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quinta-feira, agosto 13, 2015

CHINESES E JAPONESES NA PESCA DO ATUM

Em Angoche e Nacala-porto, respectivamente

A “ Yinuo Pescas, Limitada”, uma empresa chinesa, acaba de encomendar o fabrico de nove embarcações para a captura de Atum na província de Nampula, mais concretamente no distrito de Angoche.

A Japan Tuna Company, de origem nipónica, já manifestou igualmente interesse em capturar aquele tipo de pescado, desta feita no distrito de Nacala-porto, operação que envolverá 15 embarcações, com possibilidade de crescer à medida que as respectivas potencialidades assim o confirmarem.

O delegado provincial da Administração Nacional de Pescas em Nampula, Momade Juízo, que revelou o facto, não quantificou o valor global do investimento, mas referiu que aquela empresa, depois de pesquisar o potencial da nossa costa em atum, avançou que as embarcações estarão equipadas com artefactos para captura em cerco daquela espécie.

domingo, julho 26, 2015

Quem vai pescar o atum?

Nos últimos 10 anos, acreditávamos que se tratava de um tubarão. Não era um tubarão qualquer. Era um tubarão branco, um assassino silencioso, extremamente perigoso e com os dentes bastante afiados para morder, sem dó nem piedade, o povo que, com muito suor e sangue, paga os inúmeros impostos, mesmo sobrevivendo à intempérie. Foram 10 anos a assistir ao que acreditávamos ser um tubarão a emitir esgares por onde passava, ao mesmo tempo que ampliava a sua fortuna para lá do intolerável.
Espoliando os moçambicanos, o que acreditávamos ser tubarão habilmente levava água ao seu moinho, tendo edificado um património económico pessoal que roça à pornografia num país em que o imaculado povo é forçado a viver a pão e água, para além de morrer de doenças curáveis nas infindáveis filas de que são características as unidades sanitárias. Foram 10 anos de saque ao cadavérico cofre do Estado. 10 anos de violentos e permanentes ataques ao bolso do paupérrimo contribuinte. Foram 10 anos de discursos cheios de banalidades. Discursos que não passavam de projecções e alucinações humanas proferidos por um tubarão animado com o sangue na água (leia-se riquezas do povo).