão a ser conhecidos

Por: Noé Nhantumbo

A democracia das “conveniências” revela-se claramente uma ditadura
Afinal os jovens da OJM estão controlados pela Pereira do Lago…

Beira (Canalmoz) – Os agentes provocadores de Chókwè e de Macia, de Gondola, de Manica, da Ilha de Moçambique em obediência de comandos e instruções do partido de que fazem parte têm o seu destino traçado pelas instâncias superiores como é habitual ouvir-se dizer. Também na OMM e nesta com mais facilidade, o regime de funcionamento não ultrapassa a mera obediência dos que detêm o poder real na Frelimo.
Quando alguns jovens se lançam ao ataque dos classificados adversários políticos senão “inimigos”.
A razia ou guilhotina que a OJM sofreu são suficientemente demonstrativas. Aquilo que se aconteceu significa centralismo democrático e não democracia.
Só quem queria continuar cego e ignorando os manuais de procedimento vigentes no seio da Frelimo é que poderia sonhar com algo diferente.
Mesmo os elogios e glorificação “norte-coreanas” da liderança do AEG, pronunciados aquando da última sessão do Comité Central da OJM, não foram suficiente para aplacar as suspeitas de que a liderança da OJM era “desobediente e desenquadrada” com a agenda do partido-mãe.  Ler mais